Para onde vai a Alemanha?
No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?

No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?
A brutal desaceleração da economia mundial por causa da pandemia obriga as grandes potências a repensar suas estratégias industriais e comerciais. Muitos países, incluindo os EUA, continuarão seus esforços para se tornarem menos dependentes da China. As reconfigurações que se anunciam não estarão isentas de tensões geopolíticas, e as que se estabelecem entre Washington e Pequim estão entre as maiores
Ninguém consegue obrigar um bandido a agir contra sua natureza. Ora, a Europa é obcecada por construir um grande mercado. Sem fronteiras, direitos aduaneiros ou subvenções. Com efeito, sem novas liberalizações comerciais, ela cairia por terra. É a chamada “teoria da bicicleta”: ou pedalamos rumo a uma maior integração, ou a queda é inevitável.
O comissário da Indústria e Mercado Interno da União Europeia, Thierry Breton, rejeitou as propostas de Zuckerberg para regulamentar as plataformas de internet: “Não cabe a nós nos adaptarmos a essa empresa (Facebook), mas sim à empresa adaptar-se a nós”
“Não é a derrota de um homem, mas de uma ideologia!” Para o ex-primeiro-ministro Tony Blair, o fracasso do Partido Trabalhista nas eleições gerais de 12 de dezembro de 2019 seria explicado por um programa “radical demais”. No entanto, existe outra análise que cerca melhor as dificuldades encontradas pela esquerda britânica…
Entre os cenários de desastre imaginados pelos oponentes do Brexit, um dos mais plausíveis seria uma reativação do conflito que devastou a Irlanda do Norte entre 1968 e 1998 (ler artigo de Daniel Finn). Ultraconservador e defensor de uma linha dura contra os católicos, o Partido Unionista Democrático (DUP) dificultou a tarefa de Londres em suas negociações com Bruxelas
Hoje, a União Europeia possui uma maioria de Estados que participaram das aventuras imperiais dos Estados Unidos; repercute a interferência de Washington na América Latina; finge se opor aos caprichos do governo Trump, mas volta para a fila assim que este ameaça puni-la.
No dia 16 de julho, quando os deputados confirmaram a escolha dos chefes de Estado e de governo, as proclamações de campanha – “progressistas” contra nacionalistas – novamente cederam lugar a uma configuração política completamente diferente. Os parlamentares socialistas votaram ora contra a deputada Von der Leyen (franceses e alemães, em particular), ora a favor (espanhóis e portugueses).
O acordo em si não vai, como quer fazer crer o governo, extinguir as desvantagens competitivas do que resta da indústria brasileira. Tampouco ele é a causa desses problemas. O aprofundamento da especialização em exportação de matérias-primas, embora venha de longe, é parte das políticas implementadas por este governo e o acordo opera em sintonia com esta visão. Veja análise no artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Considerado uma ameaça por alguns conservadores, o Brexit pode representar uma oportunidade para os trabalhistas caso estes cheguem ao poder. Livres dos tratados neoliberais que regem a União Europeia, eles teriam mais margem para colocar em prática seu programa. Falta convencer seus militantes de que é possível um Brexit que não seja de direita
A Itália tirou da Grécia o posto de mau aluno da União Europeia. Ao elevar a importância das despesas sociais, sua lei orçamentária para 2019 infringe o dogma da austeridade. A Comissão Europeia ameaça com sanções e critica o populismo. Tal interpretação, cômoda para desqualificar qualquer desobediência, não permite captar as orientações do novo governo