Diplô Online
Quando a cidade é negociada na sombra
O chamado direito à cidade, conceito trazido por Henri Lefebvre1 em 1991, defende que todos devem ter acesso, participação e pertencimento aos espaços urbanos. Mas na prática, esse direito muitas vezes é ignorado, revisado ou moldado de acordo com os interesses do capital
A declaração do Brics sobre governança global da inteligência artificial e o investimento no open source
Criado originalmente em 2009 com quatro membros, o BRICS vem se expandindo para refletir um mundo multipolar e promover a cooperação em áreas como economia, saúde, energia, segurança, ciência e tecnologia
Para além das tarifas, a disputa está na cognição
O Brasil, que destinou R$ 23 bilhões às Big Techs nos últimos anos, é agora ao mesmo tempo cliente e alvo. Cliente, porque continua renovando contratos de licenças, nuvem e serviços críticos com essas empresas. Alvo, porque ousou discutir regulação, proteger dados sensíveis, julgar um ex-presidente por tentativa de golpe de Estado e exigir transparência em plataformas que, hoje, são braços do Departamento de Defesa dos EUA
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O “ouro líquido” de Trump dá sinais de sentença de morte para o planeta
A luta pela causa climática vinda dos países “ricos monetariamente” é decepcionante (em maior ou menor grau) apresentava e metas um pouco ambiciosas, em descompasso com a realidade dos desastres que, dia após dia, impactam as vidas dos seres humanos e de outros seres vivos
O Neonazismo dos bilionários: quando a desigualdade é virtude
Uma fusão cibernética entre o autoritarismo racial e cultural do nazismo com o individualismo extremo e a desregulamentação promovida pelo libertarianismo, resulta em uma distopia tecnocrática conduzida por uma elite midiático-econômica, onde a liberdade é redefinida como dominação privada
Donald Trump e a promessa de uma nova era de ouro
O presidente estadunidense aproxima-se do que alguns autores têm denominado pós-fascismo, um fenômeno que representa um amálgama instável entre ultranacionalismo e liberalismo, marcado por contradições internas profundas
Quem pode ser norte-americano?
Em menos de 24 horas no cargo, Donald Trump pretendeu mudar a percepção de quem é norte-americano. Essa pretensão não é nada trivial e se for bem-sucedida, ela pode alterar, por completo, o âmago dos Estados Unidos, seu tecido social, suas nuances culturais e até a sua base laboral e eleitoral
Uma derrota da modernidade?
Três livros ajudam a compreender a ascensão e o declínio do islamismo moderno, a humilhação e o mal-estar dos muçulmanos diante do Ocidente e as chances de renovação de seu projetoOlivier da Lage
Não às patentes de seres vivos
Apesar de acossados por dívidas e pressionados pelo lobby das transnacionais da biotecnologia, os países africanos acabam de aprovar uma lei-modelo que rejeita a transformação dos seres vivos em mercadorias. O debate internacional sobre o tema vai esquentar ainda maisFranck Seuret , Robert Ali Bric de la Perrière
Saída contra o desemprego
Cada uma das três sócias deu uma entrada de 700 euros, enquanto a associação entrava com o material, no valor de 1.800 euros. Atualmente, a cooperativa remunera nove pessoas e fatura aproximadamente 180 mil eurosJean-Loup Motchane
Quarenta anos de conflitos
Uma cronologia dos enfrentamentos entre hutus e tutsisAugusta Conchiglia
Por uma "diplomacia parlamentar"
Para habituar os legisladores à tomada de decisões numa perspectiva internacional, a criação de redes interparlamentares e de parcerias, em caso de decisões de interesse geral, pode ser uma via fértil a explorarInge Kaul
Em busca da memória perdida
Raramente os argelinos pareceram tão dispostos a abrir suas memórias, a lançar um olhar retrospectivo sobre um passado recente e já tão carregado de desmentidos, silêncios e censurasGhania Mouffok
