Diplô Online
Segurança econômica e poder imperial sob Trump 2.0
Do Golden Dome ao controle das cadeias produtivas estratégicas
“Para que eu não esqueça”
Aqueles de nós que estavam lá, especialmente aqueles que vivem nas regiões que sofreram aquele ataque, não apenas sofremos materialmente, mas também sofremos um profundo impacto psicológico, emocional e moral
Como navegar entre a ignorância humana e a potência do novo ciclo?
Uma bússola para não se perder em tempos de polarização e excesso de estímulos
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
“Rejeito”, um filme sobre o que não é noticiado
Diretor do filme Rejeito escreve sobre a obra que retrata as consequências da mineração e analisa as contradições da transição energética: “o mesmo setor que, em apenas dez anos, empilhou alguns dos piores desastres socioambientais da história mundial, como Mariana e Brumadinho, tenta se reposicionar como aquele que vai salvar o planeta”
E o que os afetos têm a ver com a política?
Esses afetos, ao mesmo tempo individuais e coletivos, produzem formas de pensar e de se relacionar com o mundo que escapam à ideia de uma identidade política tradicional regida por ideias e projetos. É por isso que a extrema direita consegue mobilizá-los com tanta eficácia, especialmente através das fake news
As Graças da desigualdade
Desigualdade é como a bala mais popular do mercado, não sai da boca de ninguém. Afinal, vale mais o espetáculo da família Roitman do que o protagonismo negro na teledramaturgia. A distopia contemporânea está no sadismo adormecido diante do espetáculo da desigualdade. Não há taxação de grandes fortunas que seja aprovada em um país apaixonado pelas elites escravocratas e que flerta com a pena de morte
O futuro do dinheiro digital é público, não especulativo
Artigo baseado em Blockchain Without the Crypto Hype, originalmente publicado no The Disobedient Model
A Amazônia e o óleo que inflama o fogo
O crescente interesse global sobre a Amazônia não pode ser visto apenas como manifestação da comunidade internacional em favor da preservação do meio ambiente. As recentes declarações do presidente francês Emmanuel Macron alertando para as queimadas como um problema internacional devem ser observados em conjunto com os interesses petroeconômicos da francesa Total.
Amazônia e uma pós-verdade inconveniente
A pós-verdade soa como um eufemismo inconveniente, uma vez que este, por definição, cumpre a função de suavizar uma expressão ou evento de carga negativa. As imagens de satélites da Nasa e as nuvens de fumaça que cobrem os céus de boa parte do país, porém, dispensam figuras de linguagem contraproducentes. O cenário caótico, mais do que nunca, justifica alarmismos e sobressaltos, exigindo ações rápidas para conter as chamas que se espalharam da democracia brasileira para a floresta amazônica.
O “necroambiente” brasileiro e a política da devastação
A extração e utilização dos recursos naturais sem qualquer fiscalização por parte dos órgãos ambientais, a longo prazo, pode representar severos problemas no desenvolvimento do país, em especial, se persistir a tendência do atual governo em flexibilizar a proteção do meio ambiente a pretexto de progredir economicamente o país.
Herzer queria que as pessoas fossem mais humanas
Entrevista com Eduardo Suplicy: a história de Anderson Herzer
A pejotização como via para a terceirização de indivíduos
A pejotização “inova” nas relações laborais, ao estabelecer uma via contratual híbrida, dotada de aspectos jurídicos relativos a empregados, terceirizados, autônomos e empreendedores em um único sujeito: o trabalhador-empresa. Assim, a terceirização, que seria de processos, encontra uma controversa brecha que permite sua operacionalização direta sobre o trabalhador, estabelecendo a “terceirização individual”, elemento até então estranho às relações trabalhistas.
Liberdade como fundamento, igualdade como tática, fraternidade como estratégia
Hoje, qualquer um é produtor de conteúdo; do conteúdo que desejar e não precisa se basear em fatos, basta ter, como dizem, uma opinião. O “opinismo” é a tônica e é tanto mais forte, quanto mais poder a pessoa que dele lança mão, tiver. Mas afinal, quem irá pendurar o guizo da verdade fundamentada, no gato poderoso que se acha a reencarnação de Deus, na terra? Nelson Rodrigues dizia, com propriedade, que poucas coisas são mais perigosas do que um idiota com iniciativa e poder. Tristes tempos, estes! Tristes e perigosos.
As disputas monetárias internacionais e a posição do Brasil
A descoberta do pré-sal redesenhou o Brasil na geopolítica mundial do petróleo que, sob o resguardo da legislação de 2010, potencializava a atuação da política externa brasileira, voltada, desde 2003, a uma inserção mais autônoma, com base no multilateralismo e no eixo sul-sul. Combinado a isso, em 2014, a VI Cúpula dos BRICS ocorreu em Fortaleza, onde se anunciou tanto a assinatura do acordo constitutivo do Novo Banco de Desenvolvimento quanto a assinatura do tratado para o estabelecimento do Arranjo Contingente de Reservas.
Do reconhecimento à superação da fome
Talvez por conta dos efeitos devastadores ou das fortíssimas imagens que produz, a inanição segue servindo para que que se encubra o drama da fome parcial. No entanto, isso não é suficiente para explicar a tão duradoura ocultação do fenômeno. É necessário reconhecer que há uma utilização, no mínimo, ambígua dos conceitos de insegurança alimentar, subnutrição e fome, o que não apenas prejudica a compreensão da realidade, como também difunde falsos consensos habilmente utilizados para justificar a manutenção de relações econômicas e sociais responsáveis pela fome.
