Democracias à beira de um ataque de nervos
As democracias latino-americanas encontram-se ameaçadas pela insatisfação social, pela intervenção militar dissimulada e pela sua deterioração

As democracias latino-americanas encontram-se ameaçadas pela insatisfação social, pela intervenção militar dissimulada e pela sua deterioração
O trigo ucraniano continuará sendo exportado pelo Mar Negro? Indispensáveis para a luta contra a crise alimentar mundial, esses carregamentos dependem de um acordo entre a Rússia e a Ucrânia assinado sob a égide das Nações Unidas e da Turquia. O bloqueio das exportações de fertilizantes russos, também indispensáveis para a agricultura mundial, ameaça esse arranjo provisório
O mortífero terremoto de 6 de fevereiro agravou as provações sofridas pelo povo sírio. Em um país devastado por onze anos de guerra e onde atua uma dezena de protagonistas, essa catástrofe abre para o presidente Bashar al-Assad novas possibilidades de romper seu isolamento diplomático, ainda que à frente de um Estado que perdeu parcelas inteiras de sua soberania
Em outubro, a Turquia comemora cem anos da república fundada por Mustafá Kemal. O presidente Recep Tayyip Erdogan pretende ser reeleito na próxima primavera para comandar essa celebração e se tornar igual ao “Ataturk” dos livros de história. Reveladoras das disfunções do Estado, as consequências dos terremotos de 6 de fevereiro poderão, entretanto, contrariar suas ambições
As eleições de Jair Bolsonaro no Brasil, Donald Trump nos EUA, Recepp Erdogan na Turquia, Benjamin Netanyahu em Israel, Victor Orbán na Hungria, os democratas suecos na Suécia e Georgia Meloni na Itália demonstram inequivocamente a urgência de entendermos o espírito do tempo e provermos não apenas enquanto governos, mas também enquanto sociedades as respostas adequadas a esse desafio global
O sentido democrático recuperado por Lula, para o Brasil e para a região, seria, se Petro não existisse, apenas um sentido para uma “democracia de baixa intensidade”
EUA e Brasil enfrentaram agudos assédios na transição de poder. Prédios governamentais foram depredados. Outros países em que o autoritarismo ascendeu ao poder regrediram na agenda de direitos e na participação popular. Por que é tão fácil assediar democracias?
A guerra na Ucrânia já soma quase 200 mil mortos e feridos, e os apelos por negociações para um cessar-fogo aumentam, sem impedir a intensificação do conflito. Em dificuldades no front, a Rússia bombardeia as cidades ucranianas a partir de seu próprio território. E os Estados Unidos continuam a entregar armas cada vez mais sofisticadas à Ucrânia
O presidente Kennedy estava determinado a manter em segredo a troca dos mísseis norte-americanos na Turquia pelos mísseis instalados em Cuba – tanto para preservar o controle dos Estados Unidos sobre a Otan como para proteger sua própria reputação, que, assim como a de seu irmão, não sairia fortalecida da divulgação de suas conversas com Moscou
Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua
O mar, que cobre 70% do planeta, oferece ao olhar uma imensidão contínua. Porém, não escapa à apropriação, à exploração e às fronteiras. Como regulamentar os conflitos marítimos e o exercício de soberania dos Estados? Em 10 de dezembro de 1982, a ata final da Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) deu uma resposta original e duradoura a essas questões
Se nenhum país da Ásia Central o condenou oficialmente, o ataque russo à Ucrânia provocou ranger de dentes na região. Moscou, até bem pouco tempo atrás garantia de segurança e parceiro econômico imprescindível, vê seu monopólio contestado por outras potências, principalmente os Estados Unidos, que retornam à Ásia Central após o fracasso afegão