O dia depois de amanhã
Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua

Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua
O mar, que cobre 70% do planeta, oferece ao olhar uma imensidão contínua. Porém, não escapa à apropriação, à exploração e às fronteiras. Como regulamentar os conflitos marítimos e o exercício de soberania dos Estados? Em 10 de dezembro de 1982, a ata final da Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM) deu uma resposta original e duradoura a essas questões
Se nenhum país da Ásia Central o condenou oficialmente, o ataque russo à Ucrânia provocou ranger de dentes na região. Moscou, até bem pouco tempo atrás garantia de segurança e parceiro econômico imprescindível, vê seu monopólio contestado por outras potências, principalmente os Estados Unidos, que retornam à Ásia Central após o fracasso afegão
Na cúpula da Organização Internacional da Francofonia, em Djerba (Tunísia), em 20 de novembro, Emmanuel Macron denunciou novamente a propaganda das “potências” que querem “prejudicar” a imagem da França na África. Países que incomodam Paris estão travando uma guerra midiática para promover seus interesses e prejudicar os concorrentes
Uma nova política deverá se refazer livrando-se das posturas retrógradas e conservadoras e retomando posições conquistadas na cena internacional no passado e, sobretudo, reestabelecendo uma diplomacia que esteja atenta às diversas demandas internas da população brasileira e, ao mesmo tempo, resulte de análises inteligentes do contexto internacional
Confira resenha do mais recente livro do poeta carioca Marco Lucchesi, Maví, lançado este ano pela Editora Penalux
O questionamento que muitos analistas políticos e estudiosos de assuntos militares fazem é o seguinte: como a Rússia, uma nação muito mais poderosa que a Ucrânia, conforme exposto inicialmente, não conseguiu até o momento alcançar a vitória?
Em grande medida esquecida nos países que a venceram, como a França e o Reino Unido, a Guerra da Crimeia (1853-1856) é objeto de uma memória vibrante na Rússia. A nação eurasiática, no entanto, saiu derrotada do conflito…
De Jean Jaurès a Aristide Briand, de Lenin a Clara Zetkin, quando uma guerra eclodia na Europa e ameaçava enterrá-la, líderes da esquerda e manifestantes pacifistas levantavam sua voz. Esse não é o caso da guerra na Ucrânia. Enquanto o conflito se alastra e a mídia se inflama, a esquerda europeia emudece
Apesar de retomadas após a eleição de Joe Biden nos Estados Unidos, as negociações entre os países ocidentais e Teerã sobre a questão nuclear iraniana tiveram pouco progresso. Convencidos de que a República Islâmica procura ter a bomba, os países da região, encabeçados pela Arábia Saudita, também desenvolvem seus programas
Fragilizado por um revés espetacular na região de Kharkiv, Vladimir Putin ordenou em 21 de setembro uma mobilização de reservistas, decisão que provocou protestos em várias cidades do país. O Kremlin, que contava com a perseverança dos russos diante das dificuldades econômicas, assume o risco de descontentá-los, exigindo um custo de sangue ainda maior