Em terra de Ciclopes: reflexões sobre cultura e barbárie no Brasil de hoje
Dados do disque 100 mostram que em 2019 foram registradas mais de 17 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes

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No sétimo artigo da série “Os saberes dos Povos do Cerrado e a biodiversidade”, vamos conhecer um pouco mais os povos indígenas, herdeiros de saberes ancestrais que, ao longo de milênios, manejaram e multiplicaram a biodiversidade do Cerrado. Esses caminhantes de chapadas e rios, guardiões de sementes, são cuidadores de roças diversas, caçadores, pescadores e guerreiros. Combinam técnica e exímio manejo do mundo da natureza que convivem e onde vivem, praticando o agroextrativismo de frutas nativas e plantas medicinais, bem como outros tantos elementos que conjugam na feitura de artesanatos.
Apesar de toda violência e devastação, no Cerrado r-existem povos e comunidades diversos, lutando para manter seus territórios de direito, assegurar a conservação das matas, da biodiversidade e das águas, base fundamental para a reprodução sociocultural de seus modos de vida
Neste sexto artigo da série “Populismo e Crises: A análise política dos discursos sobre a pandemia da Covid-19”, produzida pelo Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)”, abordamos os debates sobre um conjunto de olhares renovados e transformadores sobre o futuro pós-pandemia.
Caracterizamos em artigos anteriores a pandemia da Covid-19 como um acontecimento que coloca em suspensão a hegemonia; identificamos os principais elementos dos discursos negacionista e científico; analisamos o papel e as estratégias das mídias na pandemia com a reconfiguração política resultante; consideramos a eternização do presente com a demora em sair da pandemia e a disputa pela vacina como um indicador no pré-futuro; e procuramos recuperar um primeiro conjunto de olhares sobre o porvir – que apontam para o aprofundamento das dominações existentes ou para a reforma do sistema. Dando continuidade aos olhares sobre o futuro, neste artigo trazemos os cenários e propostas que visualizam na suspensão da hegemonia que a pandemia e seus discursos em disputa provocam, uma oportunidade – ou necessidade – de construção de alternativas emancipadoras. Trazemos também uma reflexão final sobre a volta do político e o novo protagonismo do momento populista na construção desses futuros.
No quarto artigo da série “Os saberes dos povos do Cerrado e a biodiversidade“, vamos conhecer um pouco mais da realidade do Cerrado a partir dos povos e comunidades tradicionais que vivem em suas chapadas, serras, vales e veredas. Seus modos de vida ficaram consagrados na obra-prima de Guimarães Rosa “Grande Sertão: Veredas”, cujo título já apresenta os dois componentes da paisagem que são integrais a estes: os vales ou pés de serra onde vivem, fazem a roça e coletam diversos frutos nativos e, em algumas regiões, o capim dourado e onde a água superficial é abundante nas veredas; e os gerais (o “grande sertão”), terra de uso comum, onde o gado pasta sem cercas e onde coletam, a depender da região, as flores sempre-vivas, frutos nativos e raízes. Vamos conhecer algumas das comunidades que, no Oeste da Bahia e no Norte de Minas, são representativas dessa história de ocupação tradicional da terra e saber-fazer de convivência com os cerrados.
Neste quarto texto da série “Populismo e Crises: A análise política dos discursos sobre a pandemia da Covid-19”, produzida pelo Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)”, analisamos o papel e as estratégias das mídias na pandemia com a reconfiguração política resultante.
Caracterizamos em artigos anteriores a pandemia Covid-19 como acontecimento, que coloca em suspensão a hegemonia e identificamos os principais elementos dos discursos negacionista e científico. Neste novo trabalho analisamos como a disputa de discursos se reproduz nas mídias tradicionais e sociais. Para tal, contextualizamos a emergência da pandemia destacando a nova ordem mundial, a guerra cibernética, a estratégia do pandemônio e o “momento populista”. Olhando para as continuidades e rupturas entre as mídias tradicionais e sociais, identificamos o surgimento de uma digitalização do populismo e caracterizamos a disputa de discursos negacionista e científico em ambas mídias, assim como a reconfiguração política que se expressa através de pesquisas de opinião, com o realinhamento de identidades políticas.
A história da devastação do Cerrado reúne todos os ingredientes para a potencial eclosão da próxima pandemia global. E as políticas de incentivo ao agronegócio e à grilagem de terras contribuem para intensificar esse cenário
Segundo a Agenda Institucional do Cooperativismo 2019, mais de 14,2 milhões pessoas estão associadas a cooperativas, que são responsáveis por gerar cerca de 398 mil empregos formais
O terceiro texto da série “Populismo e Crise: A análise política dos discursos sobre a pandemia da Covid-19”, produzida pelo Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)”, apresenta a análise do discurso “científico” sobre a pandemia.
Depois de ter caracterizado o discurso “negacionista” no artigo anterior, considerando a pandemia da Covid-19 como um acontecimento que coloca em suspensão a hegemonia, abrindo oportunidades de disputa política, neste artigo apresentamos o discurso “científico”. Com o auxílio metodológico da análise política dos discursos e da abordagem de marcos interpretativos começamos nossa análise com a identificação dos seus principais porta-vozes para depois caracterizar o diagnóstico do problema, o tom predominante de suas práticas discursivas, as demandas e os grupos que se articulam em identidades políticas antagônicas (o “eles” e o “nós”), as soluções e propostas para enfrentar e sair da pandemia e a criação ou reprodução de antagonismos em nível nacional ou internacional.
No segundo texto da série “Populismo e Crise: A análise política dos discursos sobre a pandemia da Covid-19”, produzida pelo Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (Discurso)”, apresentamos a análise política do discurso “negacionista” sobre a pandemia.
Este texto inaugura uma série de artigos com a análise política dos principais discursos sobre a pandemia da Covid-19: o “negacionista” e o “científico” no debate nacional e internacional, um trabalho do Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)”. Neste primeiro artigo, propomos acessar a pandemia da Covid-19 como um acontecimento. Esse olhar permite destacar os impactos desiguais da pandemia, assim como considerar uma suspensão da hegemonia e as oportunidades de disputa política que essa suspensão abre. Em seguida explicitamos o instrumental metodológico da proposta, fundado na análise política dos discursos e na abordagem de marcos interpretativos. Com esse instrumental, procuramos reconstruir sucintamente o campo discursivo, os discursos em debate e os principais porta-vozes dos discursos negacionista e científico.