Literatura e o novo “ciclo” cultural no vale do Jequitinhonha
Com o lançamento da antologia Rio de Palavras II, região vivencia ciclo de vinte anos voltado ao fortalecimento das letras e da identidade regional

Com o lançamento da antologia Rio de Palavras II, região vivencia ciclo de vinte anos voltado ao fortalecimento das letras e da identidade regional
Escritoras de regiões e tempos distintos revelam as contradições que compõem a cidade de São Paulo em exposição na Casa Ema Klabin, no Jardim Europa, transformada pelas paisagens e experiências de autoras como Lilia Guerra
Os textos presentes no livro misturam elementos concretos ao sensível, perpassando pela infância, adolescência, adultez e maternidade do eu-lírico
Em anos bons, um a cada dez ingressos vendidos é para se ver um filme brasileiro. Em anos ruins, o brasileiro médio compra um ingresso para filme nacional depois de comprar 32 ingressos para filmes estrangeiros
O livro de Sandra Gondinho, Paralelo 11 (Ed. Faria e Silva, 2026), aborda um dos acontecimentos mais vergonhosos e revoltantes da nossa história: o massacre contra a nação indígena Panderj, conhecidos pelos ocidentais como Cinta-Larga, ocorrido em 1963, entre os estados de Rondônia e Mato Grosso
Por que a cidade de São Paulo, com suas configurações particulares, serviu de berço e impulso para a prática do pixo? O fenômeno pode nos dar pistas sobre a cultura anti-urbana que a cidade tem produzido
Mais de setenta anos depois do lançamento do original no Uruguai, o Brasil recebe a obra de Somers, A mulher nua, em um momento crítico. Nos últimos anos, o país tem registrado números recordes de feminicídios e agressões sexuais contra mulheres
Em Me abrace antes da queda, escritora parte do diagnóstico do avô, José Carlos, para criar uma narrativa em que o próprio parkinson conduz a história
O trabalho teatral da jovem diretora e militante procurava produzir um novo lugar social, no mesmo ano em que a ditadura acirrava o controle sobre os ambientes artísticos e culturais
A literatura permite caminhar por lugares onde jamais estivemos, sonhar acordado, conhecer novas culturas, entrar na história do autor e fazer amizades imaginárias, como a que fiz com Šahrāzād
Diretora da Mostra, Renata de Almeida fala sobre os desafios de coordenar um festival na era da economia criativa e as vias de diálogo que o cinema ainda abre ao público
O protagonista Riobaldo enfrenta o tabu da homossexualidade e a rigidez do patriarcado ao se apaixonar por Diadorim. Através de um estudo etimológico profundo, revela-se que termos como Deus e Diabo compartilham a mesma raiz no sânscrito, sugerindo uma unidade dialética em vez de uma oposição absoluta. Essa perspectiva desconstrói as certezas morais do jagunço, transformando o sertão em um espaço de conflitos metafísicos sobre o desejo e a identidade de gênero