Diplô Online
Os limites da ofensiva Israelense e Estadunidense contra o Irã
A recente escalada militar protagonizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã recoloca o Oriente Médio no centro de uma crise internacional de grandes proporções, marcada não apenas pela intensificação do uso da força, mas por uma perigosa simplificação estratégica
Poder consolidado, dúvida tecnológica e a normalização da impunidade
A blindagem das elites opera em níveis tecnológico, narrativo e psicológico, e que, diante dessa crise de confiança, a resposta não pode ser apenas técnica, mas sobretudo ética, baseada na persistência moral de indivíduos e grupos
A poesia que resiste ao expediente: uma conversa com o poeta Caio Martim sobre o livro “dia útil”
Entre planilhas e versos, obra publicada pela editora Mondru revela a tensão entre trabalho corporativo e criação artística
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O sequestro de Maduro e a permanência do imperialismo na América Latina
A intervenção direta dos Estados Unidos na Venezuela, materializada no sequestro do presidente Nicolás Maduro no início de 2026, não pode ser compreendida como um evento isolado, fruto de um desvio momentâneo ou de uma decisão impulsiva de um governo específico
O palco muda, o silêncio permanece: as mulheres invisíveis da Venezuela
Crise política mostra que a misoginia reduz mulheres poderosas a figurantes, em qualquer ideologia
As festas literárias e a propagação da cultura da leitura
Durante o transcurso de 2025, os eventos literários no Brasil e no exterior contribuíram firmemente no propósito de juntar novos autores e produtores culturais e artistas de prestígio, trazendo ao debate a dialética do poder da inovação da literatura e a riqueza de tantas referências
As cidades bolsonaristas
Uma análise do enraizamento do bolsonarismo em pequenos e médios municípios, mostrando como estruturas de poder local, desigualdade, patriarcado e ressentimento social transformam o voto em adesão faccional e alimentam o extremismo político no interior do país
Além do coronavírus
O teto de gastos, a perda de direitos trabalhistas, o retrocesso na Previdência, os ataques às organizações da sociedade civil, o congelamento do salário mínimo e do Bolsa Família e outras medidas tiveram como denominador comum o travamento da renda e do acesso aos bens de consumo coletivo pelo grosso da população, enquanto se expandia radicalmente o lucro dos bancos e dos grandes aplicadores financeiros. Foi justamente isso o que paralisou a economia.
O coronavírus, a barbárie e a força do Cerrado
Enquanto a comunidade científica discute as origens do coronavírus, no Brasil as práticas que ampliam seus danos permanecem inalteradas.
A luta para colocar comida na mesa durante quarentena
Funcionários esperam ajuda do governo Federal para se manter neste período. Famílias fazem comida para vender e procuram bicos em trabalhos informais. Em algumas casas, o feijão com arroz já está no fim.
Como pagar pela guerra contra o vírus
A volumosa necessidade de recursos financeiros só pode ser satisfeita, nas circunstâncias atuais, pela emissão de moeda e o endividamento líquido do governo central
Saúde versus economia: uma falsa oposição
Bolsonaro age aterrorizando a população com o fantasma do desemprego e a paralisia das atividades econômicas. Mas este é um problema que está presente em todos os países, uns mais outros menos, e que está sendo resolvido com políticas públicas
As falsas premissas de Guedes e Bolsonaro sobre a crise
Bolsonaro e Guedes persistem apegados ao dogmatismo neoliberal e neoclássico, mesmo diante do risco de morte e colapso gerado pela crise do Covid-19
É hora de deixar a imaginação descansar
Se abandonarmos a imaginação, perceberemos que a pandemia do Covid-19 exige o envolvimento de uma diversidade de agentes onde cada um de nós é peça-chave nos esforços para debelar os efeitos do vírus
O urbanismo contemporâneo e a cidade doente
A análise cuidadosa das características físicas dos assentamentos humanos e das condições da população, crucial na formação de uma ideia de higiene pública, foi a matriz do Urbanismo Moderno.
A aporofobia do bolsonarismo
O presidente da República continua se pronunciando para minimizar, ridicularizar e atacar medidas de contenção. Recordemos suas ênfases naquela primeira entrevista televisiva: “Vão morrer alguns pelo vírus? Sim, vão morrer! Vai acontecer? Vai acontecer, lamento! Mas essa histeria prejudica a economia”.
Pensando o bolsolavismo e formas de ação
Na nossa situação, a falta de imaginação resulta em falta de juízo e pode contribuir para dar racionalidade à crueldade. O impeachment é a nossa salvação? Não sabemos. Mas o seu pedido é não apenas legítimo, é politicamente necessário.
As prioridades na pandemia do Covid-19
Vivemos atualmente o desvendamento da extrema caça às rendas públicas: farinha pouca, meu pirão primeiro – mesmo tirando o pirão de quem tem fome.
O coronavírus infecta o óbvio da vida
A narrativa do filme O poço impressiona pela sua atualidade subjetiva, sobretudo pela mensagem assustadoramente verdadeira que nos vincula ao filme: o individualismo ao extremo leva o outro, de quem dependemos, à morte.
Desventura e cegueira
O coronavírus parou o mundo e vem ceifando vidas por todo o planeta. A economia global diminuiu consideravelmente seu ritmo e os Estados se depararam com uma excepcionalidade que não estava nos planos de governo de nenhum dos governantes atuais
Bolsonaro e a estratégia do caos
O método e o objetivo das ações de Bolsonaro só podem ser entendidos sob a ótica do caos
E se Bolsonaro desejar o caos que a epidemia promete?
Bolsonaro não está interessado em solucionar a questão da pandemia. Pelo contrário, em pronunciamento polêmico na noite do dia 24 de março, o presidente reiterou seu posicionamento contra a política de distanciamento social, que é consenso não apenas internacional, mas também dentro do país, como refletido nas ações de governadores, prefeitos e de seu próprio ministro da saúde.
Simulações indicam que confinamento deve ser máximo
Simulador de longo prazo prevê novos surtos da pandemia. Ferramenta está disponível online e pode ser usada livremente por quem quiser
Crise e reforma
A verdade é que, em maior ou menor grau, democracias contemporâneas se disciplinaram às chantagens do fundamentalismo de mercado (a expressão se popularizou com o sociólogo americano Fred Block). O senso comum econômico – repetido a cada notícia de jornal, incorporado a cada decisão jurídica, normalizado em cada conversa informal – tem cumprido o papel de estabelecer os vínculos entre reformas e políticas liberais e bom desempenho econômico.
Não aceitar o inaceitável
O presidente pede que retornemos às ruas. Numa democracia crítica, elegemos governantes, mas não somos passivos a ele. Devemos interrogar a política com nosso poder de juízo, nossa capacidade de pensar. A diferença de opiniões é cívica e deve alastrar-se como um vírus, deve ser contagiosa, pois as pessoas têm o direito à vida frente aqueles que defendem o intolerável. Não atender ao pedido do presidente é uma declaração de humanidade.

