O renascimento do falso darwinismo social
Não causa estranheza que no Brasil pós-golpe de 2016 e com a ascensão do bolsonarismo retornem discursos eugênicos, amparados pela única – e falsa – visão científica que acreditam: o darwinismo social

Não causa estranheza que no Brasil pós-golpe de 2016 e com a ascensão do bolsonarismo retornem discursos eugênicos, amparados pela única – e falsa – visão científica que acreditam: o darwinismo social
Segundo a última pesquisa Genial/Quaest, Bolsonaro cresceu 9 pontos percentuais na intenção de votos no eleitorado evangélico e volta a ser o preferido deste público. A distância entre Lula e Bolsonaro agora é de 17%.
Bolsonaro e Trump nunca tiveram a intenção de corrigir os problemas relacionados à desigualdade econômica e à exclusão política crescentes em seus respectivos países, mas sim se valer destes para se locupletar com base na promoção de um salvacionismo mais que tudo auto interessado
Depois de dois anos de uma pandemia seriamente agravada pela irresponsabilidade de Bolsonaro, como explicar que 40 milhões de brasileiros ainda apoiam o governo federal?
As pessoas que deixaram de apoiar Jair Bolsonaro tendem a dizer que não viram entrega de resultados pelo mandatário tanto no combate ao crime e à corrupção quanto no avanço da economia. Mesmo entre os religiosos, começa-se a questionar o coração cristão do presidente diante de atitudes e manifestações vistas como sem compaixão
O Deus, a pátria e a família que estão enunciados no discurso bolsonarista se manifestam como ódio, desrespeito e subalternização das mulheres e dos feminismos
A ascensão do bolsonarismo no Brasil do século XXI promoveu uma reorganização da estrutura social brasileira, não somente nos âmbitos político e social coletivo, mas no cerne das famílias e das relações afetivas das amizades mais próximas
Entendê-lo mais como um fenômeno social que contamina a vida social do que como uma expressão estatística é um passo importante na sua compreensão
Apesar de sua reduzida margem de manobra, Bolsonaro vai tentar um golpe. Não se trataria de um golpe militar clássico. A expectativa dele é que os militares possam cruzar os braços em caso de uma tentativa de golpe por PMs, milícias, seguranças privadas. Além do “risco Capitólio”, é bom não ignorar o “risco Bolívia”
A proposta parlamentar de extinção da UERJ é uma agressão à universidade brasileira como emblema de erudição, lugar de contradito e valor civilizatório
Bolsonaro não sofrerá um impeachment, e seguirá emprestando seu sobrenome para outros fenômenos difusos e violentos em outras partes do mundo, na falta do que chamá-los.
A teoria de que a China sabe que nunca houve vírus, mas sim uma bactéria causada pela radiação do 5G, e de que a China quer transformar o Brasil em colônia, usando para isso Lula e um “mensalão chinês”, são apenas algumas das inúmeras ideias que identificamos ao participar de grupos bolsonaristas durante os últimos três meses