Diplô Online
Acesso à energia como política pública de valorização da vida e dignidade
Energia não é um privilégio, mas sim um direito constitucional básico
Parditude: uma nova moeda do capital racial?
Existe na história do Brasil uma sobreposição de negações de onde emerge a categoria pardo. O que podemos refletir sobre a parditude?
O STF, a extrema direita e a guerra silenciosa contra a multipolaridade
O julgamento de Jair Bolsonaro pode ser compreendido como o desfecho de um projeto político alinhado a uma corrente transnacional que, sob a bandeira do nacionalismo, buscou corroer a democracia e subordinar o Brasil a interesses externos
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IA, vídeos ultrarrealistas e o colapso do real
Simulações hiper-realistas, agora produzidas em questão de minutos por plataformas abertas de IA, inaugura uma era em que a dúvida precede qualquer evidência. Em um sistema de justiça baseado em provas, como confiar em registros audiovisuais? Como sustentar o testemunho digital em uma era onde “ver” já não é suficiente?
O que é a verdade diante da inteligência artificial?
Quando o real e o falso se confundem, manter a confiança em nossas percepções é um desafio urgente. O que vemos é realmente confiável?
Trump ressuscita o imperialismo: o retorno da guerra total
Enquanto os Estados Unidos anunciam o maior orçamento militar de sua história e impõem novas barreiras comerciais a dezenas de países, cresce o alerta sobre a reconfiguração do imperialismo em escala global. Inspirado na obra da revolucionária Rosa Luxemburgo, Antonio Mota, analisa como o tripé formado por militarismo, protecionismo e repressão social — central no expansionismo alemão do fim do século 19 — reaparece com força nos governos de Donald Trump. Entre navios de guerra e caças de última geração, o imperialismo se atualiza, mas segue operando em favor dos interesses da burguesia global.
As marmitas amassadas como centro do mundo
A obra Marmitas Amassadas (2025) materializa a verve de rebeldia do autor. Trata-se de um balanço de sua trajetória, apresentado em forma de miscelânea, em meio a uma era dominada por edições de luxo, definitivas e omnibus. Mas, afinal, quem foi que disse que as periferias não são o centro do mundo?
Mudança pela metade
Quais os poderes e limites do novo Conselho de Direitos Humanos — único resultado efetivo da “reforma das Nações Unidas”, proposta com alarde, mas bloqueada até o momentoPhilippe Texier
O Iêmen dividido pela “guerra ao terror”
O governo procura conciliar aliança com os EUA e compromiossos com a forte oposição islâmica. Mas Washington pressiona, e as novas restrições à liberdade podem desencadear revolta popularLaurent Bonnefoy
As Coréias sob pressão
O teste de arma atômica anunciado em 9 de outrubro por Pyongyang é condenável, por ampliar as tensões numa região já conturbada. Mas não se deve esquecer que as Coréias viviam uma década de reaproximação e paz — até que os EUA decidiram intervir…Ignacio Ramonet
Hollywood vê o pós-11 de setembro
Surpresa: ao contrário do que ocorreu durante a II Guerra, o cinema norte-americano não enxerga o “combate ao terrorismo” por um único ânguloMehdi Derfoufi, Civan Gürel , Jean-Marc Genuite
O século 20 foi decidido aqui
Há cinqüenta anos, a União Soviética perdia, ao invadir a Hungria, a grande oportunidade de uma desestalinização controlada. Enquanto isso, os Estados Unidos abandonavam Inglaterra e Reino Unido no Egito, e aspiravam a se tornar os reguladores da ordem mundialRoger Martelli
Quem instiga a violência
Por seus atos e omissões, as potências ocidentais lançaram ao mundo árabe, nos últimos meses, um conjunto de desafios. Tem sentido lastimarem, agora, fatos como a vitória do Hamas?Georges Corm
Um olhar radical sobre a revolução
Heterodoxa e provocadora, “Socialismo ou Barbárie”, a revista de Castoriadis e Lefort, contesta a visão capitalista sobre o levante húngaro, e enxerga nos Conselhos a possibilidade de um socialismo que vai muito além da estatização das fábricasThomas Feixa
São Tomé e Príncipe: o azar do petróleo
Micro-pais de 140 mil habitantes no Golfo da Guiné, o arquipélago de língua portuguesa descobriu, na virada do século, que está sobre um manto de óleo. Tragédias da mentalidade colonial: em vez de grande oportunidade, o achado atiça desigualdades, golpes e divisõesJean-Christophe Servant
A Europa que lucra com a guerra
A indústria armamentista européia vê na conjuntura pós-11 de Setembro uma chance de ouro para lucrar. Além de incluir privatização e demissões, as mudanças no setor podem entregar parte da produção às corporações gigantes norte-americanasLuc Manpaey
Que tal pensar em segurança?
