Ana Victoria Almeida transforma o parkinson em narrador do seu romance de estreia
Em Me abrace antes da queda, escritora parte do diagnóstico do avô, José Carlos, para criar uma narrativa em que o próprio parkinson conduz a história

Em Me abrace antes da queda, escritora parte do diagnóstico do avô, José Carlos, para criar uma narrativa em que o próprio parkinson conduz a história
O trabalho teatral da jovem diretora e militante procurava produzir um novo lugar social, no mesmo ano em que a ditadura acirrava o controle sobre os ambientes artísticos e culturais
A literatura permite caminhar por lugares onde jamais estivemos, sonhar acordado, conhecer novas culturas, entrar na história do autor e fazer amizades imaginárias, como a que fiz com Šahrāzād
Diretora da Mostra, Renata de Almeida fala sobre os desafios de coordenar um festival na era da economia criativa e as vias de diálogo que o cinema ainda abre ao público
O protagonista Riobaldo enfrenta o tabu da homossexualidade e a rigidez do patriarcado ao se apaixonar por Diadorim. Através de um estudo etimológico profundo, revela-se que termos como Deus e Diabo compartilham a mesma raiz no sânscrito, sugerindo uma unidade dialética em vez de uma oposição absoluta. Essa perspectiva desconstrói as certezas morais do jagunço, transformando o sertão em um espaço de conflitos metafísicos sobre o desejo e a identidade de gênero
Entre o subdesenvolvimento, a fome e a violência, está a história de um cinema indissociável das circunstâncias em que é produzido e do país que procura representar. Pensar suas imagens é também pensar as condições que as tornam possíveis
Florencia Ferrari, diretora geral da Ubu, discute os desafios de manter uma casa editorial sustentável frente à concentração do mercado livreiro pela Amazon e às tensões políticas e sociais que marcaram a última década
Não existe acesso cultural de verdade quando a pessoa precisa atravessar a cidade para conseguir viver uma experiência cultural
Uma vida submetida integralmente à velocidade corre o risco de perder a capacidade de contemplação
Em É Vida Que Segue!, a autora transforma o “Além” em um lugar de filas, terapias, empregos e reencontros para refletir, com humor e sensibilidade, sobre luto, culpa, escolhas e recomeços
No livro Manifesto pelo florescer da diversidade (Dantes, 2025), os antropólogos Jerome Lewis e Chris Knight ecoam uma ampla diversidade de vozes e modos de saber, reunindo suas percepções sobre o que precisamos transformar no presente – e com quem podemos aprender
O que acontece quando aqueles que foram durante muito tempo personagens da literatura passam também a ocupar o lugar de autores?