Guerras e persistências históricas no Oriente Médio contemporâneo
A algoritmização da morte encontrou no Irã um limite político: a capacidade de Teerã de retaliar retirou da superioridade tecnológica israelense o privilégio da unilateralidade

A algoritmização da morte encontrou no Irã um limite político: a capacidade de Teerã de retaliar retirou da superioridade tecnológica israelense o privilégio da unilateralidade
Se o início do século foi marcado pelas utopias do pós-Guerra Fria, o encerramento do seu primeiro quarto revela uma ruptura com aquela ordem e reorienta a Política Internacional para velhos desafios e riscos. Nesse contexto, a relação estrutural entre guerra e política nas Relações Internacionais volta a chamar a atenção
O imperialismo sem civilização também se manifesta por meio do que podemos chamar de encontros imperiais. O mundo contemporâneo já não é estruturado por um único centro hegemônico capaz de impor sua narrativa universal, mas por zonas de fricção onde diferentes projetos imperiais (antigos e emergentes) se cruzam, se sobrepõem e se confrontam
Em meio à reorganização geopolítica do século XXI, o Brasil reúne condições materiais e institucionais para ocupar um papel discreto, porém decisivo: tornar-se um espaço confiável para energia, dados e estabilidade em um sistema global cada vez mais fragmentado
Considerando a paz sob uma perspectiva multidimensional, como justificar – sem resvalar no delírio ou na alucinação – a pretensão de uma pessoa como Donald Trump ao Prêmio Nobel da Paz?
Em um texto anterior, eu já havia escrito no Le Monde que o Brasil poderia ter problemas em três relações bilaterais em 2025: EUA, Argentina e Venezuela. E nesse cenário complexo, as tensões estão acontecendo com os EUA. Quais são essas tensões entre os dois países?
Diante de mais quatro anos de governo Trump, do protecionismo crescente e da ascensão de governos autoritários ao redor do mundo, é fundamental buscar os caminhos para que o futuro não seja pior do que o passado
O Brasil deve se atentar a três relações políticas: com os Estados Unidos, a Venezuela e a Argentina, devido aos acontecimentos de 2024
A expectativa é que mais de 10 mil representantes de movimentos e organizações sociais estarão presentes em 200 atividades autogestionadas
Após uma ruptura marcada por paranoia ideológica no Golpe de Estado de 1964, as relações sino-brasileiras foram retomadas ainda na mesma ditadura que as execrou
Os princípios da autonomia e da democracia precisam ser combinados na política externa do governo Lula, a fim de melhor refletir o pacto eleitoral de 2022, no âmbito doméstico, e aumentar as margens de manobra do Brasil e de seus vizinhos em relação tanto aos EUA quanto à China, no âmbito internacional
A Venezuela encontra-se exaurida. A começar de parte importante da população que vem debandando do país há vários anos, com o agravamento da crise econômica e social