‘Inundação de Al-Aqsa’ a luz dos 76 anos de ocupação colonial
Há necessidade de pensar a situação como um processo de “limpeza étnica” dos palestinos ao invés dos termos “guerra” e “conflito” que pressupõem simetria de poder

Há necessidade de pensar a situação como um processo de “limpeza étnica” dos palestinos ao invés dos termos “guerra” e “conflito” que pressupõem simetria de poder
Do cenário internacional à política doméstica: o desafio brasileiro de mediar a crise entre Palestina e Israel, enquanto enfrenta as repercussões e divisões internas sobre a questão
Quem administrará os negócios do mundo no século XXI? O Ocidente e sobretudo os Estados Unidos, que ocupam uma posição dominante desde o fim da Segunda Guerra Mundial? Ou os países do Sul, China e Índia à frente, que exigem uma reorganização do sistema internacional? A ampliação dos Brics é uma etapa importante no reequilíbrio planetário, mas esse objetivo ainda está distante
Diferentemente de outros golpistas da África Ocidental, o coronel guineense Mamadi Doumbouya viajou para a Assembleia Geral das Nações Unidas em 21 de setembro. Desde sua ascensão ao poder, em 2021, ele tem realizado uma série de reuniões oficiais e não oficiais, construindo sua rede diplomática enquanto exerce um controle autoritário sobre os recursos minerais de seu país
Reunindo em seu seio diversas milícias, o grupo Hachd al-Chaabi [Mobilização Popular] ocupa hoje uma posição preponderante na cena política iraquiana. Fundada no modelo da Guarda Revolucionária do Irã para lutar contra o Estado Islâmico, essa coalizão paramilitar se permite cobrar o governo, e suas facções já não hesitam em participar de disputas eleitorais
Depois das eleições legislativas que não deram maioria a nenhum partido, em julho de 2023, os socialistas espanhóis esperavam contar com a sorte de o líder dos conservadores, Alberto Núñez Feijóo, não conseguir formar um governo – uma ambição que depende do apoio de grupos preocupados com a explosiva questão identitária. A que preço?
Refugiados que necessitam se deslocar por terra da América do Sul aos Estados Unidos têm que passar pela selva de Darién, entre a Colômbia e o Panamá, um dos lugares mais perigosos e difíceis de atravessar do mundo
“Muitos golpes de Estado”, lamentou a ministra senegalesa das Relações Exteriores, Aïssata Tall Sall. O putsch de 26 de julho no Níger, depois daqueles no Mali, Burkina Faso e Guiné, suscita uma preocupação inédita. O Níger é decisivo na luta contra o jihadismo no Sahel. Porém, o golpe também indica uma mudança na relação da região com a democracia e o Ocidente
Grupo de países criado entre 2009 e 2011, os Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – acabam de receber seis novos membros: Arábia Saudita, Argentina, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã. Embora seja muito diversa para oferecer uma visão comum da ordem internacional, essa aliança ilustra a nova geopolítica: a de um mundo à la carte
Até o início do século XX, a Ístria era austríaca, antes de se tornar italiana e, posteriormente, iugoslava, sendo finalmente dividida entre a Eslovênia e a Croácia. É uma região de fronteiras intricadas, facilmente cruzadas pelos migrantes que acabam em Trieste. Para justificar a expulsão deles, o governo italiano instrumentaliza as vítimas da Segunda Guerra Mundial, esquecendo que a minoria eslovena (comunista ou cristã) foi amplamente perseguida
Das ruínas de Berlim ao “milagre econômico” dos anos 1950, a Alemanha do pós-guerra permanece associada no imaginário coletivo a uma recuperação impressionante, marcada pela ocupação, pelo Plano Marshall e pelo surgimento de dois países, vitrines dos dois sistemas opostos na Guerra Fria. No entanto, no fim do verão de 1944, os Aliados haviam desenhado um cenário completamente diferente…
Em 13 de junho, Bagdá anunciou uma apreensão de 44 mil comprimidos de Captagon destinados ao mercado local. Do Iraque a Omã, passando pela Arábia Saudita, essa droga sintética que provoca euforia representaria um mercado de vários bilhões de dólares. Washington e Riad pressionam os países produtores – Síria e Líbano – para acabar com o tráfico