A violência como método
Sigo lutando pela responsabilização do agressor e dos parlamentares que instrumentalizam seus mandatos para perseguir a nós, educadores

Sigo lutando pela responsabilização do agressor e dos parlamentares que instrumentalizam seus mandatos para perseguir a nós, educadores
Meu corpo foi violentado de forma simbólica e concreta: me tirando da sala de aula, perpetuando violências de alunos, me removendo da minha escola de lotação
O que torna o caso do cachorro Orelha especialmente perturbador é o modo como a perversidade se manifesta sem qualquer elaboração simbólica
Nos últimos anos, a instituição escolar e toda e qualquer agência produtora de cultura e conhecimento caiu em descrédito por conta de discursos da extrema direita
Expor nomes e métodos de autores de massacres tanto na imprensa quanto nas redes sociais pode estimular novos ataques em poucos dias, funcionando como gatilho para crimes por imitação
A produção de efeitos transgeracionais não é fruto do acaso ou da má sorte, mas, pelo contrário, de um processo social de delimitação dos limites de uma sociedade
Mas “felicidade”, aqui, não é euforia: é política pública
Se os nomes fossem divulgados, poderíamos identificar quantas dessas pessoas são inocentes e quantas não têm qualquer relação com o crime. Mas, sem isso, elas seguem reduzidas a simples números pela mídia
Neste dia 15 de agosto, às 14 horas, audiência pública virtual discute a violência do regime militar sobre os descendentes de perseguidos políticos. O evento será transmitido pelo canal do YouTube do Conselho Nacional de Direitos Humanos e da Cidadania (CNDH)
Esses corpos, jovem, negro, periférico, dissidente sexual, não foram mortos por acaso. Foram mortos porque estavam vivos e presentes onde o Estado e a sociedade esperam submissão ou silêncio
Política de intervenção militarizada, marcada pela violência e exploração, reflete a continuidade do racismo colonial que permeia a política externa dos Estados Unidos até hoje. Confira no segundo artigo de abertura da série Haiti em foco
A série não é apenas sobre um crime adolescente. É um documento sobre o colapso das relações humanas, sobre a urgência de se promover uma nova cultura de paz, escuta e prevenção em saúde mental