Diplô Online
Um balanço das ações afirmativas raciais em concursos públicos em 2025
O debate sobre ações afirmativas raciais no Brasil permanece no centro das disputas políticas, jurídicas e institucionais que atravessam a democracia brasileira. Longe de se tratar de uma política pacificada, as cotas raciais seguem sendo alvo de tentativas sistemáticas de esvaziamento, reinterpretação restritiva e ataque frontal, mesmo diante de seu reconhecimento constitucional e de evidências consolidadas sobre sua importância na redução das desigualdades raciais
Reconstruir entre ruínas: o traço sob ataque
Cidades destruídas pela guerra colocam em xeque não apenas a capacidade técnica da arquitetura e do urbanismo, mas também seus fundamentos éticos, políticos e sociais. Diante da devastação, projetar deixa de ser um exercício abstrato e passa a lidar diretamente com perda, memória e sobrevivência coletiva
A escola-igreja
A teocratização da sociedade brasileira é um projeto político organizado e em curso, no qual a escola neoliberal desempenha papel central ao promover a pedagogização cristã e a conformação subjetiva. Práticas religiosas apresentadas como neutras ou formativas não são desvios, mas instrumentos de uma racionalidade que articula fé, gestão e governo para sustentar a superexploração capitalista
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O avanço do negacionismo e a nova dependência geopolítica
O ensaio analisa as eleições legislativas argentinas de 2025, que consolidaram o poder de Javier Milei e revelaram a crescente influência dos Estados Unidos sobre a política e a economia do país. Discute-se o avanço do negacionismo histórico e o enfraquecimento da memória democrática diante da aliança ultraliberal com Washington. A Argentina surge em uma encruzilhada entre dependência externa, erosão institucional e promessas de modernização tecnológica subordinada
Sobre doenças, magia e políticas do encanto
A cultura de direita produz “máquinas mitológicas” como dispositivos narrativos combinando fatos e ficções politicamente capitalizáveis
O debate sobre Armas autônomas letais e sua discussão na ONU
O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre
Fortalecendo a intersetorialidade em tempos de emergência climática na luta contra as iniquidades em saúde
Mudanças climáticas, perda de biodiversidade, degradação ambiental, pandemias, resistência aos antimicrobianos, riscos na segurança dos alimentos e insegurança alimentar são faces da mesma crise sistêmica global, profundamente interconectadas com o modelo econômico capitalista dominante. A implementação de estratégias baseadas na abordagem Uma Só Saúde torna-se essencial para enfrentar os desafios contemporâneos de forma mais efetiva, promovendo uma visão sistêmica que integra as dimensões da saúde humana, animal, vegetal e ambiental
Gestão democrática em tempos de terrorismo na política educacional
Essa nova política do MEC, que beira a um terrorismo de Estado e se caracteriza pela precarização do ensino público, com cortes e ataques a alunos e professores, abre espaço para que as instituições privadas e militares de ensino ganhem cada vez mais espaço. O que se quer é transformar essas premissas não numa “expressão e (…) o caminho de realização democrática”, mas sim num mero slogan atrelado a um passado que se deseja esquecer.
A arte contra a opressão
O atual governo de Bolsonaro não faz questão de esconder seu desprezo – ou será medo? – em relação à produção artística brasileira.
Por que obedecemos?
Sobre o episódio do recolhimento de apostilas escolares em São Paulo, restou a seguinte pergunta: por que milhares de professores e diretores de escola simplesmente cumpriram uma ordem absurda e ilegal?
Alternativa chilena como modelo na regulação no preço dos combustíveis
De acordo com a OCDE, o Chile importa 69% de seu uso interno de combustíveis fósseis, sendo, portanto, consideravelmente vulnerável à volatilidade do preço internacional do petróleo. Buscando atenuar os efeitos das variações dos preços ao consumidor final, o país acumula desde 1990 uma série de experiências com algum sucesso
50 anos do boicote à Bienal de Arte de São Paulo
Se hoje dizem que a memória da ditadura civil-militar brasileira ainda está em processo de revelação, o trabalho de artistas é uma das fontes primordiais de informação sobre uma época de vestígios apagados. Para além da romantização da profissão, artistas têm uma responsabilidade social para com seu tempo e seu espaço. Na conjuntura atual, é preciso que haja arte para fortalecimento da resistência e para produção de evidências que um dia serão elucidativas da história. E é por isso que as artes são atacadas. É perigosa demais. É revolucionária demais. É necessária demais.
