Diplô Online
Quando um império em declínio recorre à força para conter o mundo multipolar
A história demonstra que o imperialismo avança quando encontra resignação social. A captura militar de um chefe de Estado e a pretensão aberta de organizar a transição de poder em países que “pensam diferente” não são desvios pontuais
A queda de um ditador e o risco de um mundo sem limites
Quem tem o direito de derrubar governos?
Sem trama e sem final: a literatura de Daniiil Kharms
Em um cenário literário cada vez mais orientado pelo consumo rápido, pela identificação imediata e pela valorização quase exclusiva do enredo, a relação entre fundo e forma parece ter sido rebaixada a um debate secundário
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Importando falsos problemas
Por que os Ministros do Supremo Tribunal Federal foram sancionados em suas contas bancárias?
Por que a frente evangélica se distancia da agenda ambiental?
Em um Brasil majoritariamente cristão, a discussão ambiental ultrapassa o campo científico e engloba questões éticas, culturais e religiosas
Uma proposta de paz na Palestina e muitas desconfianças
Os crimes de Israel serão varridos para debaixo do tapete, mas essa não é a pior notícia. A nova proposta de Trump para a “paz” na Palestina anima alguns líderes mundiais, mas chega tarde e é recebida com grande desconfiança pelos palestinos
Healing Fiction, ancestralidade e crítica social: uma conversa com a autora nipo-brasileira Verônica Yamada
Em Tempos Amarelos, a autora reflete sobre sobrecarga de trabalho e traumas familiares no mundo contemporâneo
Desafios da União Européia II
As melhores leis a favor das mulheres de cada país-membro da UE estão sendo reunidas por especialistas. O objetivo é compor uma legislação continental, capaz de contemplar temas que vão da legalização do aborto à eqüidade salarial, do controle da violência à aposentadoria, da prostituição à participação políticaBarbara Vilain, Violaine Lucas
Os novos Espelhos de Galeano
Escritor uruguaio lança seu livro mais recente: “Espejos. Una historia casi universal”. Em tom de crônica poética, obra passeia por temas como arte, desigualdade, feminismo, mídia, impérios e resistências. “Le Monde Diplomatique” publica uma seleção de trechos, cedidos e escolhidos pelo próprio autorEduardo Galeano
Os sem-papéis também lutam
Alvos de perseguições cada vez mais freqüentes em toda a Europa, os imigrantes não-regularizados articulam uma onda de greves na região de Paris. Muitos já não temem aparecer em manifestações públicas. Seu trunfo: o continente que hipocritamente os persegue não pode viver sem elesOlivier Piot
Cinco aspectos da imagem na literatura
Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artesRenata Miloni
Palavra 31
Quando escrever deixou de ser uma arte
Hoje, o jornal que passa por debaixo da minha porta, salvo honradas exceções, é ilegível. Já fiz pesquisas em jornais antigos na Biblioteca Nacional e cheguei a sentir os olhos marejados – de raiva – pela comparação com o jornal pelo qual pago hoje
Aqui
Dois poemas de Erín Moure
No terceiro número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos dois poemas de Erín Moure
Aqui
Cinco aspectos da imagem na literatura
Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artes
Aqui
A casa no morro – Final
E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu
tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força.
Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindo
AquiRodrigo Gurgel
Quando escrever deixou de ser uma arte
Hoje, o jornal que passa por debaixo da minha porta, salvo honradas exceções, é ilegível. Já fiz pesquisas em jornais antigos na Biblioteca Nacional e cheguei a sentir os olhos marejados – de raiva – pela comparação com o jornal pelo qual pago hojeSimone Campos
Dois poemas de Erín Moure
No terceiro número de nossa seção dedicada à tradução de poesia e prosa em língua inglesa, coordenada pela jornalista e tradutora Marina Della Valle, apresentamos dois poemas de Erín MoureVirna Teixeira
A casa no morro – Final
E eu não tinha uma droga de um par de algemas. Puxei o cadarço do meu
tênis e o usei para amarrar os pulsos de Joana. Apertei o nó com força.
