No período eleitoral de 2022, qual é o lugar das políticas públicas?
A um mês das eleições, as pautas públicas ainda são dominadas pela falta de ênfase programática. Em um debate reduzido, o que resta para as políticas públicas?

A um mês das eleições, as pautas públicas ainda são dominadas pela falta de ênfase programática. Em um debate reduzido, o que resta para as políticas públicas?
O governo possibilitou a impunidade dos que praticam crimes ambientais, acabou com a participação nos conselhos de acompanhamento das políticas socioambientais e enviou vários projetos de lei ao Congresso para fragilizar o Código Florestal, viabilizar a grilagem, inundar o país de agrotóxicos, enfraquecer o licenciamento ambiental e permitir a predação das terras indígenas
O coração da direita francesa sempre bateu em Versalhes. Ele bate sobretudo por Emmanuel Macron, com quem o prefeito da cidade se parece. Encarnação do bloco burguês, ele navega com elegância entre uma extrema direita católica assombrada pelo islã e as classes superiores preocupadas com espaços verdes, ciclovias e peças de Molière
A atração das multidões pelo líder de extrema direita argentino Javier Milei não se explica apenas analisando sua figura ou seu discurso, mas também compreendendo as experiências concretas de pessoas empurradas, desde antes da pandemia, para as inclemências de uma “vida neoliberal”: precisam ter esperança e são elas que alimentam um fenômeno político-social que muitos analistas se recusam a ver
O que mudou em relação a esse contínuo processo de erradicação das culturas indígenas do Brasil? A sistematização do genocídio indígena pelo Estado, especialmente a partir de 2019.
Enquanto as temperaturas batem recordes na Índia e no Paquistão, onde o calor chegou perto de 50 °C durante vários dias, as Nações Unidas organizam, entre 2 e 3 de junho, na Suécia, uma grande conferência internacional sobre o meio ambiente. Seu título, “Estocolmo+50”, realça o tempo perdido desde a primeira Cúpula da Terra, de 1972.
Este aniversário de dez anos do Código Florestal é o momento mais do que apropriado para chamar a sociedade à discussão, estimular a reflexão sobre o papel dos atores sociais e, ainda mais importante, brecar o apetite voraz sobre nossos biomas antes que alcancemos o ponto de inflexão do clima e de nossas matas
A população da Reunião quadruplicou desde que a ilha se tornou departamento francês em 1946. Para limitar a pressão demográfica e evitar uma explosão social, as autoridades sempre incentivaram a emigração para a França. Mas essa dependência em relação à antiga potência colonial tem privado a população de parte de seus talentos. Cada vez mais, os jovens anseiam permanecer na ilha e falar sua língua materna
O que aconteceu em Petrópolis não é novidade. Longe de ser uma questão ligada exclusivamente aos fatores do clima e relevo da região, os desastres provocados pelas chuvas são consequências do aprofundamento das desigualdades socioespaciais e do desprezo dos governos à adoção de medidas para enfrentar a crise climática
A atual legislação brasileira sobre regularização fundiária já é suficiente para garantir aos agricultores familiares com áreas de até quatro módulos fiscais a titulação de suas terras
O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo
Hoje, depois de três anos de política estatal de genocídio aberto contra as populações empobrecidas e racializadas, a situação é catastrófica. Nas periferias e favelas, nos aglomeramos precariamente. Os gastos se concentram em alguns itens muito básicos, e o aluguel, as contas de luz, água e gás, a comida e o transporte consomem tudo o que ganhamos