Diplô Online
O legado da COP 30 para os pequenos negócios
Essa conferência do clima confirmou algo que nós sempre defendemos: a Amazônia não é margem, é centro. Ela orienta, inspira e impulsiona novas formas de produzir e de entender a economia
O Brasil pode ser a Suíça de amanhã
Em meio à reorganização geopolítica do século XXI, o Brasil reúne condições materiais e institucionais para ocupar um papel discreto, porém decisivo: tornar-se um espaço confiável para energia, dados e estabilidade em um sistema global cada vez mais fragmentado
‘O Agente Secreto’, Wagner Moura e a disputa narrativa do cinema brasileiro
O Agente Secreto é um filme que não pede licença, não busca exotismo e não negocia densidade
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O professor no país dos muitos “Brasis” e das muitas reformas
Transformar a realidade em um Brasil tão diverso, pode ser algo incômodo
Através das fotografias de Sophie Calle: as palavras não ditas sobre a vivência feminina
Livro Histórias reais revela a arte em dois diferentes formatos
Em livro de estreia, Magnus Ferreira De Melo utiliza a autoficção como ferramenta de novas realidades distópicas
Ferreira de Melo não se engasga no egotrip, cedendo à preocupação de ainda manter um fio de coesão e abranger para além de suas questões internas
Jornalistas comunistas na luta contra a ditadura civil-militar
No Dia Nacional de Luta pela Democratização da Comunicação, refletimos sobre a experiência histórica dos jornalistas do PCB, tema de documentário em produção
Days Gone e a representação anarquista no mundo dos games
Podemos conceber os games, não somente como um produto da indústria cultural (o que realmente são), mas como uma arte interativa que produz narrativas capazes de nos fornecer ferramentas interpretativas que ajudam a entender melhor o mundo em que vivemos. Parece o conto de Alice, no qual a menina precisou ir para um mundo imaginário e fantasioso, que possui regras completamente distintas do mundo real, para poder tirar dali uma lição útil para a vida
Habitação em São Paulo: a truculência dos cortes no auxílio aluguel
Se o orçamento destinado ao auxílio aluguel no município de São Paulo chama atenção, é preciso lembrar que a Secretaria de Habitação utiliza por ano quase o mesmo montante que o Tribunal de Justiça de São Paulo gasta para arcar com o auxílio moradia de menos de 2.500 juízes e procuradores. Caracterizado pelo pagamento mensal de mais de R$4.000, este auxílio moradia ofertado pelo Tribunal se destina a membros do judiciário cujos salários iniciais chegam a 20 salários mínimos.
O esculacho nosso de cada dia
Não há melhor palavra para descrever o que a grande maioria da população vive diariamente que esculacho. É uma palavra que faz parte de nosso vocabulário cotidiano. A palavra tanto significa o espancamento e a surra como, também, um chicoteamento verbal para lembrar a pessoa de sua insignificância. E é assim que vamos andando ou, quem sabe, levando
A universidade contra a barbárie e o obscurantismo
As universidades federais, desde a sua criação, por volta da década de 1950, sempre tiveram um papel fundamental na consolidação de uma cultura democrática entre nós.
O que fazer após a orgia neoliberal?
Da reforma da trabalhista à reforma da previdência, as políticas neoliberais conhecem seu êxtase desviando a atenção do que é fundamental para a esquerda: repensar as formas de organização econômica
Sob o governo dos homens falo
Entrevista com Christian Dunker, psicanalista e professor titular da Universidade de São Paulo (USP).
Conspiração e corrupção: uma hipótese muito provável
Não há como não seguir a trilha da chamada “conspiração”, que culminou com a ruptura institucional e a mudança do governo brasileiro. E nossa hipótese preliminar é que a história desta conspiração começou na primeira década do século XXI, durante o “mandarinato” do vice-presidente americano, Dick Cheney, apesar de que ela tenha adquirido uma outra direção e velocidade a partir da posse de Donald Trump, e da formulação da sua nova “estratégia de segurança nacional”, em dezembro de 2017.
Future-se e o aporte de recursos de empresas
A proposta do governo é que as IFES diminuam seu custo mediante a “captação de recursos próprios” que adviriam de uma “maior interação com o setor empresarial para atividades de inovação”. Essencial para isso seria a “criação de um ecossistema de inovação pujante nas IFES, possibilitando que trabalhem com maior foco em inovação e em parceria com empresas”.
