Diplô Online
“Escrever aos 40+ é um ato político”, afirma Ana Paula Couto, em entrevista exclusiva
Autora fala sobre maturidade, desejo feminino e o protagonismo das mulheres 40+ na literatura
Verticalização, ideologia e privilégios
Transformar e preservar na metrópole são métricas mais ideológicas do que técnicas e científicas, se valendo de quem tem mais poder e influência sobre as decisões políticas do território. Em meio a uma espécie de gritaria em uma sala branca, cenário perturbador e quase distópico, uma coisa é clara: somos manipulados por gente branca, rica e privilegiada, que ora está no mercado, ora na academia, ora no poder público
A fé, o trabalho e a escala 6×1: o paradoxo evangélico no Brasil
No Brasil contemporâneo, parte do discurso evangélico sobre trabalho parece ecoar imaginário. O esforço constante, a produtividade e a disciplina aparecem como virtudes, enquanto o descanso excessivo pode ser percebido como risco moral
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DI: delírio e intolerância
A retórica religiosa, como símbolo, é utilizada para escamotear conflitos que, em sua essência, continuam sendo disputas por poder econômico, político e cultural. O maior trunfo de Mamdani é ter conseguido ganhar a eleição de Nova York furando o império da grande mídia e do “dindim”. E as investidas de Trump têm por objetivo nos lembrar que, por enquanto, a América Latina ainda é o seu quintal
Jacques Fux: ‘Vejo que a literatura nasce da memória familiar, mas alcança um campo universal’
Em entrevista, autor fala sobre obras recém-publicadas, inteligência artificial e psicanálise
Nem cristão, nem judeu: quando Roma criou o aniversário de Jesus
Desde que Roma criou um aniversário para Jesus, a comemoração se espalhou pelos continentes, assumindo formas distintas, ora preservando elementos das culturas locais, ora simbolizando processos de sincretismo, a mistura entre tradições religiosas, rituais e imaginários distintos
“Fora Bolsonaro”: por que isso é urgente?
Agora com a pandemia do coronavírus, a desestruturação do Estado e dos serviços públicos, comandada por Paulo Guedes, assim como o comportamento irresponsável, errático e alucinado de Bolsonaro, adentrando o campo da insanidade mental, colocam em risco a vida de milhares de brasileiros
É hora de comemorar, presidente?
É impressionante a irresponsabilidade daquele que ocupa a chefia da nação e que deveria nos conduzir com sobriedade nesse momento tão difícil
É hora de abandonar o vírus do liberalismo econômico
A pandemia do coronavírus expõe as fraquezas e as vísceras do liberalismo econômico que é incapaz de propor políticas públicas que salve vidas. Ao contrário, defende a aplicação de um individualismo autodestrutivo, que arruína o coletivo, do qual o próprio indivíduo faz parte.
Coronavírus e os contratos
A possibilidade de revisão e rescisão dos contratos diante de eventos extraordinários deve ser lembrada nesses dias atuais em que a população ficará em isolamento.
É hora de sair
Bolsonaro cruzou o Rubicão da falta de bom senso, do desprezo e da falta de dignidade para com o cargo
Pandemias e crises: do feudalismo à sociedade capitalista atual
Sociedades só colapsam com epidemias, como o Covid-19, quando já estão muito doentes.
Emendas à Constituição Russa
As emendas à Constituição da Federação da Rússia foram anunciadas em 15 de janeiro, durante a proclamação anual do presidente Vladimir Putin à Assembleia Federal Russa. Nesse mesmo dia, o presidente emitiu um decreto para a criação de um grupo de trabalho, incluindo parlamentares, representantes da academia, da cultura e da sociedade, para desenhar propostas para a Constituição.
Aproveitando a crise para intensificar a concentração de riquezas
Diante desse cenário de “crise permanente”, utilizada como ferramenta retórica para “fundamentar” a “urgência” de “reformas salvadoras” que na prática cuidam mesmo é do avanço dos interesses do poder econômico, hoje centrados na especulação rentista e na euforia do lucro rápido do capital, essa era neoliberal Michel Temer-Jair Bolsonaro tem aprovado, chamando de “reformas”, o que na prática tem sido nítidas DEformas ou mesmo demolições. Mudanças que representam perdas e retrocessos, sempre apresentados ao povo com simbologia imaginária de “modernização”, “salvação”, “responsabilidade” e “seriedade”.
