Pescadores e os rumos do desenvolvimento no Brasil
“A pergunta que fazemos todos os dias é desenvolvimento para quem?”, questiona em entrevista a diretora executiva do Conselho Pastoral de Pescadores (CPP)

“A pergunta que fazemos todos os dias é desenvolvimento para quem?”, questiona em entrevista a diretora executiva do Conselho Pastoral de Pescadores (CPP)
As guerrilheiras curdas foram retratadas deste lado do mundo como heroínas da democracia e do combate ao terrorismo islâmico, a partir de uma narrativa orientalista que busca enquadrar sua agência política no universo dos valores liberais da contemporaneidade ocidental. Entretanto, essa abordagem não compreende os processos protagonizados por essas guerrilheiras, visto que as unidades de autodefesa feminina são apenas uma pequena parte da batalha dessas mulheres por sua vida e liberdade. Confira mais um artigo do especial Feminismos transnacionais.
Artigo do Observatório da Economia Contemporânea traça esquema das estruturas do governo Bolsonaro e analisa a dinâmica do governo tocada por essa distribuição de poder
O coletivismo que pressupõe alteridade e empatia pela dor do outro é, sem dúvida, o maior desafio que essa crise – e também o desacelerar – nos impõe
Enquanto a comunidade científica discute as origens do coronavírus, no Brasil as práticas que ampliam seus danos permanecem inalteradas.
Na discussão sobre mineração em TIs, um dos instrumentos legais mais comumentes mobilizados é a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esta garante aos Povos Indígenas o Direito à Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI) no caso da instalação de empreendimentos em suas terras.
O mesmo vale para a universidade, o hospital, a agricultura, os bombeiros, a escola, o estado das pontes. Na França, como em outros lugares. Trinta e cinco anos de privatizações, recuo dos serviços gratuitos, diminuição de subsídios, controles minuciosos em todas as áreas – graças à internet – e, finalmente, uma sociedade sob pressão, atordoada, arruinada, que queima suas últimas reservas.
“Al Nakba” é como ficou conhecido em árabe (traduzido como “catástrofe”) o processo que culminou na expulsão de 700 mil palestinos de seus territórios, consequência de uma sucessão histórica atrelada à um conflito geopolítico administrado pelo Mandato Britânico na Palestina. O quadro de refugiados é um dos mais graves do mundo: a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) presta hoje assistência à 5.5 milhões de refugiados palestinos forçados a sair de seus territórios – não apenas pela guerra de 1948, mas pelos sucessivos conflitos na região.
A vida das comunidades cortadas pelo Corredor de Nacala, dois anos após sua inauguração
Desde setembro de 2018, os ativistas ambientais não param de chamar atenção. Eles endureceram tanto em termos de modos de ação como de projeto político. Já não creem mais que a preservação do ecossistema seja compatível com o modelo capitalista de crescimento. Seria essa nebulosa capaz de se aproximar de outras lutas e chegar a um acordo sobre estratégias para derrubar a ordem estabelecida?
Resta saber se o pão vai sair da sua neutralidade e ser de direita ou de esquerda, assumir-se como fascista ou comunista, a favor ou contra o aquecimento global, se vai apoiar ou destruir os povos tradicionais, se vai defender agricultura orgânica ou agronegócio, liberação ou proibição da maconha e do aborto, garimpo ou floresta, polícia militar ou negros, cultura ou censura, LGBT+ ou hetero, liberação das armas ou educação.
O ultraneoliberalismo em processo, estruturado pelo bloco no poder a partir da aliança com Bolsonaro, está plantando as bases de um novo contexto autocrático que possui diferenças específicas com a ditadura empresarial-militar, entre as quais o significado da radical recusa do pensamento crítico