Economia Solidária e a reorganização do governo Bolsonaro: o caminho é a mobilização
Com a extinção do Ministério do Trabalho, a antiga Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) teve suas atribuições enviadas ao Ministério da Cidadania. As competências que têm relação com a economia solidária ficaram restritas à política de assistência social e à de renda, associada ao conceito de cidadania, evidenciando que não é nesse ministério que se define estratégias da política de trabalho e de desenvolvimento do país.
A jurisprudência do erro: a prisão de Lula na suprema corte brasileira
A Suprema Corte ainda resiste em assegurar os direitos fundamentais da presunção de inocência e do próprio devido processo legal ao ex-presidente brasileiro. A jurisdição constitucional, a despeito de todos os princípios constitucionais e criminais, resiste em garantir os direitos e, consequentemente, a liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva, contrariando a Carta Magna e constituindo, assim, uma jurisprudência do erro.
Tirano de fachada: Bolsonaro e a paralaxe zizekiana
Como pode um ditador ser o líder de uma democracia liberal? É evidente que as tecnologias de dominação do século XXI dispensam a necessidade de uma ditadura. Contudo, a aparência ditatorial vem se mostrando muito útil para fortalecer a democracia burguesa. Ela cria o esporro, um absurdo atrativo, enquanto a Câmara dos Deputados aprova os projetos que alavancam a economia liberal que, como um monstro munido de diversos tentáculos, devora o setor público.
Patrimonialismo e estamento burocrático no Brasil
Analisando os dados sobre a estrutura tributária brasileira, o sistema penal e os gastos com a elite política nacional, podem ser observados indícios de que o patrimonialismo e o estamento burocrático ainda fazem parte da realidade brasileira, mesmo após toda a “modernização” decorrida. Nesse contexto, as análises de Raymundo Faoro e de Florestan Fernandes são muito válidas para explicar o Brasil contemporâneo, como afirma Faoro (1979), essa camada que são os “donos do poder” se modifica, renova-se, porém, mesmo com o passar do tempo não representam a nação.
Nada admirável mundo novo
Para 90% dos brasileiros, governa-se “para uns poucos”. O Brasil possui também o mais baixo índice, no subcontinente, de confiança interpessoal – apenas 4% declaravam, em 2018, confiar em seus compatriotas.
A privatização silenciosa do crédito público
Saldo das operações de crédito das instituições financeiras privadas voltou a superar o dos bancos públicos pela primeira vez desde junho de 2013
O que a África pode nos ensinar sobre imperialismo
O imperialismo sobre África não é apenas um jogo geopolítico, mas uma fase natural da expansão capitalista. Assim que o capitalismo se torna altamente desenvolvido dentro de uma determinada fronteira, ele parte para sua próxima fase que, ao tempo de Vladimir Lênin, era a expansão imperialista sobre a África, que virou um local de luta entre os colonizadores.
O interminável ciclo de golpes no Brasil
Os golpes sempre fizeram parte da História do Brasil. Começando em 1889, quando o marechal Deodoro da Fonseca derrubou o imperador Pedro II, até 2016 quando um complô político-militar-judiciário derrubou a presidente Dilma Rousseff e prendeu o ex-presidente Lula.
Democracia em transe
Democracia em Vertigem defronta-nos com fatos que sempre estiveram ali, diante de nós, sem que os tenhamos tomado em questão com suficiente descortino. Essa indiferença foi, aliás, um dos fatores a sancionar o irracionalismo que tomou conta da política brasileira, conduzindo a um momento de radicalismo e polarização.
A colonização do outro
Qualquer imposição de ideias, conceitos, religião e ideologia ao outro se torna fundamentalismo, autoritarismo e colonização. Homogeneidade de conhecimento não combina com aqueles que acreditam na democracia.
Os cortes no Censo 2020: vergonha nacional ganha relevância estatística internacional
Para acompanhar o progresso dos países em relação às metas pactuadas na Agenda 2030, foram estabelecidos 244 indicadores diferentes. Os cortes promovidos no Censo 2020, nesse sentido, são extremamente preocupantes. Principal fonte de dados sobre a realidade social, econômica e urbanística do país, a redução da pesquisa impactará o monitoramento de áreas fundamentais da agenda do desenvolvimento.