A favela nos tempos do coronavírus
Até o momento as notícias que nos chegam são relacionadas principalmente à pandemia dos ricos. Mas como esse cenário de catástrofe global irá se desenrolar entre os 12 milhões de brasileiros que moram em favelas?
O design inteligente do mercado
Somente mistura de fé e oportunismo parece explicar aposta redobrada na atual política econômica
COVID -19 – um vírus que perfura a retórica política
O historiador americano David Landes já havia apontado em sua obra “A riqueza e a pobreza das nações: por que algumas são tão ricas e outras tão pobres” (1998) que o aumento considerável da expectativa de vida nos dias de hoje se deve mais às conquistas na área preventiva e à disseminação dos hábitos de higiene do que a melhores remédios.
As ideias continuam fora do lugar
O discurso está certamente fora do lugar. O Brasil, desde Fernando Collor, mas principalmente com Fernando Henrique Cardoso, desregulou relações de trabalho, abriu-se ao comércio exterior, vendeu estatais, etc. O “necessário” ajuste prometia modernizar a economia, provocando crescimento e melhores condições de vida para a população. Não se viu a realização da promessa até 2003. Nos anos seguintes, o melhor momento produtivo veio, mas em um governo muito criticado pelos neoliberais. Hoje, com o Brasil novamente sob a tutela neoliberal, a última PNAD Contínua (31/01/2020) apresentou números pouco alvissareiros à maioria dos brasileiros. Por exemplo, a média de pessoas desocupadas saltou de 7,0 milhões, em 2014, para 12,6 milhões, em 2019.
Dependência, superexploração e neoconservadorismo na América Latina
Os dados da economia nos dão a dimensão da intensificação de nosso processo de desenvolvimento dependente ancorado na superexploração da força de trabalho, por um lado, e, no desdobramento explícito, do que em tempos de expansão econômica é ocultado: o neoconservadorismo. Criminalização, matança e estereotipação sobre territórios e sujeitos criminosos, como substâncias do capital no auge da intensificação das mazelas sociais.
Marx e Engels: uma lição de retórica política para a esquerda
É de suma importância apreender a composição retórica dos argumentos usados por Karl Marx e Friedrich Engels para a construção de um discurso acessível às classes operárias de sua época. Essa observação serve de lição para as esquerdas atuais que almejam alcançar os trabalhadores.
Geopolítica e corporativismo: um capitão entre generais
Os mares e rios que orbitam o perímetro amazônico tem sido objeto de disputas cada vez mais intensas por recursos naturais estratégicos. A costa da Guiana, entre a Venezuela e o Suriname, e a costa do Brasil, entre o Amapá e a Foz do Amazonas, tornaram-se regiões de interesse estratégico para os EUA. Se, na última década, a descoberta do pré-sal na chamada Amazônia Azul estimulou a reabilitação da IV Frota Naval dos EUA, na década atual, as novas fronteiras de exploração na Amazônia Caribenha explica uma parte das tensões entre os governos Trump e Maduro e lança luz sobre alguns dos motivos do alinhamento automático entre os governos Trump e Bolsonaro.
“Artista não precisa baixar o nível para falar com a quebrada”, diz Rincon Sapiência
Aos 34 anos, rapper analisou sua carreira, revelou influências musicais e comentou sobre o que espera do futuro
Frente ao colapso, uma tentação perigosa
A esperança depositada nos investidores internacionais também enfraqueceu com a notícia de que, em 2019, o Brasil simplesmente desapareceu do Índice Global de Confiança para Investimento Estrangeiro, da consultoria americana Kearney, que indica os 25 países mais atraentes para os investidores internacionais. O mesmo índice em que o Brasil ocupava a 3a posição nos anos de 2012 e 2013, tendo caído para o 25º em 2018, e do qual foi simplesmente eliminado na hora das grandes reformas ultraliberais de Paulo Guedes, que supostamente iriam atrair os grandes investidores internacionais.
Terraplanismo, crise da ciência e pós-modernismo
O que a filosofia tem a nos dizer sobre os dilemas que vivemos hoje
Negar a ciência: uma forma de expandir de si mesmo
Os conflitos dos terraplanistas com o conhecimento científico secular sobre a Terra e com a NASA, em específico, também podem dizer bastante sobre o nosso tempo – em que tanto a ciência quanto os aparatos estatais passaram a ser vistos, para grupos significativos das populações mundiais, como instituições ambíguas, cujas práticas são duvidosas e relações são interessadas, diante das quais as posturas possíveis vão desde uma desconfiança inicial até a recusa radical.

