Dezembro 2019

Edição 149

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EDITORIAL

A gota d’água

Edição 149 | América Latina

As políticas de austeridade chegaram ao limite, no entender dos povos de vários países da América Latina. Os governos autoritários que implantam essas políticas, cada vez mais distantes do povo, ignoram o desespero, os sofrimentos, a pobreza, a exclusão que suas políticas produzem e continuam a aprofundar a espoliação das maiorias.


CAPA

Um desastre no mar brasileiro

Edição 149 | Brasil

As novas táticas empresariais de transporte e logística marítima (off transponder e ship-to-ship), decorrentes das novas estratégias nacionais de guerra comercial (com sanções e embargos), podem ter alguma relação com o recente caso de vazamento ou derramamento de óleo que atingiu a costa do Nordeste brasileiro


CAPA

A qualidade do ar não pode estar na mesa para negociação

Edição 149 | Brasil

Mesmo com 50 mil mortes anuais, a poluição atmosférica ainda não é vista como questão de saúde no Brasil


CONCENTRAÇÃO DE RENDA

Bilionários e a reforma tributária

Edição 149 | Brasil

Hoje, no Brasil, a elite paga muito menos tributos do que a população de baixa renda e a classe média


ONDE ESTÁ O “MILAGRE ECONÔMICO”?

Chile, o oásis seco

Edição 149 | Chile

Nenhuma outra nação latino-americana foi dotada de uma bússola tão fielmente alinhada com o bem-estar de uma minoria em detrimento do resto da população


UM LEVANTE POPULAR QUE FAVORECE A EXTREMA DIREITA

Na Bolívia, um golpe fácil demais

Edição 149 | Bolívia

Desde outubro, um levante popular agita a Bolívia. Expondo a fragilidade da esquerda no poder, ele se tornou um trunfo para as franjas mais extremistas da direita, que aproveitou o caos para derrubar o presidente Evo Morales. Apesar da violenta repressão, o regime de facto não consegue calar a contestação, enquanto o país afunda na crise


HIRAK, O MOVIMENTO DE PROTESTOS POPULARES

O despertar do vulcão argelino

Edição 149 | Argélia

Na Argélia, o Hirak, movimento de protestos populares, não perde força. Após conquistar a queda do presidente Abdelaziz Bouteflika, ele agora se opõe à eleição presidencial prevista para 12 de dezembro. Rejeitando os cinco candidatos, os manifestante reclamam um período de transição e a reformulação do sistema – uma exigência que o poder julga impossível


RECEITA MÉDICA PARA O SUCESSO ESCOLAR

A pílula da obediência

Originalmente, esse remédio deveria ser destinado apenas às crianças “hiperativas”, uma patologia relativamente rara. Contudo, depois de alguns anos, nos Estados Unidos a Ritalina poderia ser prescrita a qualquer criança um pouco bagunceira. Após inundar o mercado norte-americano, a pílula milagrosa se espalha pela França


ENCARTE ESPECIAL

Uma oportunidade para salvar o planeta?


UMA REGIÃO AUTÔNOMA APENAS NO NOME

No Tibete, uma visita bastante guiada

Edição 149 | Tibete

Quando percorremos a Região Autônoma do Tibete – escoltados, obrigatoriamente –, não vemos nenhuma guarnição militar chinesa, e pouquíssimos policiais. Tudo parece calmo. O poder central passou da “repressão total” a um sistema de liberdade religiosa e cultural condicionada


CRÍTICA DO “ESTADO PROFUNDO”, ABERTURA PARA A RÚSSIA

Reviravolta na diplomacia francesa?

Edição 149 | França

Emmanuel Macron lançou uma formulação chocante para caracterizar a Otan às vésperas da cúpula dos dias 3 e 4 de dezembro: “morte cerebral”. Estupefação nas fileiras atlantistas europeias e francesas… Não é a primeira manifestação de uma inclinação de independência por parte do presidente. Mas há uma grande distância entre os gestos e a ação


UM MERGULHO NO UNIVERSO DOS THINK TANKS FRANCESES

As incubadoras de comentaristas entrevistados na mídia

Edição 149 | França

Aposentadorias, serviço público, mercado de trabalho: em muitos campos essenciais, as reformas liberais das últimas décadas foram precedidas de estudos efetuados por laboratórios de ideias. Privados, mas financiados em parte por subvenções públicas, esses think tanks aproveitaram o vazio ideológico dos partidos para enquadrar o debate público


AMORES E DESAMORES ENTRE LONDRES E OS UNIONISTAS

O quebra-cabeça norte-irlandês diante do Brexit

Edição 149 | União Europeia

Entre os cenários de desastre imaginados pelos oponentes do Brexit, um dos mais plausíveis seria uma reativação do conflito que devastou a Irlanda do Norte entre 1968 e 1998 (ler artigo de Daniel Finn). Ultraconservador e defensor de uma linha dura contra os católicos, o Partido Unionista Democrático (DUP) dificultou a tarefa de Londres em suas negociações com Bruxelas


AMORES E DESAMORES ENTRE LONDRES E OS UNIONISTAS

A guerra suja do Estado britânico

No Reino Unido, no entanto, o “Estado profundo” assumiu uma forma tangível durante o período de conflitos na Irlanda do Norte, caracterizado pelo confronto entre as forças nacionalistas favoráveis à reunificação da Irlanda e majoritariamente católicas, de um lado, e, do outro, os legalistas, protestantes e determinados a fazer de tudo para que a Irlanda do Norte permanecesse dentro do Reino Unido.


35 ANOS DE APERTO

“Uma carnificina”

Edição 149 | França

O mesmo vale para a universidade, o hospital, a agricultura, os bombeiros, a escola, o estado das pontes. Na França, como em outros lugares. Trinta e cinco anos de privatizações, recuo dos serviços gratuitos, diminuição de subsídios, controles minuciosos em todas as áreas – graças à internet – e, finalmente, uma sociedade sob pressão, atordoada, arruinada, que queima suas últimas reservas.


JUDEU-BOLCHEVISMO, A HISTÓRIA DE UM AMÁLGAMA MORTAL

Quando o ódio ao comunismo alimentava o antissemitismo

De Jeremy Corbyn a Jean-Luc Mélenchon, as acusações de antissemitismo contra a esquerda se multiplicam. A bandeira vermelha encontra-se cada vez mais associada ao ódio racial. Enquanto isso, por muito tempo ela foi associada a uma suposta “conspiração judaica”


FANTASMAS DA AUTOMATIZAÇÃO DO TRABALHO

Robôs, os culpados ideais

Desde o início dos anos 2010, uma série de relatórios alarmistas profetiza o desaparecimento de um terço, por vezes metade, dos empregos ocupados por humanos e sua substituição por máquinas. O robô seria o inimigo número 1 do trabalhador… Mas deve-se culpar as novas tecnologias ou as políticas econômicas que impõem baixos salários?


RESENHA

Miscelânea