Deus e o Diabo na Terra do Tio Sam
Como um desenho animado escancarou a hipocrisia religiosa do governo Trump

Como um desenho animado escancarou a hipocrisia religiosa do governo Trump
Ao mirar Lula, Trump o elevou ao patamar de grande liderança global. Enxergou o que nem mesmo a opinião pública brasileira parecia enxergar
Diante do silêncio, em resposta às tentativas de negociar, só resta ao Brasil retaliar, onerando na mesma proporção as importações de bens e serviços provenientes dos EUA – e na medida em que repercutam no mercado americano, venham eles conversar
A articulação entre sistemas domésticos de pagamento, como o PIX no Brasil e o UPI na Índia, e o avanço do Banco dos Brics viabilizam uma arquitetura financeira multipolar, na qual os países do Sul Global podem transacionar, desenvolver e acumular valor com menor exposição às pressões, sanções e volatilidades impostas pela hegemonia do dólar
O Brasil, que destinou R$ 23 bilhões às Big Techs nos últimos anos, é agora ao mesmo tempo cliente e alvo. Cliente, porque continua renovando contratos de licenças, nuvem e serviços críticos com essas empresas. Alvo, porque ousou discutir regulação, proteger dados sensíveis, julgar um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e exigir transparência em plataformas que, hoje, são braços do Departamento de Defesa dos EUA
O que está em jogo não são os interesses do Brasil, mas sim os interesses de um projeto político autoritário da extrema-direita
No país de Lenny Bruce, Johnny Carson e Jon Stewart, os comediantes de stand-up havia muito repudiavam as personalidades republicanas pouco inclinadas a aceitar suas farpas. Com o tempo, as cautelas impostas em nome de um discurso mais polido permitiram ao atual presidente norte-americano apropriar-se do gênero com falas ofensivas e pouco sutis
A moratória de 10 anos para regulação de IA é o resultado político-institucional mais forte do negacionismo tecnoregulatório até o momento
Parece que o American Dream está com seus dias contados. Essa reflexão surge na esteira da construção do inimigo imaginário do soldado como interno que Trump tem mobilizado por meio da sua caça contra imigrantes
Enquanto os Estados Unidos anunciam o maior orçamento militar de sua história e impõem novas barreiras comerciais a dezenas de países, cresce o alerta sobre a reconfiguração do imperialismo em escala global. Inspirado na obra da revolucionária Rosa Luxemburgo, Antonio Mota, analisa como o tripé formado por militarismo, protecionismo e repressão social — central no expansionismo alemão do fim do século 19 — reaparece com força nos governos de Donald Trump. Entre navios de guerra e caças de última geração, o imperialismo se atualiza, mas segue operando em favor dos interesses da burguesia global.
Para Donald Trump, “tarifa” (direito aduaneiro) é “a mais bela palavra do dicionário”. E para a esquerda? Atualmente constrangida pela orientação nacionalista que o presidente norte-americano confere ao termo, ela não faz tanto tempo orgulhava-se de defender a própria versão do protecionismo
Convencido de que as instituições culturais norte-americanas lhe são hostis e ensinam o ódio a Israel e ao Ocidente, o presidente Donald Trump decidiu purgá-las, expulsando pesquisadores estrangeiros críticos das políticas oficiais, cortando recursos de universidades recalcitrantes e equiparando manifestações de solidariedade com a Palestina ao antissemitismo. Por enquanto, o medo prevalece sobre a indignação