Diplô Online
Como o Estado fabrica inimigas
Da denúncia ao processo: a engrenagem que transforma vítimas em rés
Me chame pelo meu nome: a falácia dos “minerais estratégicos”
Os termos “minerais críticos” ou “minerais estratégicos” são, na verdade, vazios de significado, uma vez que não dizem qual seria a estratégia ou o motivo da criticidade. Agora, sob uma nova roupagem de combate às mudanças climáticas, que oculta outros usos menos defensáveis, o setor mineral vem conseguindo que diferentes instituições concedam mais do que ele sempre teve: facilidades para o licenciamento ambiental e favorecimentos tributários
Mergulhar no submundo para transformá-lo
Israel quer que nos habituemos tanto à escuridão e ao submundo que percamos a capacidade de ver o que está diante de nós
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Poesias na ilha
Em Era uma vez no Atlântico Norte, última plaquete de Cesare Rodrigues, a poesia é um realismo fantástico.
Os paradoxos da COP30 em Belém
Belém apresenta resultados preocupantes nas dimensões social e econômica, apesar de boa pontuação no aspecto ambiental e nutricional
Aprendizagem criativa no combate ao analfabetismo funcional
Mais do que saber ler e escrever, é fundamental saber interpretar, conectar, questionar, refletir e criar. Quando isso acontece, o conhecimento deixa de ser um fim em si mesmo e se torna uma ferramenta para a vida. Mas como garantir que a atribuição de significados comece já na formulação das políticas públicas e se conecte às demandas e aos sonhos de cada território?
Como a literatura reescreve experiências e violações de mães e crianças
Quais são as crianças que não vingam? Ou, quais maternidades são violadas? Se interrompidas, que maternidades experimentam o direito ao luto? E quando vingam, em que condições podem existir?
A Índia em busca do poderio perdido
Como o segundo país mais populoso do planeta age para se transformar em potência mundial. O complicado xadrez das relações com EUA, China e Rússia. O drama: nos planos de poder, eliminar a pobreza e exclusão maciças não é prioridadeMartine Bulard
Outra globalização é possível
Resgate de uma utopia viável: em 1942, Keynes propunha, em detalhes, um sistema de comércio internacional voltado para o pleno emprego e os direitos sociais. Por que a proposta jamais foi adotada; como foi substituída pela OMC; que estratégias poderiam ressuscitá-laSusan George
Moscou, parceiro indispensável
Uma coleção de preconceitos de parte a parte ainda perturba as relações entre União Européia e Rússia. A Europa precisa superá-los: sem boas relações com o vizinho não poderá influir num cenário mundial onde o risco de bipolarização EUA-China parece cada vez maiorNina Bachkatov
A nova era do petróleo estatal
Por que avança, em todo o mundo, uma onda de nacionalização das jazidas de óleo e gás. Como os Estados enfrentam as transnacionais, que agora controlam apenas 9% das reservas mundiais. Qual a estratégia das corporações para recuperar terrenoJean-Pierre Séréni
Brumas, silêncio e mito
A forte atração que a Ikea exerce sobre certos setores do jornalismo contrasta com uma empresa opaca: ninguém sabe quem a controla, seus funcionários são submetidos ao silêncio e procura-se construir uma imagem sobre-humana para seu fundadorOlivier Bailly, Jean-Marc Caudron, Denis Lambert
Como os sunitas reagem ao Hezbollah
Sete meses após confrontar-se com Israel, no Líbano, a milícia xiita divide a outra ala do islã. Certos grupos a apóiam, em nome da luta contra Israel; outros a rejeitam, por motivos religiosos ou porque a enxergam como concorrente, na disputa pela afirmação da força árabeBernard Rougier
Ameaça à informação
Já controlada há muito por grandes grupos econômicos, a mídia impressa passou a sofrer, há anos, o assédio das publicações gratuitas e da internet. Em defesa do direito à informação e ao debate, é preciso apoiar as publicações independentesIgnacio Ramonet
Por que o Hamas (ainda) não reconhece Israel
Dois novos estudos revelam algo que os meios de comunicação omitem: todas documentos mais recentes o grupo majoritário no Parlamento palestino sugerem que ele está disposto a aceitar o Estado israelense. A pergunta é: esta oportunidade para a paz será aproveitada?Paul Delmotte
Os limites da responsabilidade empresarial
A Oxfam visita, na Índia, as empresas que produzem para a Ikea, corporação sueca que se orgulha de seu Código de Conduta. Conclusão: mesmo cheias de boas intenções, as iniciativas de compromisso social das empresas caem no vazio, se não se age contra a desigualdade internacionalOlivier Bailly, Jean-Marc Caudron, Denis Lambert
E se a França ousasse?
