Negligência do governo com quilombolas será julgada pelo STF
Ação exige que governo federal adote medidas de proteção às comunidades quilombolas. Julgamento inicia no dia 12 de fevereiro

Ação exige que governo federal adote medidas de proteção às comunidades quilombolas. Julgamento inicia no dia 12 de fevereiro
Além de escancarar a desigualdade da distribuição de renda no Brasil, a pandemia revelou, da forma mais cruel, como o Brasil trata os mais pobres. O benefício foi um alívio temporário, que precisa existir para garantir comida na mesa e dignidade para a população
Trinta anos atrás uma grande “corrida do ouro” tomava conta do território yanomami causando degradação social e ambiental, situação que arrefeceu após a demarcação da Terra Indígena Yanomami em 1992. Hoje, sob o governo Bolsonaro, a invasão garimpeira volta a assombrar o destino dos Yanomami e Ye’kwana, assumindo proporções inimagináveis. Mesmo repaginado, com novas estruturas e formas de atuação, o garimpo segue deixando rastros de morte pela floresta, especialmente agora com a Covid-19
Se a Covid-19 mata, ela tem também outro impacto, provocando incontornáveis transformações radicais no cotidiano diante da débil capacidade de reação à pandemia. Na Argentina, o dia é pontuado pelo compartilhamento – em família, no trabalho, entre amigos – de uma infusão, o chimarrão, um ritual que a doença ameaçou. Só por um tempo…
Em plena crise sanitária, o governo indiano promulgou três decretos para uma brutal desregulamentação do sistema público alimentar e agrícola. Desde sua aprovação pelo Parlamento, em meados de setembro de 2020, essas leis suscitaram um movimento de protesto inédito em todo o país, marcando o fim de um pacto moral entre governo e campesinato
Todos os dias, um agricultor comete suicídio, o que faz dessa categoria socioprofissional a maior vítima do flagelo dos suicídios na França. Forçados a uma corrida desenfreada pela produção, a fim de compensar os preços miseráveis, os produtores de leite se imaginam “empresários”, mas vivem como escravos dos grandes grupos para os quais trabalham
Em vez de tramitar no Congresso Nacional uma urgente e necessária Reforma Funcional, o que tramita é uma equivocada proposta de Reforma Administrativa (PEC nº 32 de 2020) que, dentre outras deformações, tenta: a) transformar servidor público em servidor político e por isso ainda mais susceptível a ingerências; b) permitir a terceirização em quase todas as áreas, com amplo espaço ao fisiologismo dos apaniguados indicados pelos políticos e ofertados pelas empresas terceirizadoras e à preconceituosa prática muito vista no setor privado de pagar menores salários às mulheres
Entrevista com integrantes do Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura do Rio de Janeiro sobre o relatório “Aglomeração legal e morte indeterminada”, que traz um balanço do sistema penitenciário fluminense em 2020. Nele, os dados evidenciam que a gestão estatal da pandemia de Covid-19 pode ser ainda mais letal do que a contaminação pelo novo coronavírus.
Como será o pós-pandemia? As políticas para enfrentar a crise sanitária aceleraram tendências de fundos que atravessam as sociedades e preocupam as populações: incerteza, precariedade, automação voraz, eliminação das relações humanas. No essencial, essa transição para o capitalismo digital será pilotada pelo Estado
Com certos vírus ultrapassando a barreira entre espécies, como parar as cada vez mais preocupantes epidemias na pecuária? A resposta sanitária internacional parece ser dobrar a aposta no modelo industrial. As medidas preconizadas ameaçam a saúde e os ecossistemas, enquanto condenam a agricultura familiar
Há uma inequívoca correspondência na distribuição espacial entre as áreas com grande presença de suinocultura e/ou de frigoríficos e aquelas com alta taxa da população infectada por Covid-19
Não surpreende que a falsa promessa de acabar com a fome por meio do aumento da produtividade agropecuária nunca tenha se cumprido. Verdade seja dita, desde a consolidação do setor agroindustrial, a fome continuou crescendo. Dados da FAO revelam que, antes da pandemia, uma em cada quatro pessoas no mundo passava fome: quase 2 bilhões de pessoas