A democracia na mira das plataformas digitais
Regulação das big techs é necessária, deve preservar a liberdade de expressão e precisa ser feita a partir de debate amplo e plural com a sociedade

Regulação das big techs é necessária, deve preservar a liberdade de expressão e precisa ser feita a partir de debate amplo e plural com a sociedade
Kristinn Hrafnsson se reúne com Lula e outros líderes da América Latina em busca de apoio político no caso da extradição de Julian Assange
Por retratar a vida pública, a mídia se beneficia de certa indulgência por parte de partidos e sindicatos: qualquer crítica ao papel social desempenhado pelos jornalistas expõe seus autores à suspeita de antidemocráticos. Não era o caso no início do século XX na França, onde a Confederação Geral do Trabalho (CGT) lutou vigorosamente contra a imprensa dominante
Atribuir todas as dificuldades do momento a uma causa única já era uma prática da Roma antiga. Na época, Catão, o Velho, terminava todos os seus discursos, qualquer que fosse o objeto, exigindo que Cartago fosse destruída. Mais recentemente, em 1984, a televisão pública confiou ao ator Yves Montand a apresentação de um programa, Vive la crise!, destinado a fazer os franceses compreenderem que todos os seus males provinham do Estado de bem-estar social.
A população carcerária da Rússia caiu para menos da metade nos últimos vinte anos. Isso mostra que a cobertura da mídia sobre as prisões políticas, multiplicadas por dez desde 2015, oferece uma imagem parcial do que se passa com a justiça criminal do país. Entretanto, mesmo que a duração das penas tenha diminuído, o sistema continua programado para punir
O período entre 2013 e a eleição de Bolsonaro só confirma a atuação da mídia como ator fundamental na arena de disputa pelo poder político
A derrota de seu candidato na disputa pelo governo da Virgínia, em 2 de novembro, instaurou entre os democratas o medo de um possível revés nas eleições parlamentares de 2022. Esse temor é aguçado pela redefinição das circunscrições eleitorais que acaba de ser feita favorecendo os republicanos, os quais podem vencer o escrutínio mesmo recebendo menos votos
O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foram citados no Pandora Papers. Contudo, a imprensa não deu destaque ao fato. Leia a análise de Jana Viscardi sobre a escolha das imagens para ilustrar a notícia em um dos principais jornais do Brasil
Neste episódio especial falamos sobre os resultados do Relatório Direito à Comunicação 2020, produzido pelo Intervozes. Ouça no seu tocador de podcast favorito ou nesta postagem
Quando comparamos o tratamento oferecido pela mídia francesa e brasileira às prisões de Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva, percebemos diferenças bastante significativas. Enquanto Lula recebeu um tratamento amplamente desfavorável dos principais veículos de comunicação brasileiros, Sarkozy recebeu uma cobertura muito menos crítica. O alinhamento do ex-presidente francês com os interesses defendidos por grandes veículos midiáticos explicaria a cobertura menos pesada dispensada a Sarkozy
O justo meio-termo já não funciona. Ontem dependente do filão publicitário, a imprensa moderada buscava um público de massa e lisonjeava-o simulando objetividade. A receita mudou. Agora, a mídia prospera alimentando guerras culturais junto a públicos polarizados e mobilizados. Para o bem ou para o mal, e sob o olhar vigilante, por vezes sectário, de seus próprios leitores
Os bolivianos vão escolher um novo presidente em 18 de outubro. As eleições são organizadas por um governo formado há um ano após a derrubada de Evo Morales. Desde então, a mídia privada e uma parte da esquerda tentam esconder a natureza dessa ruptura da ordem constitucional. Até a publicação de um artigo do New York Times, em junho…