Um conjunto de circunstâncias dará a Paris, nos próximos dois anos, condições de questionar a tendência mercantilista da União Européia. A pergunta é: os candidatos às eleições presidenciais, em tese favoráveis à proposta, estarão dispostos a levá-la adiante?Bernard Cassen
Elogio da pequena edição
Movidas pelo amor à literatura e empenhadas em oferecer diversidade, as editoras não-comerciais têm prosperado. Mas não dever haver ilusões: para que esta aventura prossiga, é preciso salvá-las do mundo das selvas e dos predadoresPierre Jourde
Pinochet sem pena nem glória
“De suas vítimas, de todos os que o resistiram, do presidente Allende, fica o exemplo moral. Dele, nada resta digno de ser lembrado — somente o odor fétido que os bons ventos do Pacífico logo se encarregarão de levar”. Um texto do escritor chileno Luis SepúlvedaLuis Sepúlveda
Para refundar a União Européia
Novas dúvidas e questionamentos abalam o grande projeto europeu, no momento em que se expande para 27 países. Para evitar que a crise se aprofunde, a saída é pensar num continente articulado por visões comuns de mundo — não pelas forças cegas do mercadoPaul Thibaud
Nos bastidores da vitória de Rafael Correa
Emergência do movimento indígena, uma sucessão de presidentes derrubados, crise do neoliberalismo na América Latina. Graças a tudo isso, um economista de classe média e idéias não-convencionais é o novo presidente do EquadorMaurice Lemoine
O mal-estar dos muçulmanos britânicos
Seis meses após os atentados de Londres, as autoridades continuam em busca de políticas que evitem a segregação da comunidade árabe. Mas a política externa de Tony Blair e a discriminação social de fundo podem anular esta tentativaWendy Kristianasen
O mito do “fascismo islâmico”
Contra todas as evidências, o governo Bush e alguns intelectuais europeus procuram identificar movimentos e governos islâmicos como próximos a Hitler ou Mussolini. Há oportunismo e planos de guerra por trás desta imprecisãoStefan Durand
Uma radiografia do PCC
Como a política de “tolerância zero” frente ao crime, o endurecimento das condições carcerárias e as restrições aos grupos pró-direitos humanos nas prisões criaram o ambiente ideal para que surgisse, em São Paulo, a maior organização criminosa do BrasilJoão de Barros
A “conspiração” das Torres Gêmeas
Há um contrabando ideológico notável nas teorias que responsabilizam a CIA pelos atentados de 11 de Setembro. Aceitá-las seria atribuir aos EUA poder e capacidade de articulação muito superiores às demonstradas por eles na vida realAlexander Cockburn
As engrenagens do Irã teocrático
A aliança entre o presidente Ahmedinejad e o clero ultra-conservador é menos sólida que se pensa ? e há um setor social crescente em favor de modernização. Mas as pressões e ameaças dos EUA geram um clima de unidade nacional que alimenta continuamente a ortodoxiaAlexandre Leroi-Ponant
O papel da arqueologia “que destrói”
Vistos como obstáculos ao desenvolvimento, incapazes de revelar cenários magníficos, os arqueólogos preventivos avançam. Querem recolher e montar, peça por peça, quebra-cabeças que permitirão compreender o que fomos e para onde (não) devemos caminharNicole Pot

