Escritores africanos entre autoritarismos e a busca por liberdade
Suas mentalidades, como a de muitos outros africanos e africanas, foram moldadas por desejos de liberdade e pela luta anticolonial

Suas mentalidades, como a de muitos outros africanos e africanas, foram moldadas por desejos de liberdade e pela luta anticolonial
Se a Covid-19 mata, ela tem também outro impacto, provocando incontornáveis transformações radicais no cotidiano diante da débil capacidade de reação à pandemia. Na Argentina, o dia é pontuado pelo compartilhamento – em família, no trabalho, entre amigos – de uma infusão, o chimarrão, um ritual que a doença ameaçou. Só por um tempo…
O Centro Nacional da Música, na França, acaba de ser aberto. Encarregado especialmente de colocar em prática uma política de apoio à criação não diretamente “rentável”, ele terá de enfrentar a devastação promovida pela crise sanitária e, a longo prazo, as pressões dos interesses comerciais
Está se formando uma nova geração de jovens das periferias que usam seu tempo na escola secundária e na universidade para formar novas redes, criar espaços alternativos para produção intelectual e cultural e formar coletivos onde elaboram novas subjetividades
Evento mostra, a um só tempo, a miséria da nossa política urbana, cultural e social
O que chamamos de “cultura” e, muito especialmente, “arte” – termos um tanto misturados em nossos tempos – parece ser apenas uma das áreas da experiência humana. Mas talvez seja aquela que nos torna mais o que somos. É o território onde podemos nos ver, refletir e elaborar sentimentos, emoções, imagens, percepções
As linhas vermelhas são uma espécie de memória silenciosa de uma história antiga, uma história feminina sempre lançada à sombra, a história da violência contra a mulher, que vem à tona e ganha forma e movimento na performance “No princípio fomos todos mulheres”
A tática é doentia: mantêm-se as instituições, não mais para fomentar, mas para perseguir e destruir os patrimônios pelos quais deviam zelar. É o que faz o Ministério do Meio Ambiente com a Amazônia, a Funai com os índios, o MEC com as universidades e o Ministério da Saúde com toda a população na pandemia. Com o cinema não seria diferente…
A ascensão de Bolsonaro à Presidência da República consolida de forma incomparável o enfraquecimento e a sabotagem à memória e à preservação da cultura brasileira. Chegou 2020 e com ele a pandemia de Covid-19, completando o cenário de escassez e caos. O setor cultural, que já vinha se mantendo com muita dificuldade, viu-se em extrema vulnerabilidade
Aprendemos a escrever, aprendemos a ler, aprendemos sobre nossa ancestralidade e nossa capacidade de produzir mundos diferentes daquele que encontramos ao chegar aqui. Em saraus espalhados pelas periferias, nós nos alfabetizamos de fato quando não tínhamos dinheiro nem sequer para um busão até o centro da cidade.
Desde o século XIX, os artistas interrogam-se se poderão viver de sua prática e (o que está relacionado com essa questão) qual é seu papel na sociedade. Sobre esta última, contudo, todos se questionam. Parasita inspirado? Fornecedor de alimento para a alma? O artista possui uma especificidade que pode torná-lo útil ou utilizável?
O mundo da arte e da cultura, violentamente afetado pela gestão da crise sanitária, se vê diante dos limites de um modelo em que a remuneração está muito conectada com a dinâmica dos mercados. Romper a condição de intermitência em direção a um salário vitalício permitiria aos trabalhadores das artes libertar suas atividades do capital e dos subsídios estatais