Diplô Online
Nenhum assassinato político deve ser comemorado
Insistir que nenhum assassinato político deve ser comemorado não significa neutralidade ou indiferença frente a disputas ideológicas. Significa, ao contrário, reconhecer que a política perde sua legitimidade quando se permite que a morte substitua o debate
Acesso à energia como política pública de valorização da vida e dignidade
Energia não é um privilégio, mas sim um direito constitucional básico
Parditude: uma nova moeda do capital racial?
Existe na história do Brasil uma sobreposição de negações de onde emerge a categoria pardo. O que podemos refletir sobre a parditude?
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A metalinguagem das empresas-plataforma e o básico que se torna exclusivo
Até que ponto estamos dispostos a ceder nossa autonomia em troca de soluções aparentemente convenientes?
Uma conversa com a autora e imigrante Lu Rodrigues sobre sua obra de estreia na ficção
Em Mariposas não voam longe, a autora traz contos com protagonistas mulheres que, a partir de suas individualidades, rompem com as imposições patriarcais.
Os homens negros e as eleições brasileiras de 2026
Por que a ‘esquerda’ não só norte americana, mas também brasileira tem perdido adesão de um eleitorado historicamente confiável?
O fascista que habita em nós
Será que carregamos, por mais engajados na causa antifascista, um germe de autoritarismo capaz de reproduzir inconscientemente ideais fascistas?
EUA reforçam arsenal nuclear
O governo Bush resolveu pôr em prática o ’Nuclear Posture Review’, política anunciada pelo secretário da Defesa no ano passado, que consiste em ampliar a disposição de armas nucleares (os ’tac nukes’), principalmente para conflitos de baixa intensidadePascal Boniface
China, o “dragão asiático”
O recente coro de vozes norte-americanas contra a China confirma que este país torna-se, cada dia mais, o epicentro de um possível bloco regional asiáticoPhilip S. Golub
Uma polícia francesa multiracial?
Um número crescente de jovens de origem imigrante – magrebinos, africanos ou antilhanos – tenta fazer carreira na polícia francesa. Mas a questão da discriminação racial ainda representa um tabu particularmente forteMaurice T. Maschino
O quinto poder
O Observatório Internacional da Mídia é a nova arma cívica para enfrentar o novo superpoder dos grandes meios de comunicação de massa que impõem, em matéria de informação, uma única lógica – a do mercado – e uma única ideologia – a do pensamento neoliberalIgnacio Ramonet
A Tailândia evitou o pior
Um ano antes do prazo, graças à rápida reconstituição de suas reservas monetárias, o país quitou, no início de agosto, sua dívida com o FMI e seu primeiro-ministro jura que eles nunca mais se tornarão “vítimas das forças do capital estrangeiro”Philip S. Golub
A revolução agrária bolivariana
Menos de dois anos após a promulgação da Lei das Terras, o governo de Hugo Chávez distribuiu mais de um milhão de hectares de terras improdutivas entre camponeses pobres. Mas os latifundiários reagem: grupos de jagunços, armados, aterrorizam a populaçãoMaurice Lemoine
Meio século de sabotagem
Com o fim da II Guerra Mundial, os partidos políticos franceses tentaram criar uma “previdência social” para todos, fundada sobre o trabalho, co-gerida pelos trabalhadores e pelo Estado. Nos 50 anos que se seguiram, essas conquistas foram solapadasMartine Bulard
A corrupção institucionalizada da indústria farmacêutica
Os grandes laboratórios dispõem de meios de coação para influenciar médicos e pesquisadores. Submetida às regras das finanças, criam uma assustadora polícia do pensamento e uma corrupção que gangrena o contrato social assinado em torno da saúde públicaPhilippe Rivière
O mundo segundo o Google
Com sua “busca inteligente”, o Google tornou-se a ferramenta mais utilizada no mundo. Mas a escolha dos ’sites’ “pertinentes” foge da matemática e avança para a ideologiaPierre Lazuly
Euro versus dólar?
A fragilidade do dólar parece empurrar o euro para assumir o papel de moeda de reserva, essencial para as finanças e o comércio mundiais. Mas, para isso, há muitos obstáculos a serem vencidosHoward M. Wachtel
Danos de guerra: uma contabildade variável
O direito internacional prevê indenizações para países agredidos. Mas enquanto o Iraque deixa seu petróleo nas mãos de firmas ocidentais para ressarcir o Kuait, os EUA nunca pagaram um centavo ao Vietnã, Nicarágua, Kosovo, Afeganistão e IraqueMonique Chemillier-Gendreau
O vídeogame como arma de propaganda
Comparar a guerra ao videogame é uma forma de aproximar o virtual e o real para “des-realizar” atos condenáveis. Assim, esses jogos vão se tornando um instrumento de propaganda política, enquanto os intelectuais os desprezam como algo infantilStéphane Pilet
“Condenados da terra”
No final do século XIX e início do século XX, os estrangeiros que emigravam para a França foram vítimas de uma discriminação – principalmente, devido à escassez de emprego – que muitas vezes resultava em violência e mortesEmmanuelle Fleury
A insegurança social programada
A justificativa do governo francês para sua reforma estrutural é a seguinte: com a queda do crescimento econômico, diminuem os depósitos, aumenta o déficit e diminui o consumo. Portanto, para a área da saúde, a palavra de ordem é privatizarMartine Bulard
A arte de reduzir as mentes
A força da ideologia neoliberal decorre do fato de não começar visando ao homem. Ela cria um novo estatuto do objeto, definido como simples mercadoria, esperando que os homens se transformem ao se adaptarem à mercadoria, apregoada como a única coisa realDany-Robert Dufour
A canícula, sintoma de um sistema doente
O impressionante número de mortes provocadas por uma canícula, já prevista pelos meteorologistas, expôs as deficiências do sistema de saúde francês e a aflição e o abandono das pessoas idosas, especialmente as que vivem na região de ParisNira Reyes Morales
Nos tempos da Unidade Popular
Brutalmente enterrada no fatídico 11 de setembro de 1973, os relatos daquela época marcada pela esperança de um mundo melhor são parte da “batalha pela memória” que se trava no Chile, ainda asfixiada pela amnésia provocada pela junta militar
CronologiaFranck Gaudichaud
Os nós cegos da força política de Berlusconi
O tempo de posturas arrogantes na mídia parece ter acabado para os governantes europeus. Blair precisou justificar sua campanha a favor da guerra no Iraque, Raffarin sua administração durante a canícula mortífera. Agora seria a vez de Berlusconi?Alain Wasmes
A onda do caos
Dois anos após o 11 de setembro, o que chama a atenção de qualquer observador atento aos fatos é que as espetaculares vitórias norte-americanas se afundam politicamente num atoleiro, tanto no Afeganistão quanto no IraqueAlain Gresh
As armadilhas do “livre comércio” do algodão
Com a crise da vaca louca, a demanda por algodão – principalmente forragem, para alimentação de gado – disparou. Mas a superprodução e os subsídios aos agricultores (na Europa e nos EUA) fizeram a cotação despencar no promissor mercado africanoAndré Linard

