Diplô Online
A inovação internacional idealizada pelo Brasil para combater a fome no mundo
A Aliança mostra a capacidade diplomática do Brasil em manter a fome e a pobreza na pauta internacional, bem como construir propostas inovadoras para ajudar a enfrentar problemas globais, em um contexto adverso
As veias abertas do Brasil: trabalho e pulsão de morte
Existe uma longa história escondida atrás da palavra trabalho. Ela atravessa impérios, plantações, fábricas, escritórios e plataformas digitais; atravessa também os corpos daqueles que, para viver, precisam vender o próprio tempo. Embora frequentemente apresentado como virtude, realização ou destino, o trabalho carrega marcas de violência que remontam às origens da sociedade capitalista e permanecem visíveis nas formas contemporâneas de exploração. Em tempos de exaustão generalizada, talvez seja necessário olhar novamente para essa história e perguntar quem realmente se beneficia dela
Os 120 anos do pentecostalismo e sua ascensão política no Brasil
Se houve um tempo em que era comum a frase “crente não se mete em política” e ela contava como uma autoidentificação dos próprios evangélicos, isso já não é verdade hoje
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Só agora as trabalhadoras domésticas aparecem como protagonistas
Apesar de estarem dentro da casa de boa parte dos brasileiros desde o final do século XIX, o mais comum é que as trabalhadoras domésticas não apareçam na história literária brasileira
O trabalho docente alienado na sociedade do espetáculo
Para o capitalismo é fundamental que o trabalhador não se reconheça na sua própria criação. No caso do professor, isso se reflete da seguinte maneira: o conhecimento que adquiriu com montanhas de livros, congressos, dissertações e teses não deve estar no produto final. O capitalismo não quer um cidadão crítico
O esvaziamento do multilateralismo e a reconfiguração da ordem internacional
O problema, portanto, não é apenas o enfraquecimento do multilateralismo, mas o que está ocupando o seu lugar
Paulo André Souza utiliza carnaval para abordar violências e paradoxos do Brasil em seu livro de estreia
‘Frevo Noir’ reúne 16 contos que narram desigualdades, crimes, paixões e paradoxos existenciais
Só há um efetivo enfrentamento da crise climática com a participação de mulheres quilombolas
Assim como Tereza de Benguela, mulheres quilombolas lutam contra a invisibilização de seus territórios e o silenciamento de suas vozes
A regra da política externa de Trump é acabar com as regras
Ao longo dos últimos seis meses, as novas diretrizes do Governo Trump têm desestabilizado o debate em torno de direitos digitais e direitos humanos
O protecionismo de Trump e a guerra silenciosa contra a China e o Sul global
Ao punir o Brasil por estreitar laços com a China, Washington envia uma mensagem clara não aos mercados, mas aos governos do Sul Global: quem buscar autonomia, pagará o preço
Civis de Gaza sob o silêncio global
Como um país com uma herança marcada pela dor e pela superação pode hoje protagonizar ações tão devastadoras?
A profusão de sentidos na poesia de Danilo da Costa-Cobra Leite: ‘Caminho das aves’
Caminho das aves vem com a proposta de tirar o receptor de sua zona de conforto com recursos bem trabalhados para seu propósito: palavra, imagem e objeto
Capital político, narrativas de perseguição e desafios eleitorais em 2026
Ao analisar esse cenário, é fundamental considerar a disputa pela liderança da extrema direita em 2026. Quem será o representante desse espectro político? O bolsonarismo sobreviverá sem Bolsonaro?
Paulo Lins: ‘as pessoas mais excluídas do meu tempo são os migrantes nordestinos e os negros’
Autor de livros como Cidade de Deus e Desde que o Samba é Samba é o sétimo entrevistado do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
Por que não levamos a sério no Brasil?
O que todo esse movimento degradante significa? O que está por detrás das entrelinhas?
Imaginação política, infâncias e adolescências
Assim como práticas antirracistas que, por serem improvisadas, informais e realizadas em espaços de convívio doméstico — muitas vezes em resposta às vivências cotidianas das crianças — costumam não ser registradas pelas análises sociológicas dos movimentos sociais, seria possível pensar que também existam, no Brasil, atitudes semelhantes voltadas à prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes? Seriam essas práticas, transmitidas entre gerações, portadoras de uma resistência invisível — de uma potência silenciosa?
A chantagem de Trump evidencia que precisamos de soberania digital
Trump afirma que regular empresas americanas é inaceitável — mesmo quando essas empresas atuam em território brasileiro, utilizam dados da população local e influenciam diretamente nossa democracia. Essa lógica evidencia a assimetria no debate sobre regulação digital. Se já elaboramos planos decenais para áreas como educação e infraestrutura, por que não desenvolver também um plano nacional de soberania digital, que proteja nossos interesses e garanta autonomia frente a essas plataformas?
A sociedade civil e a política externa brasileira
Sobre a mesa desse debate há uma proposta, construída pela sociedade civil, de criação de um Conselho Brasileiro de Política Externa, com caráter consultivo (cujas decisões, portanto, não vinculam legalmente o Poder Executivo) e integrado de maneira paritária por representantes de diversos ministérios e variados setores da sociedade civil
Trump, entre o protecionismo e a facilitação de investimento
As medidas de Trump, consideradas caóticas, erráticas ou imprevisíveis, no caso do investimento estão orientadas por uma política que introduziu mudanças significativas
Corpos marcados para morrer
Esses corpos, jovem, negro, periférico, dissidente sexual, não foram mortos por acaso. Foram mortos porque estavam vivos e presentes onde o Estado e a sociedade esperam submissão ou silêncio
Sobre a morte: desconstruindo a falácia da batalha perdida
Preta Gil não perdeu nenhuma guerra. Ela viveu. Viveu com intensidade, com amor, com dignidade
Pressão estética como sadfishing no vazio em Ultra HD
Como uma indústria que praticamente nunca entra em crise, mas, pouco a pouco, penetra não apenas no imaginário feminino, mas literalmente nos corpos das mulheres, pode ser vista como uma celebração do empoderamento feminino, e não como um filme grotesco de body horror?
Fantasia distópica Verty Society é extensão lógica e dolorosa de onde já estamos
Livro aborda uma Terra futurista onde a paz de seus habitantes é garantida por meio da supressão da liberdade. Mais do que uma obra de ficção, é um libelo contra homofobia e a repressão institucionalizada
Uma política pública para o presente e o futuro das periferias brasileiras
Faz sentido pensar que a população tem direito a acessar a uma cidade mais organizada, bem planejada, em que suas demandas sejam escutadas e suas necessidades cidadãs sejam observadas?
O futuro imposto
As dinâmicas estruturais que definem a configuração sociopolítica do Brasil e seus limites para a construção de um projeto de desenvolvimento capaz de superar o atraso, a dependência e a desigualdade; apontando a dimensão feminina como chave para um futuro civilizado. Por um lado, temos uma interrogação múltipla: qual é o futuro que vem sendo “imposto” desde a era colonial? Continuará inalterável em relação ao seu paradigma dominante? E no nível meta-político, existe alguma alternativa de vivenciarmos um futuro de país que não seja “imposto”, ou seja, através de uma conciliação que priorize os interesses da sociedade?
Micheliny Verunschk: ‘escrever é parte indissociável de quem sou’
Autora de livros como O som do rugido da onça e Caminhando com os mortos é a sexta entrevistada do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
Somente nos cinemas
Em A menor das tempestades, novo livro de Josoaldo Lima Rêgo, a estética elucida tempos ásperos

