Diplô Online
As eleições de 2026 e os possíveis impactos para a docência no Brasil
A intensificação das disputas políticas e culturais no Brasil, sobretudo a partir da década de 2010, tem produzido impactos diretos sobre o ambiente escolar e o exercício da docência. Em meio ao avanço de agendas conservadoras, à disseminação de discursos de ódio e ao fortalecimento de mecanismos institucionais de controle, professores e professoras passaram a enfrentar um cenário crescente de censura, perseguição e violência simbólica
Ilaina Damasceno revela a força política e ancestral da festa que transforma o litoral cearense em território de resistência
O livro analisa a Festa de Iemanjá em Fortaleza como uma manifestação que ultrapassa o campo religioso, revelando-se como ato político, performático e estético de resistência afro-brasileira
Não se trata apenas da morte de um cachorro
A indignação diante da morte hedionda do cachorro Orelha recoloca em ação diversos valores cívicos e coletivos que hoje fazem falta à nossa vida pública: união, engajamento, participação e sensibilidade
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O clima das cidades, as cidades para o clima
A COP30 talvez marque uma fase de maturidade ao encaminhar o debate do “quanto” para o “como” agenciar a transição ecológica global
Do sertão ao horror distópico
O novo romance do escritor cearense João Matias expõe Brasil entre descaso ambiental, violência e retirantes
O litígio como forma de enfrentar a crise do clima
Na COP30, sociedade civil se reúne para pensar possibilidades de litígio como estratégia para enfrentar as mudanças climáticas
COP 30 e o Acordo de Escazú: soberania, democracia e sustentabilidade em jogo
Transparência, democracia e proteção da vida diante da expansão do crime organizado e da crise climática
Democracia, Princípio 10 e Sustentabilidade
O Brasil sediará, pela primeira vez, na próxima semana uma rodada oficial de negociações deste acordo, que foi lançado em 2012, durante a RIO+20, e é baseado no Principio 10 da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, documento final da Eco92
A Ciência está matando as mulheres?
Ao relatar as consequências das desigualdades de gênero nas áreas médica e farmacêutica, Londa Schienbinger demonstra como o patriarcado influenciou de tal forma a ciência que levou pesquisadores a supor que as doenças de homens e mulheres eram semelhantes, quando de fato não eram; ou que as doenças de homens e mulheres eram diferentes, quando de fato eram semelhantes. Desta forma, inúmeros aspectos da saúde das mulheres têm sido pouco estudados ou até mesmo negligenciados.
O mundo de Pepetela
Aos 75 anos, escritor angolano fala sobre as nuances de seu país, política, literatura e egoísmo. Vencedor do Prêmio Camões em 1997, o autor de “Mayombe”, “Geração da Utopia” e ”Se o Passado não Tivesse Asas” faz duras críticas às relações entre Angola- Brasil – Portugal, países membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e afirma que o egoísmo é o grande mal dos nossos tempos.
10 medidas contra a corrupção e a seletividade penal
Ou como as medidas propostas pelo Ministério Público podem contribuir para aumentar o encarceramento em massa de parcela da população e deixar impunes aqueles a quem supostamente se destinam…
A luta de classes do graffiti
O que incomoda na prática do graffiti é sua oposição a essa tese elitista: ela coloca a arte na rua, sai das periferias, invade os bairros nobres, apropria-se da cidade sem pedir licença. Os artistas de uma arte que se faz pública entendem que os espaços urbanos são “de todos” e que, portanto, devem ser ocupados por aqueles que usufruem do meio.
Mulheres não temerão: reviravolta nas águas de março, a luta contra a opressão
A história da opressão de gênero não deve ser buscada fora da estrutura da exploração da propriedade privada, uma vez que a violenta desigualdade estrutural é inerente ao modo de produzir vida mercantil
Para onde vai Cuba?
Dois dilemas se colocam para a revolução que assaltou a oligarquia, mas também os dogmas revolucionários: até que ponto a mercantilização das relações sociais será compatível com a preservação do ideário revolucionário? O Estado será capaz de disciplinar o capital internacional em defesa da nação na periferia mundial, em pleno século XXI?
