A escravatura atual chama-se fome
O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo

O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo
Hoje, depois de três anos de política estatal de genocídio aberto contra as populações empobrecidas e racializadas, a situação é catastrófica. Nas periferias e favelas, nos aglomeramos precariamente. Os gastos se concentram em alguns itens muito básicos, e o aluguel, as contas de luz, água e gás, a comida e o transporte consomem tudo o que ganhamos
Uma espécie de “garimpo dos ossos” se espalha pelo país como forma de sobrevivência. É um retrocesso que não pode ser naturalizado. Há um percurso do qual emerge que não está relacionado apenas à crise econômica. Configura-se mediado pelo apagão dos programas sociais, sistematicamente impulsionado pela política econômica de anos recentes
Qual o interesse do agronegócio em apoiar os atos antidemocráticos realizados no dia 7 de setembro?
Vários jornalistas e colaboradores regulares do Le Monde Diplomatique contribuíram para a obra O novo mundo: quadro da França neoliberal, a ser lançado em 10 de setembro. É um retrato da França contemporânea, com múltiplos tons e abordagens: políticos, sociológicos, literários… Apresentamos a seguir um extrato
Os confinamentos aumentaram a necessidade de ar livre, à qual muitas ofertas comerciais respondem visando a uma clientela endinheirada. Mas parte considerável da população permanece excluída. Os dispositivos criados para favorecer viagens de férias estão enfraquecendo na França, a exemplo das atividades sociais e culturais dos comitês empresariais, corroídas pelo espaço mercantil
O modelo de inserção internacional do Brasil cria vulnerabilidades e compromete o desenvolvimento. Ele promove desindustrialização, desemprego, acentuação das desigualdades e degradação ambiental. A exportação de commodities altera a distribuição espacial das atividades extrativas, reforça corredores exportadores e expande as fronteiras extrativas
A pandemia de Covid-19 veio agravar a profunda crise política, social e econômica pela qual o Brasil vinha passando; a educação não saiu ilesa, ao contrário. Para fazer frente a esse cenário, precisamos retomar um projeto de justiça social e democracia
Em plena crise sanitária, o governo indiano promulgou três decretos para uma brutal desregulamentação do sistema público alimentar e agrícola. Desde sua aprovação pelo Parlamento, em meados de setembro de 2020, essas leis suscitaram um movimento de protesto inédito em todo o país, marcando o fim de um pacto moral entre governo e campesinato
Com certos vírus ultrapassando a barreira entre espécies, como parar as cada vez mais preocupantes epidemias na pecuária? A resposta sanitária internacional parece ser dobrar a aposta no modelo industrial. As medidas preconizadas ameaçam a saúde e os ecossistemas, enquanto condenam a agricultura familiar
As respostas para os problemas reiterados no campo têm sido dobrar a aposta na produtividade, que vai levando ao extremo a noção de monocultura, a qual parece querer se produzir por si mesma, sem diversidade ambiental e sem gente
Este artigo faz parte da série “A análise dos discursos sobre a pandemia da Covid-19” produzida pelo Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)”. Nesta segunda fase da pesquisa, nos detemos na análise dos principais porta-vozes nacionais e internacionais dos discursos negacionista e científico. No presente artigo, trazemos a análise política de um dos principais porta-vozes do discurso negacionista sobre a pandemia: o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro