Setembro 2020

Edição 158

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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

Restauração em Washington?

Edição 158 | EUA

EDITORIAL

Políticas públicas e estratégia eleitoral

Edição 158 | Brasil

Neste cenário de recessão, de aumento do desemprego e empobrecimento generalizado, o que vai acontecer quando o governo federal encerrar o auxílio emergencial? Mesmo considerando que o Renda Brasil se efetive, sobram 40 milhões de brasileiros que se habilitaram por sua condição de pobreza a acessar o auxílio emergencial e que não terão mais nenhum recurso para enfrentar as adversidades. O que vai acontecer com a popularidade de Bolsonaro?


NA MIRA DO TIRANO

Arte e cultura da ponte pra cá

Edição 158 | Brasil

Aprendemos a escrever, aprendemos a ler, aprendemos sobre nossa ancestralidade e nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao chegar aqui. Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos de fato quando não tínhamos dinheiro nem sequer para um busão até o centro da cidade.


A VERDADEIRA RESISTÊNCIA

A guerra para viver de cultura no Brasil

Edição 158 | Brasil

A ascensão de Bolsonaro à Presidência da República consolida de forma incomparável o enfraquecimento e a sabotagem à memória e à preservação da cultura brasileira. Chegou 2020 e com ele a pandemia de Covid-19, completando o cenário de escassez e caos. O setor cultural, que já vinha se mantendo com muita dificuldade, viu-se em extrema vulnerabilidade


CULTURAS INDÍGENAS

Canto do povo de um lugar

Edição 158 | Brasil

A história europeia das instituições e das ideias, em seus diferentes matizes, é uma história da redução dos plurais. Línguas se singularizam em língua; culturas se singularizam em cultura; territórios se singularizam em território. Na constituição dos Estados modernos, povos se singularizam em povo


UM OLHAR PARA A HISTÓRIA EM BUSCA DE PISTAS E CAMINHOS

O cinema em tempos de cólera

Edição 158 | Brasil

A tática é doentia: mantêm-se as instituições, não mais para fomentar, mas para perseguir e destruir os patrimônios pelos quais deviam zelar. É o que faz o Ministério do Meio Ambiente com a Amazônia, a Funai com os índios, o MEC com as universidades e o Ministério da Saúde com toda a população na pandemia. Com o cinema não seria diferente…


O MERCADO PÚBLICO E A HISTÓRIA NEGRA DE PORTO ALEGRE

Privatização ameaça território sagrado

Edição 158 | Brasil

Em 5 de junho, o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB), apresentou edital prevendo a concessão da administração do Mercado Público, por 25 anos, à iniciativa privada. A medida ameaça um espaço sagrado de religiões afro-brasileiras, um território repleto de histórias, de relações surpreendentes entre paredes e caminhos, mercadorias, divindades e seres humanos


A EXPANSÃO DO EVANGELISMO

Uma Internacional reacionária

Desde o início dos anos 1980, o evangelismo mobiliza multidões de fiéis reunidos por uma mesma visão ultraconservadora do mundo. Capazes de articular alianças transfronteiriças como entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, os pastores dessa corrente vituperam contra o aborto e o casamento homossexual, em nome de uma leitura literal da Bíblia. Eles não se esquecem, contudo, de garantir a si mesmos rendas bastante confortáveis. Há muito tempo ausentes da arena política, os evangélicos investem cada vez mais no espaço público, a ponto de influenciar eleições na Nigéria e em todo o mundo


PRÓ-ESTADOS UNIDOS, ANTICOMUNISTAS E HOSTIS À COREIA DO NORTE

Os evangélicos sul-coreanos na arena política

Edição 158 | Coréia do Sul

Bastante conectados aos conservadores norte-americanos e defensores de um anticomunismo feroz, os evangélicos sul-coreanos foram desorientados pelo encontro, em junho de 2019, do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com seu colega norte-coreano, Kim Jong-un


POR DENTRO DA REDE RECORD

O amém à segunda maior TV brasileira

Edição 158 | Brasil

Nada melhor que uma rede de televisão para promover sua Igreja e um rebanho fiel para turbinar os rendimentos de sua empresa audiovisual…


“FUNDAMENTALISMO DE COLARINHO-BRANCO”

A “República Pentecostal” da Nigéria

Edição 158 | Nigéria

Qualquer pretensão presidencial na Nigéria está obrigada a conciliar favores de igrejas tão ricas quanto influentes, inclusive os candidatos muçulmanos…


AS REDES SOCIAIS VÃO SALVAR A DEMOCRACIA?

