Agosto 2021

Edição 169

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É ISSO QUE QUEREMOS?

Ditadura digital

Edição 169 | Mundo

EDITORIAL

A extrema direita tem história

Edição 169 | Brasil

IMPEACHMENT, REELEIÇÃO, GOLPE...

Cenários sobre o futuro do governo Bolsonaro

Edição 169 | Brasil

Quatro cenários para o próximo período: impeachment do presidente; virada ou volta por cima do governo, criando as condições para viabilizar a reeleição; ruptura, em que o governo, pressentindo a derrota eleitoral, retoma o discurso da campanha e rompe com o Centrão; e derrota nas eleições e recusa de Bolsonaro em aceitar o resultado das urnas


A TAREFA NESTE MOMENTO

Direitos e cálculos, a democracia e o impeachment

Edição 169 | Brasil

Até agora se havia evitado ganhar as ruas para protestar e pedir o impeachment de Bolsonaro em função da severidade da pandemia, mas também de cálculos eleitorais velados. Os jovens puxaram, enfim, a luta. Já vacinados, os mais velhos se juntam a eles. Não há tarefa neste momento mais importante do que ampliar esses protestos e exigir a saída do presidente


SAÚDE

SUS na pandemia: um herói trágico

Edição 169 | Brasil

Em nome da “saúde da economia”, o governo federal se tornou cúmplice de mortes que poderiam ter sido evitadas e não logrou reverter a recessão econômica. Essa escolha política nos conduziu a uma situação na qual não tivemos políticas efetivas contra a Covid-19 nem melhorias nas taxas de emprego e renda


ENTRE O PASSADO E O FUTURO

Impeachment, bolsonarismo e militarização

Edição 169 | Brasil

A depender de como o cenário do impeachment se desenrole, não é difícil imaginar que haja situação parecida com o que ocorreu nos ataques do Capitólio em janeiro. Setores milicianos e policiais, sobretudo, poderiam produzir algo no mesmo sentido. No entanto, a tendência de qualquer atentado similar ser mais violento ainda no Brasil é gigantesca


UMA QUESTÃO DE QUATRO SÉCULOS

Raças e classes: o caldeirão latino-americano

Edição 169 | América Latina

Com as independências do século XIX, a América Latina abandonou oficialmente as hierarquias raciais que prevaleceram durante a colonização: não se devia mais distinguir os descendentes de indígenas, escravos e colonos europeus. Mas a divisão étnica do período imperial foi substituída por uma “pigmentocracia”, que faz da cor da pele um marcador social


QUATRO DIAS E TRÊS NOITES A BORDO DO AQUIDABAN

No meio do nada, ao longo do Rio Paraguai

Edição 169 | Paraguai

Uma rota fluvial de 400 quilômetros entre Puerto Vallemí e Bahía Negra, no Paraguai: esse é o trajeto percorrido pelo barco Aquidaban, único meio de transporte e abastecimento dos habitantes de alguns vilarejos. Com o passar dos dias, a realidade das regiões atravessadas encarna no convés da velha embarcação


OS SEMICONDUTORES NO CENTRO DE UMA BATALHA GLOBAL

Devemos temer um colapso eletrônico?

Edição 169 | Mundo

Fábricas de automóveis obrigadas a interromper a produção, videogames de última geração impossíveis de encontrar, dirigentes políticos em pânico: a escassez de semicondutores que afeta há um ano a indústria mundial toma ares de crise geopolítica. Ela põe em xeque o evangelho do livre-comércio. Os Estados serão capazes de garantir sua soberania digital?


ONDA DE DESGOSTO E INDIGNAÇÃO

#MeToo sacode o mundo árabe

Edição 169 | Mundo Árabe

Da Argélia ao Kuwait, passando pelo Egito, múltiplas vozes levantam-se contra a violência de gênero. A internet e as redes sociais potencializam as mobilizações, que reclamam a conscientização sobre os efeitos do patriarcado e legislações mais severas. Os governos tergiversam e não toleram que as reivindicações atinjam a esfera institucional


UM MOVIMENTO DE SOLIDARIEDADE COM O MAGREB

As vozes dissonantes dos repórteres anticolonialistas

Edição 169 | Magreb

Legitimamente associada à jornada de 40 horas semanas e às férias remuneradas, a Frente Popular tem um currículo bem mais modesto na questão colonial. Quando estavam no Magreb, jornalistas próximos do Partido Comunista ou de organizações socialistas sabiam que suas reportagens não conteriam alegria nem conquistas sociais, especialmente nos períodos de fome


UM PARTIDO FRAGILIZADO PELO FIM DO GOVERNO MERKEL

A União Democrata Cristã, ou a direita alemã elástica

Edição 169 | Alemanha

Fragilizada pela frieza de seu candidato, Armin Laschet, diante das inundações que abalaram a Alemanha em julho, a União Democrata Cristã aproxima-se sem entusiasmo das eleições de 26 de setembro. Após dezesseis anos no poder, sua figura de proa, a chanceler Angela Merkel, se retira, e o partido procura um novo impulso entre a onda conservadora e a abertura ao centro


DO PROJETO DE EMANCIPAÇÃO AO CONSUMISMO

Férias para todos, uma utopia distante

Edição 169 | França

Os confinamentos aumentaram a necessidade de ar livre, à qual muitas ofertas comerciais respondem visando a uma clientela endinheirada. Mas parte considerável da população permanece excluída. Os dispositivos criados para favorecer viagens de férias estão enfraquecendo na França, a exemplo das atividades sociais e culturais dos comitês empresariais, corroídas pelo espaço mercantil


VIRTUDES POLÍTICAS E ECONÔMICAS DA HISTERIA ANTI-TRUMP

Nos Estados Unidos, as teorias da conspiração dos progressistas

Edição 169 | EUA

O fim da presidência de Donald Trump não baniu os excessos que a acompanharam. Seus adversários continuam a apresentar o ex-incorporador imobiliário como um perigo vital que exige mobilização constante. E isso a ponto de a analogia com Adolf Hitler ter se tornado corrente até entre os que sabem seu significado. Esses exageros têm um objetivo. Qual?


MAIOR QUE O CINEMA

Federico Fellini e a magia perdida do cinema

Edição 169 | Mundo

Em outros tempos, multidões febris apressavam-se nas salas de cinema para ver o último filme de Jean-Luc Godard, Agnès Varda ou John Cassavetes. Transformado em divertimento visual, o cinema perdeu sua magia, analisa Martin Scorsese. Com esta homenagem a Federico Fellini, o cineasta procura recuperá-la


POBREZA DAS POLÍTICAS CULTURAIS

A esquerda e a arte

Edição 169 | França

Ao abrirem suas coleções ao público com o apoio do poder público, os bilionários franceses François Pinault e Bernard Arnault tornam-se os padroeiros empresariais das artes, cujo preço eles ajudam a definir. A indústria cultural promove formas que modelam a percepção e os valores. Para os progressistas, porém, a arte deve ter uma utilidade social


RESENHAS

Miscelânea – Resenhas

Edição 169 | Mundo