Diplô Online
Repensar o futuro a partir do Sul Global
O futuro da universidade depende de um duplo movimento: por um lado, reinventar-se diante das pressões financeiras e tecnológicas; por outro, reconhecer que os países em desenvolvimento não possuem apenas carências, mas também potencialidades específicas para propor novos modelos universitários mais inclusivos, descolonizados e socialmente enraizados sem perder de vista a liberdade de crítica e a autonomia do pensamento
Ameaça ao jornalismo e amplificação da desigualdade informacional
No Brasil, em um país historicamente marcado por desigualdades raciais e territoriais, o “Google Zero” amplifica um problema antigo: a exclusão de vozes diversas da esfera pública
A algoritmização da morte e o paradigma da “guerra” permanente
Um reflexo moral da política contemporânea ocidental
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“Mercado do clima” ameaça silenciar povos e comunidades tradicionais
Sem garantir consulta prévia, livre e informada adequada, o mercado de carbono do Pará viola direitos e coloca povos e comunidades tradicionais em risco
Aos companheiros, essa carta: o sentido e pulsão da vida na poesia de Guilherme Giesta
O que seria essa realidade de uma lacuna que “termina numa cova a sete palmos do chão” de Guilherme?
O amor nos afastará: Sonho violeta, de Íris Ladislau
Com temáticas que abordam a adicção, o universo editorial, o urbano e a sexualidade, a autora articulam essas pluralidades em torno da representação do feminino
O mundial de empresas
Antes se dizia que o futebol era usado para alienar as massas enquanto os políticos faziam o que queriam, hoje ele é usado para enriquecer empresas
Pokemon, uma paixão infantil
O sucesso do Pokemon é orquestrado por um marketing abusivo e por sub-produtos a cada dia mais numerosos, com o objetivo de propor às crianças um produto não acabado: uma espécie de kit a ser construído por elasSerge Tisseron
O pior cego é o que…
A organização israelense de direitos humanos Betselem divulgou um relatório que confirma que as informações dos porta-vozes militares e civis, em geral relativamente confiáveis, desta vez se fazem acompanhar por imprecisões, mentiras e omissõesAmira Hass
De al-Aksa ao pogrom de Nazaré
O governo de Ehud Barak acobertou o comportamento das forças de segurança — dez mortos e centenas de feridos em três dias — sob o pretexto de que os manifestantes, em certos locais, bloquearam as estradas principaisJoseph Algazy
Jogos perigosos
Em 1977, para compensar a falta de competitividade de suas empresas nos mercados estrangeiros, o governo francês autorizou a prática da corrupção, oficialmente denominada “comissão”, desde que a quantia envolvida fosse paga a um funcionário estrangeiroPierre Abramovici
A espiral
Sentindo-se depositário do voto de uma parte de seu povo, Ehud Barak quer manter Jerusalém como “eterna capital” de Israel; Arafat considera-se investido, pelos povos muçulmanos, do dever de manter os lugares sagrados do Islã sob proteção árabeIgnacio Ramonet
Mas por que emigram?
Com a globalização, seria possível continuar pensando a imigração como se fosse uma dinâmica independente de outros setores, como se seu “tratamento” ainda dependesse exclusivamente de uma soberania nacional unilateral?Saskia Sassen
A aposta perdida de Yasser Arafat
As quimeras de “um grande Israel” ou de uma Palestina reunificada pertencem a um passado distante, e não passam do privilégio de minorias de ambos os lados, cuja visibilidade cresce proporcionalmente à violência das crisesEric Rouleau
Diário de um campo de refugiados
“Se Barak quiser realmente saber se a intifada vai continuar ou não, ele deveria falar com as mulheres palestinas, em vez de ameaçar Arafat. Será que Barak já tentou saber por que, desta vez, as mulheres estão longe das linhas de combate?”Mouna Hamzeh-Muhaisen
Nas cozinhas do Vieux-Port
Abdou trabalha no mercado “informal”, até 15 horas por dia, fazendo manutenção, lavando louça, limpeza etc. Termina às 2 horas da manhã, quando já não há transporte coletivo. Os 200 francos que seu patrão lhe dá (em espécie) não permitem tomar um táxiDominique Carpentier
Jerusalém, mitos e realidades
Como todo o mito, o da “Jerusalém libertada” tem raízes longínquas. Traduz o vínculo, de dois mil anos, que une os judeus a Sion, uma das colinas que simbolizam Jerusalém — uma Jerusalém única, para os judeusMarius Schattner
A volta do oportunismo migratório
Do pós guerra até os anos 70, a economia francesa importou mão-de-obra. Nas décadas de 80 e 90, a situação se inverte e há um clima xenófobo. Finalmente, no limiar do novo milênio, fala-se de novo na imigração, mas de forma utilitarista e pragmáticaAlain-Marie Carron
Jerusalém, o centro da discórdia
Se o general Ariel Sharon só pretendesse criar problemas ao primeiro-ministro israelense após o fracasso da reunião de Camp David, por que então Barak, ao invés de o repreender, deu-lhe uma proteção de mil policiais para ir à Esplanada das Mesquitas?Mohamed Sid-Ahmed
O golpe que a CIA patrocinou
Em novembro de 1952, autoridades britânicas propuseram aos norte-americanos um golpe de Estado contra o governo iraniano. Estes responderam que o governo estava terminando, mas que Eisenhower, que tomaria posse em janeiro, possivelmente o fariaMarleen Teugels
O filósofo e o nazismo
Contrariando a onda liberal da época, Marcuse defendia que totalitarismo e capitalismo não são termos contraditórios, pois o capitalismo é um sistema que regulamenta a totalidade das relações sociaisRaffaele Laudani
Quem lê os relatórios?
Muitos dados utilizados pela UNCC provinham de governos nacionais, encarregados de centralizar as reivindicações. Esses governos tinham todo interesse em “aumentar” os pedidos, uma vez que poderiam reter até 1,5% das somas recebidas, o que fizeramAlain Gresh
Uma Comissão influenciada
Em 20 de maio de 1991, a UNCC decide que 30% das exportações de petróleo e de produtos do petróleo iraquianos serão canalizados para as indenizações e o pagamento dos custos de funcionamento da ComissãoAlain Gresh
A necessidade da utopia
Cada cidadão sente a necessidade urgente — como uma barreira contra a ressaca neoliberal — de um contra-projeto global, uma contra-ideologia, um edifício conceitual que se possa contrapor ao modelo atualmente dominanteIgnacio Ramonet
Contra os imperialismos
Frantz Fanon chegou à Argélia como médico psiquiatra. Colocando-se de imediato no centro dos problemas anticoloniais, e do que ele denomina a “alienação colonial”, não se pouparia do engajamento nem da análise críticaMarina da Silva
As armadilhas do neoliberalismo
A opção do Conselho Europeu, já traduzida em plano de ação, consiste em afirmar que a grande prioridade, nos próximos quinze anos, é a construção da “e-Europa” para que, em 2015, ela se torne a “e-economia” mais competitiva do mundoRicardo Petrella
Uma integração pela força
A Alca – Área de Livre Comércio das Américas – pode ser vista como um modelo para a próxima geração de acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC). Trata-se de um projeto econômico planetário, do qual a América Latina não passa de um dos elementosJanette Habel