Manipulação digital na África

Edição 158 | África

No início de junho, o Facebook fechou 446 páginas, 96 grupos e mais de duzentas contas do Instagram administradas pela companhia franco-tunisiana URéputation. A empresa havia tentado influenciar, por meio da divulgação de informações falsas, eleições da África francófona. Laboratório global das manipulações digitais, o continente reagiu de diferentes maneiras


RIVALIDADES E CONVERGÊNCIAS GEOPOLÍTICAS NUM PAÍS EM CAOS

Líbia, um condomínio russo-turco?

Edição 158 | Líbia

Atolado na guerra civil, o conflito líbio internacionaliza-se com a proliferação de mercenários, cujo papel ultrapassa com folga o de simples forças auxiliares. A Rússia e a Turquia parecem estar em polos opostos, cada uma apoiando um campo diferente. Entretanto, atuam em sincronia e sonham em dividir entre elas os espólios de uma Líbia fraturada.


HÁ CINQUENTA ANOS, AS AUTORIDADES DA JORDÂNIA REPRIMIAM A UTOPIA REVOLUCIONÁRIA PALESTINA

Memória de um Setembro Negro

Edição 158 | Mundo Árabe

Após a derrota para Israel em 1967, o mundo árabe viveu importantes transformações políticas. As diferentes facções palestinas aproveitaram-se dessas mudanças para fortalecer a luta armada contra o Estado hebreu. A Jordânia tornou-se a retaguarda desse movimento e os combatentes vislumbraram até a possibilidade de derrubar a monarquia. Com forte apoio ocidental, o rei Hussein enterrou a ameaça em sangue


UMA PATOLOGIA GRAVE QUE ACOMETE SOBRETUDO JOVENS MULHERES DE MEIOS MAIS ABASTADOS

A anorexia, uma doença social

As desigualdades sociais em relação à saúde se estabelecem em geral em detrimento dos homens pobres. A anorexia constitui uma das raras exceções: esse gravíssimo problema atinge mais garotas de meios abastados. Expostas a normas de magreza mais estritas, elas são também mais propensas a achar que podem controlar seu destino social e, portanto, seu peso


MÉDICOS E ENFERMEIROS DENUNCIAM “A DITADURA DA ECONOMIA”

Na Alemanha, hospitais bem rentáveis

Edição 158 | Alemanha

Durante o pico epidêmico do coronavírus, o sistema de saúde alemão serviu de modelo graças a seus leitos de UTI mais bem equipados. Porém, por lá, os cuidadores e os hospitais denunciam há alguns anos uma falta estrutural de recursos e de pessoal. Por causa, entre outros fatores, de um sistema de financiamento bastante similar à tarifação por atividade, existente na França


A POBREZA RECICLADA PELO CONSUMO

Migalhas suecas

Edição 158 | Suécia

Lutar contra o desperdício alimentar oferecendo às populações pobres preços vantajosos ou até um trabalho: os supermercados “sociais e solidários” Matmissionen, na periferia de Estocolmo, apresentam-se como virtuosos. Testemunham, contudo, uma mudança da Suécia, onde o recuo do Estado social conduziu a uma sociedade desigual


A EXCELÊNCIA JÁ NÃO É MAIS A MESMA

Os medos dos brancos nos Estados Unidos

Edição 158 | EUA

A chegada de famílias asiáticas aos bairros abastados está provocando uma fuga dos brancos nos Estados Unidos. Fenômeno semelhante ao ocorrido após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando afro-americanos migraram dos estados do sul rumo ao norte. Abandonar bairros cobiçados por sua segurança, prestígio e escolas de alto nível não é a estratégia mais inteligente a seguir, mas os brancos querem preservar o lugar de seus filhos no topo da hierarquia meritocrática


OS ESGOTOS, SENTINELAS SANITÁRIAS

Bombas biológicas nos aeroportos

Se “seguir o dinheiro” é um método comprovado para investigar a corrupção ou o abuso de poder, “seguir as águas” é um procedimento eficaz em matéria sanitária. Já reveladoras em matéria de consumo de opiáceos ou de antibióticos, as efluências informam preciosamente sobre a circulação do Sars-CoV-2, o vírus da Covid-19


CINEMA

Renascimento das pioneiras

Esquecidas pelos historiadores, as diretoras e roteiristas mulheres contavam-se às dezenas no início do século XX, participando da idade de ouro do cinema mudo. Entre elas, Lois Weber, que retratava a vida cotidiana das norte-americanas e questões sociais, mas cuja obra foi quase toda perdida pelo fogo


RESENHAS

Miscelânea