O risco à inovação e o descaso com a vida
A decisão de Bolsonaro de suspender as PDP atinge dezenove laboratórios brasileiros, dos quais sete são públicos. A Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), atingida pela medida do governo, fornece ao MS vacinas 30% mais baratas do que o preço de mercado, proporcionando ao Sistema Único de Saúde (SUS) economia anual de R$ 300 milhões. No que respeita a medicamentos, os laboratórios públicos fornecem ao SUS um valor superior a R$ 1,8 bilhões.
Discriminação de motoristas de aplicativos e o direito à cidade
Enquanto não forem responsabilizados pelo estado e tomarem atitudes mais incisivas sobre o assunto, os aplicativos estarão negando e até mesmo violando o direito à cidade de pessoas negras, LGBTQIs, periféricas, de favelas.
O fim da eleição e a continuidade das tensões na Guatemala
A vitória de Alejandro Giamattei sobre Sandra Torres nem de perto significa trégua aos impasses do país centro-americano
A mestiçagem a partir de Portinari
Se hoje a arte contemporânea pauta constantemente o debate pós-colonial, no passado não era assim: por isso a tela de Portinari é especial. Apesar de, neste caso, temos a repetição comum de um autor branco se debruçando sobre o tema da mestiçagem, a abordagem de Portinari evidencia a consciência de classe do pós-abolição. O mestiço não ilustra apenas um brasileiro nato numa nação construída a partir da mistura violenta de raças. A obra evidencia também a cor da classe trabalhadora do Brasil.
A institucionalização das desigualdades e o populismo xenofóbico
O alvo costumeiro para o sucesso eleitoral são os imigrantes, que supostamente roubariam os postos de trabalho da população nativa e alavancariam a criminalidade. Como consequência, ainda atraídos pela esperança de melhores condições de vida, os fluxos migratórios que partem da periferia em direção ao centro capitalista vêm sendo, com cada vez maior intensidade, repelidos por discursos de ódio e de xenofobia, atos de violência e barreiras físicas.
Para pensar com Hannah Arendt
O esforço reiterado e antigo por justificar publicamente a tortura e a execução arbitrária, dentro de uma ordem constitucional que as interdita, a recusa da humanidade no diferente, a promoção pública do abjeto, as práticas espontâneas e estratégicas para tornar indistintos autoridade e autoritarismo, convidaram-me a pensar com Hannah Arendt. Estendo, então, o convite ao leitor, sabendo que não estaremos sós nem a sós em sua companhia. Arendt tem sido, afinal, referência constante em mídias sociais e artigos de opinião.
Invisíveis no Bel Paese: o drama dos apátridas da Itália
Segundo estimativas da ONU, atualmente há 12 milhões de apátridas no mundo, sendo que 600 mil somente na Europa. Na Itália, estima-se que há entre 3 mil e 15 mil pessoas que são ou que correm risco de se tornarem apátridas, segundo dados divulgados pelo Conselho Italiano para Refugiados (CIR). A maioria é de origem rom, da ex-Iugoslávia. É importante pontuar que os números variam consideravelmente por causa da invisibilidade social que muitos rom apátridas sofrem no país, sem documentação e vivendo marginalizados em campos inacessíveis fora dos grandes centros.
Poder econômico e corrupção para além da Operação Lava Jato
A existência de uma cultura política fraca e de instituições políticas pouco sólidas, criando um clima muito favorável para a desqualificação e a criminalização da política em geral e para a construção de uma opinião pública muito suscetível ao moralismo e desejosa menos de justiça e mais de justiçamentos e linchamentos.
Tecnologia a favor dos migrantes
Aplicativos desenvolvidos sem a colaboração dos próprios migrantes, que coletam dados individuais de usuários e/ou não garantem a segurança desses dados podem pôr em risco populações que são vulneráveis não apenas a ataques xenofóbicos, como a mudanças políticas. Os migrantes temem que seus nomes sejam usados contra eles caso haja uma mudança radical na política migratória do país de destino.
O homem bestial
O ensaio provocativo de Sérgio Buarque põe o dedo na ferida ao expor o dilema. Neste sentido, o “raízes” do título pode dar margem a equívocos. Não é obra de história, mas que sobre a história se debruça, de maneira elíptica e sintética, para apontar algumas tensões da sociedade brasileira na sua difícil tarefa de construção da nação. Por isso, ele a escreve sem formalismos, como quem pensa em voz alta.
Free the diet! Liberem a dieta!
A super produção de grãos mantém parcerias com a indústria de alimentos e com a pesquisa em Nutrição e, além de expulsar os remanescentes agricultores do meio rural, continua impulsionando o desenvolvimento de technofoods como o extrato e a proteína texturizada de soja (nostalgicamente chamados de leite e carne de soja) ou de alimentos industrializados livres de lactose e glúten, eficientes substitutos dos atuais foco de crucificação dietética: o leite e o trigo.
“Future-se” indica a refuncionalização das universidades e institutos federais
O PL trata temas de imensa importância de modo não sistemático, improvisado, desconexo, superficial, em síntese, de modo rudimentar