Ela não resistiu. Pareceu-me que estava sorrindoOlivia Maia
A ópera, a guerra e a ressurreição russa
Como já fizera três vezes, desde o século 18, o país ressurge, superando o trauma da derrota soviética na Guerra Fria. Além de grande potência geopolítica, recompôs sua base econômica e cresce aceleradamente. O “espírito russo” parece saltar da obra de Prokofiev direto para a vida realJosé Luís Fiori
Um tapinha não dói em quem se acostumou com a dor
Carinho é gostoso, tapa é ruim. De quantas pesquisas necessitamos para ter certeza disso? Lembrando Belchior em uma outra música, não precisamos que nos digam de que lado nasce o sol porque bate lá nosso coração — e a esperança de um futuro melhor para nossas criançasMaria Helena Masquetti
Roteiro de viagem
— Essa, não.
— Não quer visitar a Torre Eiffel?
— Quero não.
— Mas todo mundo que vai a Paris visita.
— Pois eu vou ser o primeiro a não ir.Daniel Cariello
Humildade, dignidade e proceder
Agenda da Periferia completa um ano de publicação. Como diria Sergio Vaz, não praticamos jornalismo — “jogamos futebol de várzea no papel”. Fazê-la é exercício de persistência, crença e doação. O maior sinal de êxito é o respeito que o projeto adquriu no movimento cultural das quebradasEleilson Leite
Palavra 30
Na rua, outra rua
De manhã, domingo, o tapete cristalino sobre o chão denuncia a madrugada em que a rua, tão desimportante, pertenceu a pessoas que costumam só ter com ela uma relação de passagem ou compromisso. O bar, portas fechadas, recobriu-se de seu aspecto simplório, por trás da bandeira puída
Aqui
Clea
Histórias novas, e algumas reinterpretadas, vêm outra vez salvar o romance do pecado da falta de originalidade, tendo em vista a existência de seus antecessores. Passei por quase todas elas com o desdém de um connaisseur enfastiado
Aqui
A casa no morro – Parte 4
Iuri talvez se aborrecesse com minha afirmação. Ele preferia chegar
pelas bordas. Senti que me lançava um de seus olhares de censura, mas eu
estava prestando atenção na reação de Jônatas. O homem não se moveu. Não
havia como ficar mais branco. Porque havia desconfiado do que estava por
vir
Aqui
*
Um poema de Pablo Simpson
AquiRodrigo Gurgel
Na rua, outra rua
De manhã, domingo, o tapete cristalino sobre o chão denuncia a madrugada em que a rua, tão desimportante, pertenceu a pessoas que costumam só ter com ela uma relação de passagem ou compromisso. O bar, portas fechadas, recobriu-se de seu aspecto simplório, por trás da bandeira puídaDiego Viana
A casa no morro – Parte 4
Iuri talvez se aborrecesse com minha afirmação. Ele preferia chegar
pelas bordas. Senti que me lançava um de seus olhares de censura, mas eu
estava prestando atenção na reação de Jônatas. O homem não se moveu. Não
havia como ficar mais branco. Porque havia desconfiado do que estava por
virOlivia Maia
Clea
Histórias novas, e algumas reinterpretadas, vêm outra vez salvar o romance do pecado da falta de originalidade, tendo em vista a existência de seus antecessores. Passei por quase todas elas com o desdém de um “connaisseur” enfastiadoLuiz Paulo Faccioli
Carta aos conterrâneos, após a queda de Marina
Cadê a capacidade de indignação, diante de certos erros cometidos pelo governo? Se o próprio presidente reconhece a importância da sociedade civil, por que nos calarmos, diante de fatos que revelam a predominância, no Planalto, de um desenvolvimentismo que despreza a natureza?Marilza de Melo Foucher
Mercenários brasileiros na Legião Estrangeira
Atraídos por salários, a chance de apagar o passado e aventuras, dezenas de brazucas alistam-se, todos os anos, no legendário exército de aluguel francês. Nossa repórter conseguiu deles revelações sobre a condição de soldados de um pátria alheia, em missões cujo sentido desconhecemMaranúbia Barbosa
Em O ano 01, a força de 1968
Produzido no início dos anos 70, com múltiplas referências à estética HQ, filme de Jacques Doillon imagina uma greve geral contra o capitalismo. Contra-sistema, contracultura, contra-cinema. Deliciosa, absurda e irreverente anarquia, indispensável quando o sistema se pretende avassaladorBruno Carmelo

