A colonização do outro
Qualquer imposição de ideias, conceitos, religião e ideologia ao outro se torna fundamentalismo, autoritarismo e colonização. Homogeneidade de conhecimento não combina com aqueles que acreditam na democracia.

Qualquer imposição de ideias, conceitos, religião e ideologia ao outro se torna fundamentalismo, autoritarismo e colonização. Homogeneidade de conhecimento não combina com aqueles que acreditam na democracia.
É preciso construir uma utopia que oriente nossas ações, de modo a engendrar uma nova democracia, com novos mecanismos de participação, que afirme um novo poder, o poder popular.
Por que discutir a literatura infantil e sua relação com a democracia em um momento político-econômico, social e educacional particularmente tão delicado como o atual?
Há muito pouco tempo, cada eleição espanhola parecia confirmar o avanço do Podemos. Contudo, são poucos os que esperam uma vitória do partido nas eleições gerais de 28 de abril. Enquanto a extrema direita avança, como explicar a retração de uma formação que parecia ter recuperado a esperança dos progressistas europeus?
A história demonstra que é possível conter a escalada da desigualdade social. Não se trata de um problema de falta de ferramentas para realizar essa empreitada, mas de vontade política para isso. Parte do problema está no funcionamento de algumas democracias modernas, que blindaram a economia da interferência democrática, impedindo que a vontade da maioria prevaleça sobre o poder econômico
Mas são muito frágeis. Depois da implementação de programas sociais e políticas públicas, o cenário político parece estar num ‘lento, gradual e inseguro’ caminho para a institucionalização do autoritarismo. Esse cenário não se configurou do dia para a noite, nem se trata de um dilema exclusivamente brasileiro
Alas conservadoras definitivamente não entenderam o fenômeno #EleNão, um movimento que não diz respeito apenas a Bolsonaro: ele é só um indivíduo; #EleNão foi uma resposta ao movimento autoritário representado pelo presidente eleito
Em 2018 a memória viva da democracia ficou nas cordas. Uma construção de sentidos que nunca terminou de decolar na democracia brasileira, desde 1988. Neste ano existiram dois eventos que colocam os sentidos da democracia e sua memória no precipício. O primeiro evento, o assassinato da lutadora pela democracia e seus valores, Marielle Franco. O segundo, a prisão arbitrária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com ele, a democracia ficou no cárcere. Neste pequeno artigo refletiremos a partir de dois conceitos, ditadura e democracia, o tempo presente e os sentidos da memória democrática num Brasil na beira do autoritarismo.
O golpe parlamentar-midiático-judiciário de 2016, levado a cabo com o impeachment da presidenta, embora tendo uma confluência de vários interesses, deu voz, sobretudo, a uma nova direita no Brasil, em especial parindo o movimento neofascista que ora nos defrontamos
Não podemos esquecer quais grupos estão primeiro em risco em um governo Bolsonaro
As manifestações em defesa da democracia e da Constituição, as mobilizações de rua, a discussão com o povo sobre o impacto das políticas que serão implementadas e a disputa das narrativas nas mídias sociais são o caminho para organizar a resistência democrática
É possível ser cristão e odiar o próximo, ter ojeriza à caridade, e rejeitar por completo o Sermão da Montanha, no qual Cristo falava em nome de uma religião que incluía e que jamais excluiria alguém