A lei da selva
Em nome do pensamento desejável, queremos a qualquer preço proteger o mito da “festa esportiva”, mesmo que esta seja sangrenta, ao invés de condenar a guerra esportiva que, como toda guerra, nunca é limpa nem solúvel em bons sentimentos humanitáriosJean-Marie Brohm
A hora dos bens públicos globais
Na era da globalização, a resposta às necessidades privadas — inclusive as nacionais — exige cada vez mais a realização de objetivos comuns e a cooperação internacional. O conceito de “bens públicos globais” é especialmente útilInge Kaul
Mecanismos de ação coletiva
Sem algum tipo de mecanismo de ação coletiva — moral, ético ou econômico —, a produção de bens públicos corre o risco de ser insuficienteInge Kaul
Estratégia criminosa das indústrias de amianto
A pedido de um lobby internacional poderoso e sem escrúpulos, a OMC quer “julgar” os países que proíbem o uso do amianto. O precedente é grave: deve-se aceitar que as leis nacionais que defendem os trabalhadores e o ambiente fiquem subordinadas ao livre comércio?Patrick Herman , Annie Thebaud-Mony
A desestabilização asiática
Duzentos e oitenta e cinco atos de pirataria — dos quais, dois terços em águas marítimas asiáticas — foram oficialmente registrados no mundo em 1999. Essas impressionantes estatísticas, divulgadas pelo Departamento Marítimo Internacional revelam apenas a ponta emergente do icebergSalomon Kane
, Laurent Passicousset
Nasce a Europa S.A.
O documento final da reunião do Conselho Europeu em março, em Lisboa, deliberou sobre as futuras estruturas políticas do bloco. Trata-se, numa definição curta e grossa, do atrelamento do futuro da Europa à camisa de forças do liberalismoBernard Cassen
Avanços e obstáculos:um balanço
Cinco anos após a Conferência de Pequim, houve certos “progressos” na condição feminina. Eles foram acompanhados, porém, por uma marginalização econômica cada vez maior e pela persistência de diferentes formas de violência contra a mulherAgnes Callamard
A idade de chumbo
Nos anos em que Stalin exerceu o poder (1928-1953), a produção cinematográfica declina (97 filmes em 1930, 39 em 1935 e 14 em 1950) e a estética é congelada: céu azul ocupando metade da tela, campos de trigo a perder de vista e camponeses eufóricosBenjamin Bibas
Por uma imaginação radical
O ideal democrático está sob a ameaça do capitalismo. Hoje em dia, a criatividade política parece estagnada. É como se o imaginário constituído pelo capitalismo tivesse conseguido bloquear, de forma permanente, a imaginação criadora da radicalidadeRobert Redeker
Sindicalistas de segunda classe
Além de não serem consideradas iguais em sua vida profissional, as mulheres também não são valorizadas nos sindicatos. Uma coisa talvez explique a outra.Martine Bulard
Uma arapuca diplomática
Depois de décadas de isolamento, a África do Sul conseguiu voltar à cena internacional, mas ainda não deu provas de sua “africanidade”… Multiplicam-se crises a ela vinculadas, cuja “gestão diplomática” pode resultar num exercício perigosoAugusta Conchiglia
Nova matéria
Florence Montreynaud resolveu recuperar e escrever a história das mulheres do mundo inteiro de 1900 a 1999, abrangendo um século de transição, que testemunhou uma revolução sem precedentes da condição femininaBrigitte Pätzold
Uma memória documentada
Uma exposição, com fotografias e cartões postais de linchamentos, confronta os Estados Unidos com uma página sombria de sua história. Seguida, infelizmente, por outras: de 1977 a 2000, foram executados 625 condenados à morteAnne Chaon
Colonialismo e desobediência civil
Um movimento de desobediência civil exige o fechamento da base naval norte-americana na ilha de Vieques. Trata-se de uma mobilização sem precedentes, que poderá afetar profundamente a relação entre Washington e seu “Estado Livre Associado” no CaribeJames Cohen

