Diplô Online
O legado histórico e a contemporaneidade da revista Niger
Somos uma sociedade racista histórica e contemporânea, que precisa superar essa sua condição social basilar para se tornar uma nação de fato!
Biodiversidade na cozinha para enfrentar a crise climática
O problema não está no arroz com feijão – uma combinação fundamental para a cultura e a nutrição brasileiras – mas no fato de que, entre a enorme diversidade de espécies e variedades existentes, apenas um pequeno conjunto realmente chega à mesa da população
Sudão e Gaza: ecos de um mesmo império
O padrão é o mesmo: fragmentar, explorar, dominar – e, por fim, deixar que as populações se destruam enquanto se lucra com os escombros
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É preciso permanecer humano em meio à desumanização do mundo
Diante de tudo, uma pergunta se impõe com urgência: como continuar humano em meio à desumanização do mundo?
Modernidades e transnacionalidades raciais de Du Bois à Baldwin (por Raoul Peck)
Documentário Eu não sou seu negro trás reflexões sobre a supremacia branca que estrutura silenciosamente o mundo moderno.
O que esperar da política externa nas Eleições de 2026?
A disputa em 2026 colocará a frente dois tipos de projeto para as relações exteriores do país: um autônomo e outro dependente dos EUA
Golpe militar ou revolução?
Este aniversário de dois anos da AES é um momento para elogiar sua coragem e visão
Rio 2065, uma distopia não muito distante
No mundo todo, há um recrudescimento do conservadorismo e, o que é assustador, do fascismo. Contudo no Brasil e, especialmente no Rio de Janeiro, a situação é ainda mais grave. Porque os políticos atualmente no poder estão associados às forças armadas, à igreja evangélica, às milícias e ao crime organizado.
Adoniran e o não-lugar de fala
Adoniran evoca a troca de papéis. O signo do deslocamento está em tudo, em sua vida, na falsificação da certidão de nascimento para trabalhar mais cedo; na diversidade de ocupações que exerceu: serralheiro, garçom, pintor, ator, vendedor na 25 de março… Atravessa o samba, ajudando a explicar os erros propositais de português
É a Ciência e Tecnologia, estúpido
O Brasil pode apresentar uma taxa de crescimento econômico nos próximos anos e também intensificar uma recuperação cíclica com as medidas liberais. Entretanto, se almeja alcançar o desenvolvimento de longo prazo, a Ciência e Tecnologia parece ser a chave.
Perguntas sem repostas: a guerra no Iraque e a possível guerra na Venezuela
Até hoje não se comprovou os motivos divulgados para justificar a guerra no Iraque. Isto é, não existia armas de destruição em massa, nem ligação com a Al-Qaeda.
Nicarágua: o autoritarismo escancarado
Diante do dilema que frequentemente é invocado para defender Ortega, de que mais valeria suportar certos abusos do governo em nome da defesa da revolução e de uma resistência ao imperialismo yankee, a imagem de uma Nicarágua calada, encarcerada, velando seus mortos e vazia, de onde seus cidadãos precisam fugir para poder viver, fala por si só.
Quem quer ser herói?
Nos últimos tempos os déspotas esclarecidos do judiciário brasileiro demonstraram uma fogueira de vaidades sem limites. Moro galgou os passos para um processo de patrimonialização do seu nome e uma heroificação de sua figura pública
Quão obscurantista é o emplasto filosófico de Olavo de Carvalho?
Na aula sobre o texto “O que é a Ilustração” são tantos os absurdos ditos por Olavo de Carvalho sobre Kant, que chega a ser difícil comentar. Seu objetivo: atacar a democracia, a liberdade e a diversidade.
O velho Atlântico e o novo ouro negro
Há uma tendência global de que o mercado petrolífero passe a priorizar a prospecção e a produção em regiões mais distantes das costas e em profundidades maiores
Venezuela na encruzilhada
Sem dúvida, a queda do preço do petróleo causou uma perda de receitas para o Estado venezuelano, mas apenas isso não explica a crise que o país enfrenta
As cores do ódio
Há os ódios multicoloridos. Exibidos em várias cores, são reformulados periodicamente com o fim específico de alcançar grupos minorias como de homossexuais, religiosos, índios, pobres, negros, guetos periféricos e até grupos intelectuais
O inesgotável febeapá do governo Bolsonaro
Com menos de um mês de governo, a equipe de Jair Bolsonaro já conta com um bom capital de frases a situações que engrossam o novo Febeapá
Quem tem medo dos coletes amarelos?
Pode soar arriscado, até inconsequente, confiar no povo. Frente à profunda crise do capitalismo e de sua gestão liberal democrática, quando disputas elementares sobre a fonte e o controle do poder estão na ordem do dia, a defesa dos direitos civis não deve se apoiar em uma clivagem moral, em que o povo, via de regra, representa a ameaça
Um governo escargot para uma esquerda caviar
A burguesia de hoje não tem medo dessa esquerda. Uma esquerda que se alia a ela para chegar ao poder, como fez o PT, em 2002.
O governo Bolsonaro e o anticonstitucionalismo contra os povos indígenas
O governo Bolsonaro, subserviente aos interesses do capital nacional e internacional, organiza sua base para tentar tornar ‘letra morta’ os direitos indígenas. Em paralelo, a facilitação do acesso e posse de armas de fogo por parte de fazendeiros tem a capacidade de provocar um verdadeiro desastre com a volta da prática de genocídios contra os povos originários
A Extinção do Consea Nacional e seu impacto nos conselhos estaduais e municipais
A conjuntura atual prospecta cenários difíceis em termos políticos, econômicos, sociais e ambientais, o que pode vir a afetar direitos básicos. Em 2018, os representantes dos estados e municípios relatavam que a fome e a pobreza voltaram a afetar as famílias brasileiras; alguns dados preliminares oficiais já apontam para o retorno do Brasil ao Mapa da Fome.
A violência do Estado brasileiro
A quem interessa manter a insuficiência, a ineficiência, a ineficácia ou até a eliminação das políticas públicas em áreas como saúde, educação, cultura, segurança, mobilidade urbana, infraestrutura, saneamento básico? Se um governo não está disponível para aprimorar e assegurar políticas que visem melhorias da vida de seus cidadãos, a quem ele serve?
A torturante função da educação na década de 1970
Os anos 1970 demarcaram a consolidação de uma geração educada no vazio político, com um silêncio ensurdecedor e gritos contestáveis nos porões da ditadura. Confira aqui a continuação deste artigo
A fibra do diabo
Engenheira civil e de segurança no trabalho Fernanda Giannasi explica em entrevista por que o amianto ainda é produzido e comercializado no Brasil
A cilada da violência
O discurso do simples endurecimento da política de segurança por si mesmo, ao invés de solucionar a crise, a agravará ainda mais
Retardocracia
Será que libertar o país das amarras de um socialismo que nunca existiu por aqui e combater o politicamente correto (entenda-se permitir toda forma de brutalidade moral, verbal e física) vai resolver nossos problemas e fazer com que nosso povo viva melhor?

