Em Maví, Marco Lucchesi faz de sua poesia uma busca pelo outro
Confira resenha do mais recente livro do poeta carioca Marco Lucchesi, Maví, lançado este ano pela Editora Penalux

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O questionamento que muitos analistas políticos e estudiosos de assuntos militares fazem é o seguinte: como a Rússia, uma nação muito mais poderosa que a Ucrânia, conforme exposto inicialmente, não conseguiu até o momento alcançar a vitória?
Em grande medida esquecida nos países que a venceram, como a França e o Reino Unido, a Guerra da Crimeia (1853-1856) é objeto de uma memória vibrante na Rússia. A nação eurasiática, no entanto, saiu derrotada do conflito…
De Jean Jaurès a Aristide Briand, de Lenin a Clara Zetkin, quando uma guerra eclodia na Europa e ameaçava enterrá-la, líderes da esquerda e manifestantes pacifistas levantavam sua voz. Esse não é o caso da guerra na Ucrânia. Enquanto o conflito se alastra e a mídia se inflama, a esquerda europeia emudece
Apesar de retomadas após a eleição de Joe Biden nos Estados Unidos, as negociações entre os países ocidentais e Teerã sobre a questão nuclear iraniana tiveram pouco progresso. Convencidos de que a República Islâmica procura ter a bomba, os países da região, encabeçados pela Arábia Saudita, também desenvolvem seus programas
Fragilizado por um revés espetacular na região de Kharkiv, Vladimir Putin ordenou em 21 de setembro uma mobilização de reservistas, decisão que provocou protestos em várias cidades do país. O Kremlin, que contava com a perseverança dos russos diante das dificuldades econômicas, assume o risco de descontentá-los, exigindo um custo de sangue ainda maior
Em 2018, ninguém imaginava que o XX Congresso do Partido Comunista Chinês, em 16 de outubro, seria tão agitado. O mal-estar da classe média, o destino de Taiwan e as relações com EUA e Rússia evidenciam falhas até então discretas
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, Adriane Sanctis, pesquisadora do LAUT e professora do IRI-USP, discute os processos de autocratização e erosão democrática que se intensificaram no Brasil com a eleição de Jair Bolsonaro.
Principais beneficiários da liberalização econômica empreendida pela Rússia na virada dos anos 1990, os oligarcas construíram fortunas que agora estão na mira das sanções. Acusada pelas potências ocidentais de proximidade com Vladimir Putin ou por Moscou de traição, essa casta de magnata não mais desfruta da tolerância que encontrava no Ocidente
Enquanto a lógica das armas continua a prevalecer, a Rússia procura retirar da Ucrânia qualquer valor estratégico. A perspectiva de uma anexação de novos territórios por Moscou diminui ainda mais a esperança de uma trégua negociada entre os beligerantes. Por sua vez, os aliados ocidentais de Kiev continuam vagos sobre seus objetivos e sem solução para a crise
O bloqueio das instituições liderado há um ano pelo presidente tunisiano, Kaïs Saïed, parece ter fechado simbolicamente o parêntese democrático iniciado no Magreb e no Maxerreque em 2011. Esse congelamento é definitivo? Sem uma doutrina ideológica clara e projetos econômicos viáveis, as autocracias do mundo árabe mais cedo ou mais tarde sofrerão novos protestos de massa