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Depois da lama realidade virou ficção
Em 2015, a barragem de Fundão em Mariana (MG) rompeu e devastou as comunidades rurais atingidas pela lama tóxica; quatro anos depois a família D’Ângelo tenta reconstruir a vida, mas para o patriarca, de lá para cá, vida virou ficção
Campos de veneno
Reportagem acompanhou os impactos da monocultura no meio ambiente e na vida dos habitantes da região do Planalto Santareno, no Baixo Rio Tapajós. “A maioria da população é afetada negativamente: aumenta a pobreza, aumenta a miséria, aumenta a fome, a insegurança pública, a violência. Concentra renda, concentra terra e aumentam os impactos negativos na área social”
Quando a bicicleta reinventa uma cidade
Econômica, boa para a saúde e para o meio ambiente, a bicicleta voltou à moda. Mas ainda há um abismo entre a exaltação do veículo e o fornecimento de infraestrutura adequada para que ele seja utilizado. O sucesso de Copenhague mostra a importância de repensar a vida urbana a fim de construir uma rede coerente, prática e segura
Crescimento do populismo de direita
Sob o populismo de direita, a linguagem da violência desfila livremente como linguagem de guerra, com levantamento de muros, trincheiras e crescentes gastos em segurança pública, em detrimento de investimentos em educação ou cultura
Uma mídia antirracista na cobertura de violência do Estado
Os desafios do Alma Preta, uma agência de jornalismo independente com foco na temática racial
Educação financeira para tapar o sol com a peneira
Ideia de que cada brasileiro endividado é o principal responsável por sua situação financeira encobre graves problemas estruturais na educação e na economia do país.
Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam
“Nosso povo indígena é um povo de resistência há mais de 18 anos e nós somos um povo que está preparado para receber vários afrontamentos. Então, quando a gente vê estas coisas, a gente pede para Tupã e Anderú 1 para não vir nos atingir” Hayò, cacique. Capítulo do livro “Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam”. Escrito pela jornalista Julia Castello Goulart e publicado pela editora Autonomia Literária.
Conexões entre uso de agrotóxicos e mortalidade na infância
O artigo busca compreender a relação entre os riscos introduzidos nos territórios rurais com a modernização do campo e o consequente alargamento das desigualdades socioterritoriais, a partir do processo de otimização da produção agrícola, especificamente no cultivo do tomate. Concomitante a isso, entender as conexões entre a intensificação da precarização do trabalho e a utilização de agrotóxicos visando alavancar a produtividade na relação com o aumento significativo de casos de mortalidades na infância (0 a 5 anos) no município de Ribeirão Branco, região do Vale do Ribeira, São Paulo.
O Sahel desafiado pela corrida do ouro
Mal equipados, milhares de homens cruzam o Saara em busca de ouro após a descoberta de veias no Sudão, Chade e Níger… Rápida e recente, essa corrida pegou de surpresa os Estados do Sahel, já desestabilizados pelos movimentos jihadistas e por tráficos de todo tipo, especialmente de drogas. Apesar de lucrativo, o garimpo artesanal é uma atividade perigosa e precária
Colapso ou atualidade do empreendimento colonial?
A uberização do trabalho consolida a transformação do trabalhador em um autogerente subordinado. Nada está garantido, nem mesmo a remuneração por dia de trabalho. Um trabalhador que se encontra disponível ao trabalho, mas só é utilizado e remunerado na exata medida do que produz, e nem mesmo sua carga de trabalho está garantida

