Diplô Online
Viver depois do fim do mundo
Quando o presente se impõe como instável e o futuro como inacessível, qualquer narrativa que prometa ordem, identidade ou direção encontra terreno fértil
‘A Natureza das Coisas Invisíveis’ e o olhar infantil sobre a vida e a morte
Filme da brasiliense Rafaela Camelo retrata a inocência da infância e o desprendimento da velhice frente a questões existenciais
Milton Santos, Allan Weber e as miragens do espaço contemporâneo
A partir da noção de “clarividência” formulada por Milton Santos – a capacidade de perceber, no presente, os sinais do futuro –, propõe-se uma aproximação entre geografia, comunicação e artes para pensar como olhares periféricos revelam fissuras na racionalidade técnica e corporativa dominante
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A política de cotas e o cerco epistêmico: quando a branquitude protege seu próprio poder
Estudo aponta como práticas institucionais e jurídicas limitaram o acesso de pesquisadores negros às universidades, impactando a diversidade e a produção do conhecimento no país
Por que as conquistas não se convertem em votos?
A reprimarização da economia cobra seu preço político
A poluição plástica e a cultura do descartável
O debate sobre o plástico é mais do que uma questão regulatória: exige uma revisão do próprio modelo de produção e consumo
O regime do isolamento menstrual no oeste do Nepal
Como uma sociedade que assume compromissos formais com a igualdade mantém, no interior de suas casas, um regime de segregação baseado na biologia feminina?
Do sertão ao horror distópico
O novo romance do escritor cearense João Matias expõe Brasil entre descaso ambiental, violência e retirantes
O litígio como forma de enfrentar a crise do clima
Na COP30, sociedade civil se reúne para pensar possibilidades de litígio como estratégia para enfrentar as mudanças climáticas
COP 30 e o Acordo de Escazú: soberania, democracia e sustentabilidade em jogo
Transparência, democracia e proteção da vida diante da expansão do crime organizado e da crise climática
Vai à COP em Belém? Visite os porões dos casarões históricos da cidade
Ao visitar Belém durante a COP, vale olhar além dos debates oficiais e dos espaços de visibilidade
Panorama das violências contra professores no Brasil
O que quer dizer a expressão “apagão da educação”?
O marechal que há 70 anos evitou um golpe de Estado
Homenageado no Congresso, militar garantiu a posse de JK e Jango
O preço da conectividade na COP30
Como conseguir investimentos movidos por moralidade, e não por lucro? Sobretudo, o que significa aceitar o dinheiro para a proteção ambiental de quem lucra com sua destruição?
Um olhar crítico sobre a COP 30 e a retórica da transição energética
Desde a Eco-92, a promessa das COPs tem sido a mesma: alcançar um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e proteção ambiental. No entanto, a porta permanece fechada às transformações estruturais
Repensar a violência terrorista dez anos após o atentado que abalou a França
Debate sobre as causas do terrorismo é complexo e não deve se resumir a apenas uma variável
Autoextermínio social
O recente massacre no Rio de Janeiro não é um episódio isolado. É parte de um projeto histórico de higienização social, em que as populações marginalizadas são tratadas como ameaça à ordem e não como sujeitos de direitos
É justo transformar tragédias reais em entretenimento?
A espetacularização da tragédia vai, aos poucos, sendo banalizada, e somente um agente ganha: a empresa proprietária do streaming
Wallace Armani critica a dominação capitalista nas organizações em ‘Por uma administração socialista’
A obra demonstra como a chamada “administração científica” é uma ferramenta de dominação que permeia todas as esferas da sociedade, das empresas às igrejas
O Brasil no coração do crime organizado transnacional
A militarização seletiva, somada à falta de inteligência integrada, produz o efeito inverso: fortalece as redes criminosas transnacionais
Violência política de gênero como modus operandi da exclusão
Assédio contra a presidenta mexicana Claudia Sheinbaum é mais um recado emblemático, dirigido a todas nós, de que o espaço público ainda nos quer ausentes, excluídas ou, quando muito, toleradas e sob determinadas condições
Por que a polarização afetiva precisa estar no centro do debate no Brasil
Mesmo reconhecendo assimetrias, a polarização afetiva atua como um véu: ela distorce o olhar, simplifica o país em duas metades e impede que percebamos a complexidade real da sociedade brasileira
A Globo e o agro: um velho romance
O risco da história única em um contexto de concentração midiática e em tempos de emergência climática
Tem um jumento na sala da COP 30
Como é possível o Brasil proferir um discurso de bioeconomia se permite atividades insustentáveis como o abate de jumentos?
Diante do mal, a síndrome do fascínio canibal
No mundo salvacionista ocidental-cristão, cabe, numa distorção da realidade, a defesa de uma chacina e até mesmo aplausos
Como a série ‘Tremembé’ expõe o mercado da fé nas prisões brasileiras
A nova produção da Amazon Prime Video escancara o que a sociedade tenta ignorar: dentro dos presídios, a fé virou moeda de troca e a salvação, um produto com valor de controle
Crise do capitalismo, rentismo e a obstrução da soberania popular
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla

