Trump, Biden e Bolsonaro: o que está por vir?
Para o Brasil, a vitória de Biden tem importância simbólica, política e econômica

Para o Brasil, a vitória de Biden tem importância simbólica, política e econômica
Como poucas vezes em nossa história, as idiossincrasias presidenciais afetam de maneira profunda a política externa do Brasil, prejudicando nossa inserção internacional e causando danos à imagem do país
Contamos e comparamos palavras expressas nas manifestações públicas do 38º presidente do Brasil entre 12 de março e 28 de maio
Ex-paraquedista, o presidente Jair Bolsonaro sabe que uma das melhores estratégias de defesa é o ataque. Abalado pelas instituições por sua gestão calamitosa da pandemia de Covid-19, ele aproveita o episódio para acusar o Congresso, a Justiça e os governadores de oposição de desvios ditatoriais. Enquanto isso, os apelos por sua destituição se multiplicam
Por que Juan Guaidó é o verdadeiro presidente da Venezuela? Com que rapidez o chefe de Estado brasileiro deve cortar as aposentadorias? Como os peronistas vão piorar a crise argentina? Do Le Monde ao Financial Times, um punhado de “especialistas” latino-americanos interpretam as notícias políticas da região em função de suas obsessões: livre-comércio e anticomunismo
Derivada do grego kakistos (superlativo de “mau”) e kratos (“poder”), a palavra significa “o governo dos piores”. Inventada no século XVII para descrever a ascensão política de cidadãos menos qualificados ou menos escrupulosos, ela ganhou um novo fôlego com as eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro
Em seu discurso, Bolsonaro fissura a Constituição e coloca em xeque o pacto constitucional firmado pelo constituinte originário em 1988
O encontro do anseio autoritário com o coronavírus evidencia o projeto de destruição em ampla escala de Jair Bolsonaro
O impeachment teria um valor civilizatório, sinalizando importante ganho de qualidade no processo de maturação da consciência política do povo brasileiro. Sim, a questão central do impeachment não é tanto “quem assume”, mas o fato de que Bolsonaro não apresenta condições mínimas para exercer a chefia do Estado brasileiro.
Entrevista com Christian Dunker, psicanalista e professor titular da Universidade de São Paulo (USP).
“É o povo vai dizer se estamos certos ou não.” Apesar da frase do presidente aparentar que pode haver uma dúvida, na verdade, ela é uma afirmação certeira. Porque os grupos que são ouvidos por Bolsonaro – militares e os grandes empresários -, dizem que ele está certo. Não é difícil conhecermos esse entendimento pela atuação dos militares caricaturados no General Eleno e seu ataque do machão que bate na mesa, e dos empresários que apóiam as manifestações a favor do presidente.
O corte nas verbas da educação levou mais de 1 milhão de pessoas às ruas no dia 15 de maio. O governo não se sensibilizou com as mobilizações e o presidente classificou os manifestantes de “idiotas úteis”. Nesse mesmo dia, como uma retaliação às amplas manifestações por todo o Brasil, Bolsonaro assinou um decreto presidencial retirando a autonomia das universidades a partir de 25 de julho. É um decreto inconstitucional. É uma provocação.