Diplô Online
Giovana Madalosso: “percebi que, quando retiramos as emoções da vida, retiramos a própria vida”
O reencontro entre duas mulheres – uma cética e outra profundamente religiosa – sustenta o eixo do novo romance, de Giovana Madalosso, marcado pela tensão entre razão e fé, ciência e espiritualidade, morte e transcendência
O longo caminho para desmontar injustiças históricas
A descolonização do território é apenas o primeiro passo; a descolonização da mente, das instituições e das práticas sociais é um processo muito mais lento e resistente
Uma pauta para as próximas eleições no Brasil
Por que o patrimônio da cultura brasileira e os museus ainda não ocupam lugar central no debate eleitoral?
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Karl Marx, 207 anos
Marx nos lembra que o pensamento, quando cortado pela luta, pode transformar ruínas em terreno fértil
Quem são os cardeais preferidos da direita católica brasileira para o conclave?
Com a nova eleição em curso, as alas mais conservadoras e tradicionalistas visam sobretudo travar o jogo dos chamados “progressistas”, “reformistas” ou talvez até “bergoglianos”
Giovana Proença: “Não era apenas um conservadorismo, era um autoritarismo explícito”
Para muitos no Brasil, o golpe de 1964 não foi tão absurdo quanto se afirma atualmente — e alguns ainda negam que ele tenha ocorrido. No entanto, no mesmo país, há quem afirme e comprove o contrário
1º de Maio e as relações de trabalho: novas lutas, antigos desafios
Estamos presenciando a utilização e instrumentalização de tecnologias do século XXI para restaurar relações de trabalho típicas do início do século XIX, caracterizadas pela ausência de direitos e proteção social
Bocas do Tempo
Profissão de fé clarividente e maliciosa, o discurso do escritor uruguaio durante a festa dos cinqüenta anos do Le Monde diplomatique, em 8 de maio de 2004Eduardo Galeano
O que é, afinal, a democracia? 1
É preciso questionar a democracia para podermos reiventá-la e não permitir que seja pervertida pelo poder econômico e financeiro que não é nem eleito pelo voto popular nem controlado pelos cidadãosJosé Saramago
Os alemães se rendem à "ostalgia"
Quinze anos depois da queda do muro de Berlim, os alemães do leste não encontraram as “paisagens em flor” prometidas após a unificação. Enfrentam o desemprego, a privatização do sistema de proteção social. A dura realidade ocidental do presente é uma das explicações para a nostalgia da experiência da República Democrática AlemãDominique Vidal, Peter Linden
A África redescoberta
Timbuktu, no Mali, foi durante muito tempo uma cidade fechada aos europeus. Encruzilhada comercial na época das caravanas, foi também a sede de uma vida intelectual intensa. Naquela era de ouro, milhares de livros foram escritos a mão e depois abandonados na poeira do deserto, que começam a ser exumados. Da noite do esquecimento, emerge uma apaixonante história da África até hoje ignoradaJean-Michel Djian
China, a megapotência
“No dia em que a China acordar…”, dizia-se antigamente, deixando no ar a idéia de uma ameaça gigantesca sobre o planeta. Hoje temos plena consciência de que aquele imenso país, de fato, acordou. E é importante questionar as conseqüências que seu impressionante despertar pode ter para o mundo todoIgnacio Ramonet
Os guerrilheiros da causa animal
Na Grã-Bretanha, o movimento ambientalista conquista vitórias na proteção dos direitos dos animais. Entre os que os defendem estão grupos de ecologistas clandestinos que, em nome da causa, desafiam leis e assumem riscosCédric Gouverneur
Na terra da estepe cinzenta
A Mongólia xamânica está no coração do tempo presente e vive também os abalos e mudanças que determinam nossa existência no planeta. A velocidade crescente e tudo o que a acompanha a inunda cada vez maisGalsan Tschinag
Quem tem medo do Big Brother?
