Pandemia e alimentação
O papel de canais direitos de comercialização na geração de renda e no acesso aos alimentos em meio à pandemia

O papel de canais direitos de comercialização na geração de renda e no acesso aos alimentos em meio à pandemia
Qual o papel das mulheres na mobilização que fomentou a criação do projeto de lei que pretende regulamentar o cultivo da Cannabis?
O governo e representantes de entidades do agronegócio costumam comemorar as safras recordes de grãos do Brasil. Mas não há o que celebrar, já que a produção nacional está concentrada em duas commodities, enquanto alimentos que fazem parte do dia-a-dia das famílias brasileiras, como arroz, trigo e feijão, são residuais
Diante da ausência de medidas de combate à Covid-19 e de proteção às comunidades quilombolas, movimento quilombola e partidos políticos ajuizam ADPF no Supremo Tribunal Federal
Neste cenário de recessão, de aumento do desemprego e empobrecimento generalizado, o que vai acontecer quando o governo federal encerrar o auxílio emergencial? Mesmo considerando que o Renda Brasil se efetive, sobram 40 milhões de brasileiros que se habilitaram por sua condição de pobreza a acessar o auxílio emergencial e que não terão mais nenhum recurso para enfrentar as adversidades. O que vai acontecer com a popularidade de Bolsonaro?
No quinto artigo da série “Saberes dos Povos do Cerrado e Biodiversidade”, que contou com a parceria da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), vamos conhecer como diferentes organizações do campo agroecológico têm se articulado para garantir comida de verdade em tempos de pandemia. Comida de verdade é aquela livre de transgênicos e agrotóxicos, diversa e saudável, produzida de forma justa e por meio de relações de convivência com os agroecossistemas. É comida que foi produzida sem exploração das pessoas ou da natureza e que envolve diversidade cultural e produtiva. A inspiração proposta é pensar “quem produz nossos alimentos em tempos de pandemia?”. Pergunta que nos leva aos territórios de camponeses, indígenas, assentados/as, povos e comunidades tradicionais e quilombolas, onde a agroecologia vai florescendo nos quintais produtivos, em roçados, hortas, sistemas agroflorestais e no extrativismo em bases sustentáveis.
Para defender seus modos de vida, a soberania de seus territórios e o acesso à terra, camponeses e camponesas, quilombolas, indígenas e diversos povos tradicionais têm se organizado e somado suas lutas
A fala de um vendedor ambulante de 65 anos que continuava vendendo suas mercadorias pela cidade de São Paulo sintetizou o dilema que rapidamente ganhou o noticiário nacional e internacional: “O que você quer que eu faça? Se não morrer desse vírus, morro de fome. Não posso parar de trabalhar”
Estudo mostra como parte da produção e da exportação de Mato Grosso vem de áreas em fazendas sem autorização para desmatamento
As mulheres quebradeiras de coco-babaçu e raizeiras do nosso Cerrado nos provocam a repensar ideias convencionais de território, já que coletam e manejam paisagens repletas de babaçuais e plantas medicinais, mesmo que estas estejam além das terras sobre as quais têm posse direta
Em termos de governo, o Brasil se caracteriza por uma balbúrdia total em relação à capacidade organizada de enfrentar a pandemia. Precisamos de uma liderança forte e clara, unificadora da nação, já que trata de nosso desafio comum. O que temos, porém, é evidentemente um vazio de poder, brigas de egos e encaminhamentos e recomendações contraditórios
Em função das condições sociais e geográficas, a pandemia do coronavírus adquire no Brasil um grau alarmante de perversidade. Se entre o vírus e o hospedeiro se estabelece uma relação de ordem natural, quando se trata de sua difusão epidêmica ou pandêmica são as relações e as condições socioespaciais que passam a ordenar o processo