O desenvolvimento vertiginoso das tecnologias que trabalham a matéria átomo por átomo pode ser formidável esperança – ou terrível pesadelo. É hora do controle democrático sobre as pesquisasDorothée Benoit-Borwaeys
Não há fronteira que não se ultrapasse
“Só existe fronteira para essa plenitude de, enfim, ultrapassá-la e através dela compartilhar plenamente as diferenças. A obrigação de ter de invadir qualquer fronteira, sob o impulso da miséria, é tão escandalosa quanto os fundamentos da miséria em questão”Edouard Glissant
Outras lentes para a China
Polêmica: filósofo francês julga que é redutor enxergar a sociedade chinesa a partir dos conceitos de Liberdade e Indivíduo; e crê que as críticas à suposta repetição do projeto ocidental enxergam apenas uma parte da verdadeFrançois Jullien
O fogo oculto das periferias francesas
Nove meses após as explosões de 2005, uma reflexão contesta análises preconceituosas da direita e da esquerda e sugere: o levante dos jovens pode ser caminho para uma integração social menos hipócritaDenis Duclos
Um novo estado do mundo
Fracassos da máquina militar dos EUA, reviravoltas no Oriente Médio, avanço da Ásia, migrações intensas e risco de catástrofe climática. Cinco anos após os atentados de 11 de setembro, multiplicam-se os sinais de que a globalização pode estar sofrendo uma mudança de rumosIgnacio Ramonet
Da crise social à divisão política
Incapaz de enfrentar a desigualdade e rendido às políticas do Banco Mundial e FMI, o Congresso Nacional Africano de Nelson Mandela enfrenta agora riscos de dissidência e divisãoJohann Roussouw
"Polônia solidária" contra "Polônia liberal"
Eleita há um ano, com base em slogans que valorizavam a tradição igualitária do país, a coalizão de direita logo mostrou seu viés pró-mercado e autoritário. Seu desgaste se aprofunda, ainda que não tenha surgido uma alternativa viávelDariusz Zalega
Washington aposta na Índia
Por que a Casa Branca oferece a Nova Délhi um acordo atômico que contraria toda sua retórica anti-proliferação nuclear? O que leva o governo indiano, uma coalizão que inclui os comunistas, a flertar com Bush?Christophe Jaffrelot
Participação popular contra o "velho Estado"
Caracas: numa espécie de revolução dentro da revolução, setores populares criam conselhos comunais, e tentam transformar o Estado para tornar reais, enfim, as mudanças no paísRenaud Lambert
Algo estranho em Mogadíscio
Uma onda de alarme percorreu o Ocidente em junho, quando se anunciou que os talibãs haviam tomado o poder na Somália. A história real revela uma realidade muito mais complexa e a desastrada ação da CIA, que acabou colaborando com o islamismo radicalGérard Prunier
Desigualdade sem fim
As novas leis estabelecem igualdade civil entre negros e brancos. Mas a distribuição de riquezas continuou piorando, mesmo com o fim da política de discriminação e a chegada dos negros à presidênciaJohann Roussouw

