É papel da Filosofia ajudar a evitar o desastre
José Meirinhos compartilhou sobre a experiência da supressão do ensino obrigatório da Filosofia nos liceus na Espanha, há seis anos, e como reverteram a situação.

José Meirinhos compartilhou sobre a experiência da supressão do ensino obrigatório da Filosofia nos liceus na Espanha, há seis anos, e como reverteram a situação.
Resta saber se o pão vai sair da sua neutralidade e ser de direita ou de esquerda, assumir-se como fascista ou comunista, a favor ou contra o aquecimento global, se vai apoiar ou destruir os povos tradicionais, se vai defender agricultura orgânica ou agronegócio, liberação ou proibição da maconha e do aborto, garimpo ou floresta, polícia militar ou negros, cultura ou censura, LGBT+ ou hetero, liberação das armas ou educação.
Os maiores problemas da Previdência brasileira estão longe de ser as idades mínimas para a aposentadoria. Nota-se que o governo não cobra adequadamente os devedores da Previdência. Empresas privadas e públicas devem mais de 450 bilhões de reais à Previdência. Entre os 50 maiores devedores, 12 são públicos.
A fome, o analfabetismo e o racismo compõem uma trajetória histórica da desigualdade superáveis por boa fé? Ou demonstram fraturas estruturais que exigem o forjar de uma outra feitura política societária?
Entrevista com Eduardo Suplicy: a história de Anderson Herzer
Talvez por conta dos efeitos devastadores ou das fortíssimas imagens que produz, a inanição segue servindo para que que se encubra o drama da fome parcial. No entanto, isso não é suficiente para explicar a tão duradoura ocultação do fenômeno. É necessário reconhecer que há uma utilização, no mínimo, ambígua dos conceitos de insegurança alimentar, subnutrição e fome, o que não apenas prejudica a compreensão da realidade, como também difunde falsos consensos habilmente utilizados para justificar a manutenção de relações econômicas e sociais responsáveis pela fome.
A super produção de grãos mantém parcerias com a indústria de alimentos e com a pesquisa em Nutrição e, além de expulsar os remanescentes agricultores do meio rural, continua impulsionando o desenvolvimento de technofoods como o extrato e a proteína texturizada de soja (nostalgicamente chamados de leite e carne de soja) ou de alimentos industrializados livres de lactose e glúten, eficientes substitutos dos atuais foco de crucificação dietética: o leite e o trigo.
Ilha de propriedade privada sob o comunismo, refúgio da agricultura de subsistência na época da coletivização, local de todas as criatividades arquitetônicas e de evasão intelectual sob Brejnev, a datcha continua sendo a face oculta da Rússia – uma zona de direito consuetudinário na qual a nova lei, em vigor desde 1º de janeiro, pretende pôr ordem
O principal desafio é construir poder político a partir do território em que as pessoas vivem, por meio da mobilização da cidadania. O objetivo maior é que as pessoas se reapropriem do poder de decidir sobre a própria vida, retomem a gestão do que é público, invistam na construção de bens comuns, debatam um novo projeto de sociedade, mais justa, mais solidária, mais cooperativa, com governos preocupados com a qualidade de vida das pessoas, não em facilitar para grandes empresas suas oportunidades de negócios, como é agora.
Com a extinção do Ministério do Trabalho, a antiga Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes) teve suas atribuições enviadas ao Ministério da Cidadania. As competências que têm relação com a economia solidária ficaram restritas à política de assistência social e à de renda, associada ao conceito de cidadania, evidenciando que não é nesse ministério que se define estratégias da política de trabalho e de desenvolvimento do país.
A situação do meio ambiente no Brasil e no mundo precisa de atitudes mais elaboradas do que somente substituir o canudo de plástico pelo canudo de inox ou bambu. Quem realmente se preocupa com o meio ambiente precisa mudar hábitos e abandonar o ativismo de sofá.
No interior das instituições prisionais, deparei-me com alguns espaços cujas dinâmicas de funcionamento destoam dos pavilhões onde se aglomera o grosso da massa encarcerada. Espaços por vezes sepultados atrás de chapas de aço e de outros pavilhões, em que a sensação é a de que tudo é possível. Confira o sexto e último artigo do dossiê “Estado de choque”