A tentação de recorrer ao “inevitável”
Preocupado com os riscos de estagnação econômica, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson lançou uma aposta arriscada: a da imunidade coletiva. Em poucos dias, deu uma guinada de 180º

Preocupado com os riscos de estagnação econômica, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson lançou uma aposta arriscada: a da imunidade coletiva. Em poucos dias, deu uma guinada de 180º
Como esperado, são os governos que estão tomando a dianteira nas tentativas de reorganização social neste momento de pandemia. E diante da necessidade urgente de ação fica mais evidente os tipos de ações tomadas de acordo com os tipos de governos e regimes políticos de cada país.
“Não é a derrota de um homem, mas de uma ideologia!” Para o ex-primeiro-ministro Tony Blair, o fracasso do Partido Trabalhista nas eleições gerais de 12 de dezembro de 2019 seria explicado por um programa “radical demais”. No entanto, existe outra análise que cerca melhor as dificuldades encontradas pela esquerda britânica…
No Reino Unido, no entanto, o “Estado profundo” assumiu uma forma tangível durante o período de conflitos na Irlanda do Norte, caracterizado pelo confronto entre as forças nacionalistas favoráveis à reunificação da Irlanda e majoritariamente católicas, de um lado, e, do outro, os legalistas, protestantes e determinados a fazer de tudo para que a Irlanda do Norte permanecesse dentro do Reino Unido.
Entre os cenários de desastre imaginados pelos oponentes do Brexit, um dos mais plausíveis seria uma reativação do conflito que devastou a Irlanda do Norte entre 1968 e 1998 (ler artigo de Daniel Finn). Ultraconservador e defensor de uma linha dura contra os católicos, o Partido Unionista Democrático (DUP) dificultou a tarefa de Londres em suas negociações com Bruxelas
No Reino Unido, os liberais pró-europeus se encontram há anos em uma situação nova: nenhum dos dois grandes partidos endossa suas preferências. Os conservadores de Boris Johnson querem deixar a Europa; os trabalhistas de Jeremy Corbyn defendem os direitos dos assalariados. Daí o renovado interesse da mídia privada por um partido um pouco esquecido
Considerado uma ameaça por alguns conservadores, o Brexit pode representar uma oportunidade para os trabalhistas caso estes cheguem ao poder. Livres dos tratados neoliberais que regem a União Europeia, eles teriam mais margem para colocar em prática seu programa. Falta convencer seus militantes de que é possível um Brexit que não seja de direita
Tempestade internacional, o Brexit pode ser explicado em parte pelas disputas internas do Partido Conservador: das motivações do ex-primeiro-ministro David Cameron ao organizar o referendo às estratégias de negociação de sua sucessora Theresa May. E a discórdia entre os tories, que gostam de se apresentar como “o partido natural do governo”, aumenta cada vez mais
Os projetos da Comissão Europeia em matéria agrícola para os próximos sete anos refletem o fracasso político da Europa comunitária. A repartição das subvenções entre agricultores e as normas ambientais seriam deixadas à boa vontade dos Estados-membros, desenhando uma política no papel longe dos imperativos sociais e ecológicos contemporâneos
Os entraves surgidos e o lento ritmo das negociações conduziram à formulação de um novo conceito: o hard brexit, isto é, a possibilidade de um rompimento com a União Europeia sem qualquer tipo de acordo
Fruto de uma campanha política euroceticista, o Brexit ainda permanece uma decisão contestável e incerta Ao mesmo tempo, oposição demonstra incapacidade em propor debates e ações efetivas para reverte-lo