Argentina universal
A Argentina exibe uma vocação para a transcendência expressa em heróis como Borges e Maradona, e – o que é muito mais notável – também foi capaz de dar origem a iniciativas coletivas de alcance universal

A Argentina exibe uma vocação para a transcendência expressa em heróis como Borges e Maradona, e – o que é muito mais notável – também foi capaz de dar origem a iniciativas coletivas de alcance universal
A situação das mulheres tornou-se o catalisador da agitação social no Irã. As ruas e o cinema refletem um país onde, como indica o relator das Nações Unidas, são “cidadãs de segunda classe”. O futebol, pela visibilidade de suas estrelas e pela discriminação das mulheres nas arquibancadas, é mais um dos cenários da luta por equidade
Confira reportagem da edição uruguaia do Le Monde Diplomatique sobre as eleições brasileiras
No Chile, o plebiscito de saída, apesar de seu resultado adverso ao processo de mudança, é um novo marco para pôr fim a essa eterna transição que já dura mais de trinta anos. A proposta constitucional, embora tenha sido finalmente rejeitada, constitui em si uma conquista da soberania popular e estabelece um padrão sobre a forma como o povo deve resolver os assuntos que lhe dizem respeito
Mikhail Gorbatchov morreu em 30 de agosto, aos 91 anos, em um ano em que o medo da guerra global retorna. Os obituários viajam pelo mundo. Palavras como estadista, democrata e traidor são intercaladas. Nenhuma das três é inteiramente verdadeira, embora ele tivesse algo de cada uma delas
Em uma imagem invertida do plebiscito que deu início ao processo de reforma constitucional, uma esmagadora maioria expressou seu desacordo com uma proposta específica de nova Carta Magna. Embora se mantenha o consenso em mudar a Constituição de 1980, herdada da ditadura de Augusto Pinochet, a luta pelo como fazer isso já começou
“Precisamos exigir que, no quadro da geopolítica global, os outros países também comecem a decrescer em seus modelos econômicos […] Desse decrescimento depende nosso sucesso em atingir um equilíbrio maior e que os impactos das mudanças climáticas nos afetem menos”, disse a ministra de Minas e Energia da Colômbia, Irene Vélez, na abertura do Congresso Nacional da Mineração. E a fábrica de memes começou a funcionar…
A retumbante derrota sofrida em 4 de setembro no plebiscito sobre a Constituinte chilena nos convida a refletir sobre o motivo desse revés e os cenários que se abrem. A classe política terá a responsabilidade de continuar o processo constitucional aberto em 25 de outubro de 2020 com o plebiscito de entrada e seus significativos 80% de votos a favor de uma nova carta. Não podemos negar a frustração da derrota e também não podemos esquecer as 4.860.093 pessoas que confiaram e acreditaram que outro Chile era possível
Sabemos que no atual modelo privado de água, os conflitos socioambientais continuarão crescendo no Chile, assim como a resistência das comunidades. Por quê? É simples, porque é a vida que está em jogo.
A luta pelas identidades estourou e quebrou a perspectiva da esquerda do século XX. Somente uma “força” de novo tipo pode combinar diferentes vetores sociais em uma sociedade tão desigual como a chilena
As condições que incubaram a derrota no plebiscito foram pré-definidas no momento da eleição constituinte, em 15 e 16 de maio de 2021. Não é de estranhar que, quanto mais corajoso, ambicioso e abrangente o texto fosse, mais demônios ele despertaria
Ainda na noite do plebiscito, as forças que apoiam o governo começaram a procurar as causas do fracasso, um processo de autocrítica que levará tempo