Crises do capitalismo e cidade mercadoria
David Harvey identifica uma crise geográfica-urbana para o sistema capitalista, a partir da imensa especulação com o preço das terras urbanas

David Harvey identifica uma crise geográfica-urbana para o sistema capitalista, a partir da imensa especulação com o preço das terras urbanas
O colonialismo cultural e a injustiça estética são fenômenos abordados na teoria crítica de Augusto Boal (1931-2009). Por colonialismo cultural, Boal designa a opressão que, mesmo após o fim do colonialismo formal, subsiste no âmbito da cultura
As tentativas de um tratado de livre comércio e destes outros itens já estavam na agenda de negociações do setor privado desde o governo de Dilma Rousseff em missões empresariais para os Estados Unidos.
O golpe e a eleição do Bolsonaro são vitórias impactantes e contundentes de uma camada da população que semeia e dissemina o ódio ao PT
Como o Future-se está inserido no bojo da estratégia da ‘guerra cultural’ , é, também, indispensável analisar o PL à luz das versões anteriores, buscando identificar o que permanece como veio profundo, e o que foi abandonado
Pesquisas realizadas em creches apontaram que crianças negras recebiam menos carinho de cuidadoras e educadoras que crianças brancas. A branquitude retira das crianças pretas qualquer perspectiva de cuidado e proteção integral, sobretudo quando esta divide atenção com outras crianças brancas, e em alguns casos, com o cuidado com os animais de estimação.
No final dos anos 60 nos EUA, essa minoria ganha uma especificação e passa a ser chamada de minoria modelo, ou seja, um case de sucesso a ser seguido e replicado no sistema produtivo capitalista. De acordo com essa visão, a população asiática conseguiu ascender social e economicamente devido ao seu próprio esforço e a um conjunto de características, dentre elas, obediência, empenho e produtividade. Esse pensamento poderia ser considerado inofensivo, já que denotaria um preconceito “positivo” em relação a esse grupo, mas, com a comparação com outras minorias, o racismo fica evidente
Enquanto dados básicos de desmatamento e saúde são negligenciados no Brasil, avançam discursos a favor de tecnologias de vigilância para lidar com a pandemia
O tema é velho para quem acompanhou a mesma narrativa emergir por ocasião das manifestações de massa desde 2013 no Brasil. Trata-se exatamente da mesma dicotomia, à parte o tom copiosamente positivo atribuído à pauta em si no caso das manifestações iniciadas nos Estados Unidos e espalhadas pelo mundo sob o mote “Black Lives Matter” (“Vidas Negras Importam”), inexistente quando os mesmos temas foram justamente as pautas das manifestações no Brasil: violência policial, racismo, Amarildo, educação pública
A discussão sobre resistência e redirecionamento da libido pode parecer absurda quando frente ao autoritarismo e ceticismo científico bolsonarista. Mas cientes disso, e entre outras coisas, para resistir é necessário ser Papicha.
O Brasil usa do escapismo para lidar com seu registro cotidiano de destruição de formas de vida. Afinal, não é de hoje que todos os brasileiros e brasileiras sabem dos números gigantescos de homicídios, estupros, sequestros, desaparecimentos e mortes por condições sanitárias medievais.
O afrofuturismo que permeia todo o filme não deixa de ser unilateral ao se fixar na visão norte-americana. Que África é essa cujo futuro está limitado à sua parceria com os Estados Unidos?