Celso Amorim relaciona trumpismo à ascensão do racismo
Ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, embaixador demonstra preocupação com força do discurso xenófobo e preconceituoso em cenário internacional. Ele alerta que a eleição de Trump deve ser entendida em um contexto de ódio crescente que pode terminar em conflitos
Nós, Daniel Blake
Contém spoiler: Eu, Daniel Blake, dirigido por Ken Loach e escrito por Paul Laverty, tem entre seus méritos não apenas dar visibilidade a situações de sofrimento de uma classe trabalhadora, mas também o de nos deixar ver que essa classe só existe atualmente em sentido econômico, não sociológico
Perspectivas da crise política no Estado democrático do Brasil
A política do governo Dilma de alavancar o investimento produtivo por meio do financiamento estatal provocou a reação dos bancos privados, que se opuseram em especial às medidas de redução da taxa de juros; e não obteve o apoio ativo da fração industrial, pelo receio de o governo vir a colocar em prática medidas bonapartistas, ou seja, passar a exigir sacrifícios de todas as frações do capital para garantir o crescimento econômico
A quem interessa estabelecer e rebaixar o “custo Amazônia”
Na Amazônia é que se forjou a forma-padrão de apropriação de recursos territorializados em larga escala, que se tornou a suprema especialização do Brasil no capitalismo mundializado
Supremo a céu aberto
O que a sucessão de Teori nos diz sobre a relação do STF com a opinião pública?
Repristinando 1969
Ante a incapacidade de conter a crescente oposição ao regime, a Junta Militar, que então chefiava o Poder Executivo, aproveitou-se do recesso compulsório do Congresso para editar a Emenda Constitucional nº 01/1969, descaracterizando a Constituição então vigente. As mudanças foram tão significativas que a maioria dos doutrinadores as reputou como uma nova Constituição. Mesmo processo parece ter acontecido em dezembro de 2016
Subjetividades no ponto cego da esquerda
Diante da falência de perspectivas, qual a alternativa proposta pela esquerda? A direita estilo-Trump acena com a restauração dos projetos nacionais autoritários, cujos modos de subjetivação – centrados no macho-adulto-branco – são velhos conhecidos
O que não fazer?
Partidos de esquerda, movimentos sociais e grupos alhures tentam canalizar a revolta ao passo que o capital anseia pelo sucesso destes para que possam abrir um novo processo de modernização com prazo de validade vencido. É por tudo isso que é melhor se concentrar seriamente no que não fazerDouglas Rodrigues Barros
O colapso da democracia brasileira
O afastamento da presidente Dilma Rousseff possui subterfúgios que emprestam a aparência de legalidade ao processo, mas está longe de ter a substância que deveria nortear o impeachment, ou seja, o crime de responsabilidade.Carlos Henrique Vieira Santana
Sociedade e barbárie
A barbárie é, antes da ação, o discurso violento escondido por trás do moralismo falso: na TV, com seus programas sensacionalistas apresentados por vedetes do espetáculo; na fala de políticos que, na câmara, prestam homenagens a torturadores; nos filmes onde se aplaude a torturaAndré Rosa
Cuba e a propriedade privada
São muitos os dilemas do socialismo cubano atual. No centro deles está a questão da propriedade privada.Joana Salém Vasconcelos
Salve os malditos!
Um senhor de setenta anos, mais jovem e atual que tantos outros, Jards Macalé é uma das poucas vozes no cenário musical que se faz ouvir contra os desmandos atuaisValéria Guimarães
Nas coxias do cárcere
O que pode se perceber na coxia do cárcere é que a orientação e os rumos adotados pelo Estado brasileiro tendem a agravar ainda mais a situação lamentável em que vive parte significativa da população do país. Aposta-se cada vez mais na lógica policialesca, de encarceramento em massa, de guerra às drogas, bem como no desmonte de políticas e na fragilização delasBruna Angotti, Catarina Pedroso, Fernanda Machado Givisiez, José de Ribamar de Araújo e Silva, Lucio Costa e Thais Lemos Duarte

