Eleições e democracia
O que temos como resultado das eleições é uma vantagem apertada de uma ampla coalizão política, a mais ampla formada desde o início da Nova República. Ampla e forte o suficiente para iniciar a reconstrução democrática do país

O que temos como resultado das eleições é uma vantagem apertada de uma ampla coalizão política, a mais ampla formada desde o início da Nova República. Ampla e forte o suficiente para iniciar a reconstrução democrática do país
O tratamento que será dado para aqueles que apostam no golpe de Estado e que praticaram crimes contra a democracia será determinante para restabelecer ou não os limites democráticos da ação pública e da convivência social, bem como para conter a violência e o arbítrio.
O Brasil tem potencial para operar como construtor conjunto da emergência definitiva Sul Global e a saúde jogará um papel central nesse processo como uma ferramenta de desenvolvimento e integração regional.
Aqueles divergentes que seguem na campanha desde esse segundo turno, e que estão mais para antagônicos em termos de pautas sociais, sabem bem que Lula é o único no país que pode aglutinar mentes e corações contra o protofascismo e seu representante.
Para o novo governo, trata-se de aproveitar essas pequenas brechas que se apresentam e recapturar os milhões de brasileiros que se afastaram de um engajamento incondicional com os valores republicanos e democráticos
Lula venceu Bolsonaro em uma eleição que colocou o povo brasileiro a escolher entre a continuidade de um projeto autoritário de país e a retomada da construção da nossa democracia
Nas últimas 48 horas que antecederam o primeiro turno, foi possível notar uma intensa movimentação em torno do disparo de notícias falsas, que ganharam força e se disseminaram mais facilmente. Essa situação pode se repetir nos últimos dias do segundo turno.
Influência religiosa nas eleições nos desafia a olhar semelhanças e não só diferenças entre católicos e evangélicos
O assédio religioso é uma característica do segundo turno das eleições de 2022, marcado pelo aumento exponencial no número de relatos de ameaças de expulsão, perseguição, coerção explícita e propagação de fake news dentro da igreja evangélica.
Desde meados de 2022, o próprio Bolsonaro ventila a possibilidade de ser preso caso não seja mais presidente. O Le Monde Diplomatique Brasil conversa com o advogado e cientista político, Antonio Carlos Souza de Carvalho, para entender os possíveis quadros após domingo, dia 30 de outubro.
Se a sociedade brasileira não é composta de mais de 50 milhões de fascistas, o que explica a adesão em massa ao bolsonarismo?
A preocupação com a paridade de gênero foi legitimamente contemplada, ratificando o quanto essa pauta avançou ao longo dos anos fruto de intensa pressão das mulheres. Mas e a paridade de raça?