O controle social não é mais visto como relação política de dominação e sim como elemento necessário e bem aceito por cidadãos que a ele se submetem voluntariamenteDenis Duclos
A língua árabe, o Rolls Royce e o Volkswagen
No debate sobre a reforma do islã, algumas pessoas exigem dos árabes que modifiquem também sua língua: que escolham definitivamente o árabe clássico e abandonem o árabe dialetal. Antes de sua morte em setembro do ano passado, Edward W. Said explicou por que essa exigência reflete um extraordinário desdém pela riqueza da experiência cotidiana expressa pela língua popularEdward W. Said
Elogio ao senso comum
A luta pela democracia no mundo não deveria se iniciar pela democratização dos organismos que se chamam internacionais? O que opina o senso comum? Não está previsto que opine. O senso comum não tem voto nem tem vozEduardo Galeano
Guerra contra os pobres
Honduras está em guerra contra os delinqüentes, principalmente os mais jovens e os mais pobres. À margem da repressão legal, centenas de execuções extrajudiciais de crianças e de adolescentes ensangüentam o país: 2.125 assassinatos de jovens, de 3 a 23 anos, nesses últimos cinco anosRaphaëlle Bail
Esporte é guerra
De 13 a 29 de agosto, os Jogos Olímpicos de Atenas ganharão cobertura midiática comparável à da guerra do Iraque. Alguns vêem nos Jogos o símbolo da amizade entre os povos e do esforço de paz. Para outros, nada mais é que o «novo ópio do povo». Mas para além da competição, do espetáculo e do impacto econômico, há ainda outras questões, geopolíticas e estratégicasPascal Boniface
A moda e o mercado
O fenômeno da ’ostalgia’ cria novas modas – e mercados – no dia-a-dia da população da Alemanha do LesteBenjamin Wuttke
Prisões da morte
Sob a guarda do Estado e a vigilância da polícia, dezenas de jovens morrem em situações atrozes nos cárceres hondurenhosRaphaëlle Bail
Os alemães se rendem à “ostalgia”
Quinze anos depois da queda do muro de Berlim, os alemães do leste não encontraram as “paisagens em flor” prometidas após a unificação. Enfrentam o desemprego, a privatização do sistema de proteção social. A dura realidade ocidental do presente é uma das explicações para a nostalgia da experiência da República Democrática AlemãDominique Vidal, Peter Linden
O cinema como religião
Os mistérios da relação passional dos indianos com seu cinema, que atrai diariamente cerca de 15 milhões de pessoas, e fez com que nenhum outro país tenha exacerbado tanto a extrema porosidade entre a vida real e o cinemaElisabeth Lequeret
Viver com os árabes
O sóciologo e historiador orientalista nos deixou em maio passado. Autodidata, Rodinson tornou-se um lingüista excepcional (dominava cerca de 30 línguas e dialetos) e escritor prolífico. Lutou principalmente para que fosse feita justiça ao povo palestino. Na véspera da eclosão da guerra de 1967, no Le Monde datado de 4-5 de junho, ele publicou um artigo premonitório, que aqui reproduzimos.Maxime Rodinson
Violência machista
A violência doméstica atinge, em escala planetária, um tal grau de brutalidade que deveria ser considerada uma violação importante dos direitos humanos, assim como um problema considerável de saúde públicaIgnacio Ramonet
Quem vai pagar ?
O caminho para diminuir ou acabar com o déficit da Previdência não passa por taxar ainda mais os assalariados. Deve-se levar a empresa – isto é, o lugar de criação das riquezas – de volta ao centro do financiamentoDominique Sicot
A epidemia de gripe avícola e o agronegócio na Tailândia
A recente transmissão para o ser humano da gripe do frango representa grande perigo: a ausência de vacina e de tratamento pode provocar, segundo a OMS, a morte de 2 à 7,4 milhões de pessoas. Na Tailândia, o surgimento da gripe avícola prejudicou a ambição do país de se tornar “a cozinha do mundo”, precipitando uma crise cujas vítimas já são os pequenos criadoresIsabelle Delforge

