Os enigmas de Machu Picchu
Confira capítulo inédito do livro História da América Latina em 100 fotografias, do jornalista Paulo Antonio Paranaguá. Evento de lançamento acontece neste sábado, 4 de outubro, na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo

Confira capítulo inédito do livro História da América Latina em 100 fotografias, do jornalista Paulo Antonio Paranaguá. Evento de lançamento acontece neste sábado, 4 de outubro, na Biblioteca Mário de Andrade em São Paulo
Inaugurado em Lima, em 14 de novembro de 2024, pela chefe de Estado peruana interina, Dina Boluarte, e pelo presidente da China, Xi Jinping, o megaporto de Chancay deve se tornar a peça-chave do dispositivo logístico e comercial da potência asiática na América do Sul. No entanto, em meio às preocupações da população local, Washington não vê a situação da mesma forma
A presidenta Dina Boluarte, que assumiu em dezembro de 2022 após a tentativa de “autogolpe” de Pedro Castillo, enfrenta falta de legitimidade enquanto procura arrefecer os conflitos internos e manter a cadeira presidencial
Evidências apontam que é melhor desafiar um presidente de esquerda do que um líder que chegou ao poder por um golpe de Estado. Uma comparação dos tratamentos reservados a levantes recentes em dois países latino-americanos aponta que nem todas as mobilizações têm a mesma legitimidade perante os tribunais midiáticos e diplomáticos
A persistência do modelo neoliberal estabelecido por Alberto Fujimori é a chave para explicar a instabilidade política peruana. Embora a coalizão de esquerda liderada por Pedro Castillo tenha fracassado, a tentativa do atual governo de recriar uma aliança conservadora ao estilo dos anos 1990 está em xeque em razão das mobilizações sociais sem precedentes que ocorrem no país desde dezembro
A destituição de Pedro Castillo abriu um novo capítulo na crise política peruana. A fragmentação do sistema partidário e o comportamento antidemocrático da oposição somaram-se à inexperiência do presidente. Nada indica que a convocação de novas eleições devolverá a estabilidade perdida há uma década
Em 21 de janeiro, oficiais da Polícia Nacional peruana destruíram um dos portões de entrada da Universidade Nacional Mayor de San Marcos a fim de prender pessoas que acampavam no campus da universidade. Como resultado, 205 pessoas foram presas e levadas à sede da polícia antiterrorista e da investigação criminal
A série de eventos iniciada em 7 de dezembro de 2022, em razão do autogolpe fracassado de Pedro Castillo, sua destituição imediata, prisão e posterior repressão aos protestos populares que se produziram, foi algo que começou muito antes
Eleito em 2021, o presidente peruano Pedro Castillo cometeu erros. Muitos erros. Porém, os equívocos dos líderes de esquerda pesam mais que os outros, já que a mídia perdoa tudo dos conservadores. Se as falhas de Castillo contaram tanto, foi porque ofereceram a seus adversários uma justificativa para o projeto que haviam imaginado desde que ele chegou ao poder: derrubá-lo
No Peru, parece que os fracassos da direita tendem a favorecer apenas a própria direita. Ninguém esperava, portanto, que a crise econômica, política e sanitária atual provocasse a chegada de um homem de esquerda ao poder. Sem maioria parlamentar em um país com um Congresso ruidoso, o novo presidente Pedro Castillo dispõe de uma margem de manobra reduzida
No dia 11 de abril, serão realizadas as eleições presidenciais e parlamentares que definirão os próximos cinco anos no Peru. Desde que foram às urnas em 2016, os peruanos e as peruanas assistiram à queda de três presidentes e a uma dissolução do Congresso. É esse o tamanho da crise política que nossos vizinhos andinos tentarão resolver
Desesperançados, os peruanos elegem seu próximo chefe de Estado em abril de 2021. Após uma sequência de renúncias e destituições, quatro presidentes sucederam-se no comando do país desde a última eleição, em 2016. Dos quatro precedentes, eleitos desde 2001, três foram indiciados por corrupção e um preferiu o suicídio. Como explicar tamanha instabilidade?