Diplô Online
Reflexões sobre a infraestrutura urbana
“É através da distribuição no espaço urbano que se percebem as desigualdades e as distâncias físicas e sociais (estritamente relacionadas) que contribuem para a desconstrução do cidadão” (Flávio Matioli Veríssimo Silva e Eduardo Henrique Lopes Figueiredo).[1]
[1] In“Direito Social ao Transporte: nova diretriz e velhas premissas na mobilidade urbana”, Revista da AGU, Brasília-DF, v. 17, n. 01, jan/mar 2018, pp. 153-168, p. 155. Esta frase tem como base as observações de Milton Santos, geógrafo, jornalista, advogado, professor e escritor. Percebe-se que mobilidade é, então, um requisito para a cidadania.
O labirinto do WhatsApp
Mais do que uma simples ferramenta, o WhatsApp tornou-se parte da arquitetura emocional que estrutura a vida pública brasileira
Dez anos de desastre no Vale do Rio Doce
Ao contrário de um evento encerrado no passado, o rompimento da barragem de Fundão, que completa uma década neste 5 de novembro de 2025, prolonga-se ao longo dos anos e ainda opera sobre distintos ambientes e contextos socioculturais
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“100 discos para conhecer Aguardela” e o realismo fantástico da grande mátria América Latina
“As coisas têm vida própria[…]tudo é questão de despertar a sua alma.”
Gabriel Garcia Marquez, Cem anos de solidão
Por que a vida gira em torno do dinheiro?
Assim como a sociedade medieval girava em torno da terra, já que a nobreza era a detentora das terras, a sociedade capitalista vai girar em torno do dinheiro, já que a classe dominante, isto é, a burguesia, é a grande detentora do capital
Tributar altas rendas é mais do que uma compensação fiscal
O imposto mínimo sobre as altas rendas expressa o compromisso com a busca por um sistema tributário mais justo
Sobre a distância emocional e cognitiva de pessoas brancas
O que o público da exposição em Paris, o documentário e o dentista têm em comum? A indiferença. Pessoas brancas, sobretudo economicamente privilegiadas, para estarem neste lugar, criaram uma distância emocional e cognitiva dos problemas raciais
Dezenas de milhares
Nas águas perigosas que separam o Marrocos das Ilhas Canárias, os dramas são freqüentesPierre Vermeren
“Você come muito cuscuz?”
O estrangeiro que deseja se tornar francês reúne os documentos pedidos pela polícia. Aí começa a longa espera: é o tempo necessário para investigar “a moralidade, a lealdade e a conduta do postulante” e verificar se está bem “assimilado”Maurice T. Maschino
A luta contra a fome
O problema da fome persiste e até se agrava em algumas regiões: o número de pessoas subnutridas no mundo é calculado em 777 milhões nos países em desenvolvimento, 27 milhões nos países em transição e 11 milhões nos países desenvolvidosJacques Diouf
Punir ou educar?
Em 1831, os jovens delinqüentes ficavam presos durante a noite. De dia, trabalhavam na oficina e recebiam instrução primária e religiosa. Entretanto, a Casa de Correção rapidamente passaria a ser um sistema de encarceramento integral, dia e noiteJacques Bourquin
Petróleo, um barril de pólvora
A exacerbação do conflito na Palestina e o risco de uma ação militar norte-americana no Iraque reúnem os ingredientes para uma possível guerra que envolveria vários países árabes. Uma mistura de barris de petróleo e de pólvora que pode ser explosivaNicolas Sarkis
As causas da angústia operária
A mídia explorou, no debate eleitoral francês, a suposta despolitização de parte dos assalariados. Mas as transformações por que passou o mundo do trabalho são tão profundas que já é o caso de perguntar se ele pode contribuir para a coesão da sociedadeDanièle Linhart
Como futuro, o exílio
Mais de 100 mil marroquinos tentam, todos os anos, atravessar clandestinamente o estreito de Gibraltar. Para milhares, o sonho termina de forma trágicaPierre Vermeren
Crônica do coro da imprensa
Articulado e regido pelos meios de comunicação, um coro unívoco e uniforme exigiu, no período de 22 de abril a 4 de maio, que a França votasse em Chirac. Uma exigência melodramática, intimidadora e dissimuladora. Com que objetivos?Edgar Roskis
Os senhores das redes
A comunicação tornou-se uma indústria pesada, comparável à siderurgia da segunda metade do século XIX, ou à do automóvel na década de 1920: é nesse setor que são feitos hoje os investimentos mais importantesIgnacio Ramonet
Metamorfoses políticas na Europa
Assiste-se à ascensão de uma extrema-direita atípica, que substituiu o culto do Estado pelo ultraliberalismo, o corporativismo pelo mercado e até, às vezes, o âmbito do Estado-nação por particularismos regionais ou simplesmente locaisJean-Yves Camus
A peste
O que desabou no dia 21 de abril foi a certeza de que, quando tudo mudava no mundo, nada iria modificar as forças políticas francesas.Ignacio Ramonet
Um romancista excepcional
Em Mario Vargas Llosa coabitam o panfletário neoliberal, presunçoso e medíocre, e um romancista com a veia de Flaubert e de Faulkner, que se lembra de ter sido, por muito tempo, marxista – e até castrista – e que fascina os seus leitoresIgnacio Ramonet
Se você não tem nada a oferecer…
O retrospecto da multinacional francesa na África revela que há, por trás de belas palavras, uma política predatóriaPhilippe Leymarie
Informar, vender e controlar
As empresas de comunicação se estruturam rapidamente como conglomerados multimídia, que incluem empresas de Internet, música, TV – tudo sob controle e vigilância do mercadoDan Schiller
A “sociedade civil” contra o povo
Os bastidores de um golpe frustrado. As conquistas e impasses da “revolução bolivariana”, que mobiliza os pobres, apavora as elites e preocupa WashingtonMaurice Lemoine
Contrastes do destino belga
Na Bélgica, a extrema-direita tem tradição. Mas sua implantação e êxito eleitoral variam de uma região para outra. Por que os eleitores de La Louvière expulsaram, no ano 2000, os seis neofascistas que, seis anos antes, haviam sido eleitos vereadores?Sergio Carrozzo
Um patrão à imagem de Deus
Jean-Marie Messier declara que o planeta é o seu domínio; e a organização do mundo, sua tarefa histórica. Sua ambição é o poder total; e o meio de alcança-lo, a comunicaçãoFrédéric Lordon
Progressos bolivarianos
O governo de Hugo Chávez tomou medidas que mexem na estrutura de uma sociedade desigual e de renda altamente concentradaMaurice Lemoine
Jenin: um crime de guerra
Jenin foi invadida em 3 de abril, quinto dia da ofensiva israelense. A batalha foi dura e desigual. Os palestinos sofreram perdas enormes e os feridos agonizavam, uma vez que as ambulâncias do Crescente Vermelho foram proibidas de circular no campoAmnon Kapeliouk
E a água foi privatizada…
O caso exemplar de La Paz revela como a concessão dos serviços a empresas como a Vivendi favorece a contaminação da água, a devastação do ambiente e a alta das tarifasFranck Poupeau