Bacurau e Pacarrete: (o interior do) Nordeste é uma ficção
Nordestinos do cinema ganharam notoriedade em Cannes e no Festival de Gramado, com os filmes Bacurau e Pacarrete. Os dois longas enaltecem a identidade nordestina, mesmo com temáticas diferentes. Bacurau, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vencedor do prêmio do júri em Cannes, é uma narrativa catártica, principalmente para quem veio dos sertões. Das semelhanças estéticas com Cangaço e até os Tapuias, índios que recusaram a colonização, Bacurau resgata a ancestralidade sertaneja, enquanto retrata os arquétipos da política.
A estética mórbida do Bolsonarismo e o espírito neoliberal
A superexposição do presidente em roupas hospitalares, com fios e tubos entrando em sua boca ou pelo nariz, pode denotar uma estratégia de vitimização. Contudo, este artigo propõe lançar luz sobre um aspecto menos evidente dessa sua forma de aparição pública. Uma pequena intuição me sugere que a estética mórbida de Bolsonaro encontra uma ressonância na ideologia destrutiva do neoliberalismo.
Amazônia e soberania nacional
A proteção de bens públicos requer uma soberania responsável. Até agora a abordagem mais utilizada são as negociações internacionais, como o Acordo de Paris ou o Protocolo de Quioto. Há também muitos exemplos de mecanismos pró-mercado que recompensam as reduções em emissões de efeito estufa e esforços em reflorestamento.
Quais regiões são socialmente eficientes no Brasil?
Um recente estudo avaliou a eficiência das regiões em transformar o Produto Interno Bruto (PIB) e os gastos públicos em cinco dimensões do desenvolvimento humano (educação, saúde, emprego, condições de moradia e instituições).
Orçamento ou estamento (de classe)?
Segundo o IBGE, havia, até 2018, 8 milhões de imóveis desocupados no Brasil e 7 milhões de famílias (no padrão, com 4 pessoas por família, são 28 milhões de pessoas) que sofrem do que, eufemisticamente chamamos de “déficit habitacional”.
Quem são elas: o perfil das mulheres que abortam no Brasil
Ainda encarado como uma questão moral, a criminalização do aborto impõe medo e solidão para as brasileiras que decidem interromper a gravidez
Função política da imaginação e a universidade pública
A imaginação tem uma função política porque ela nos permite a orientação entre passado e futuro, entre o próximo e o distante. A imaginação tem isto de especial, ela é livre, e portanto não está sujeita, de modo impositivo, às regras do bom senso, e nem mesmo, talvez, às regras da lógica.
Dissidência das Farc volta às armas
Grupo minoritário das FARC alega descumprimento em pontos do acordo enquanto governo reage apostando na violência e repressão.
O autoritarismo de quem fala mais alto
Quem faz as regras nesta sociedade está disposto a respeitá-las? Ou na política tudo é possível e aceitamos o autoritarismo de quem fala mais alto, se refugia na rede social e culpabiliza seus fantasmas ideológicos pelo fracasso.
Evento internacional irá refletir sobre Democracia
Seminário Internacional Democracia em colapso?, que acontece em outubro no Sesc Pinheiros, recupera origens e perspectivas do conceito e conta com convidadas internacionais como Angela Davis, Silvia Federici, Patricia Hill Collins e Michael Löwy
O fim das deduções de saúde no IR pode ser um tiro no pé
Recentemente, o governo vem avaliando a possibilidade de acabar (ou mais recentemente impor teto) com as deduções de saúde. Isto porque, de acordo com o que foi veiculado na imprensa, beneficia apenas a classe média e seria uma fonte de desigualdades.
Desmistificando a reforma da Previdência
Os maiores problemas da Previdência brasileira estão longe de ser as idades mínimas para a aposentadoria. Nota-se que o governo não cobra adequadamente os devedores da Previdência. Empresas privadas e públicas devem mais de 450 bilhões de reais à Previdência. Entre os 50 maiores devedores, 12 são públicos.
Suicídio e a raridade da escuta
As campanhas de prevenção frequentemente evocam a fala: “falar é a melhor solução”. Mas há realmente espaços para a escuta? E se há, como são esses espaços? Além disso, se falar é uma estratégia viável de prevenção por que a ênfase nesse aspecto parece ocorrer apenas no mês de setembro?
Desafios quilombolas na luta pela titulação dos territórios
Julgamento do Quilombo Paiol de Telha (PR) espelha desafios nacionais

