A importância das experiências de moradias de iniciativa comunitária
Como experiências coletivas no campo habitacional podem levar a cidades mais justas e solidárias. Leia artigo da série especial Cidades do amanhã

Como experiências coletivas no campo habitacional podem levar a cidades mais justas e solidárias. Leia artigo da série especial Cidades do amanhã
Desde o começo de 2020, as gravíssimas implicações da pandemia em curso, as previsões de futuras pandemias ainda mais perigosas e os efeitos evidentes dos processos cada vez mais extremos de mudanças climáticas e aquecimento global já indicaram que, sem uma mudança estrutural de paradigmas e comportamentos, a própria sobrevivência da espécie humana no Planeta ficará ameaçada. A magnitude e a gravidade desses fenômenos exigem que repensemos profundamente as condições das relações entre seres humanos e meio ambiente, especialmente nas cidades onde, desde 2008, já vive a maioria da população global
A ideia de cidades feministas propõe colocar a desigualdade no centro da agenda, incorporando os sujeitos omitidos pela desigualdade e rompendo com a neutralidade de diagnósticos e políticas. leia a o terceiro artigo da série especial Cidades do Amanhã
É mister reconhecer o papel social da pesquisa para que a população entenda que o urbanismo é pertinente à comunidade
Para recuperar o espaço público, a dimensão social do planejamento deve ser recuperada para estar ao lado daqueles cidadãos que, mais do que no passado, se organizam para defender ou obter um parque, um serviço, um espaço de uso coletivo, a fim de preservar, ao longo do tempo, os espaços públicos considerados bens comuns e que protegem a qualidade de vida das gerações futuras
Tempestades, ciclones e outros eventos meteorológicos extremos têm causado enormes prejuízos às vidas e à economia urbana. São muitas as consequências, e não se pode mais dizer, como anos atrás, que as mudanças climáticas são uma ameaça silenciosa. São, ao contrário, uma ruidosa realidade do tempo presente
Henri Lefebvre, um dos mais importantes pensadores da problemática urbana contemporânea, chegou à conclusão de que o encontro, a concentração e a centralidade constituiriam elementos inseparáveis dessa forma de sociabilidade edificada durante o século XX.
Quanto à vida nas cidades, que abrigam mais de 85% dos brasileiros, ela vem melhorando ano após ano. O direito à cidade, direito de acessar bens e serviços públicos e usufruir deles, se amplia em razão da participação das cidadãs e cidadãos nas decisões sobre as políticas públicas.
Pode não ser evidente, mas existe uma conexão direta entre políticas urbanas e habitacionais – responsáveis pela efetivação do direito à cidade e à moradia – e o enfrentamento da questão da segurança pública.
A representação mítica de um passado equilibrado entre o rio e a cidade oculta outras formas de utilização do Tietê, assim como todas as revoltas de lavadeiras, barqueiros, tiradores de areia, sitiantes, entre tantos outros que se colocaram contrárias à interdição de formas de uso produtivo e recreativo até então praticáveis. Contudo, são essas vozes, ainda presentes, que permitem reconhecer o poder de consenso da natureza para a produção de cidades fragmentadas, hierarquizadas e homogêneas
A crescente criminalidade violenta não foi capaz de impedir a consolidação democrática e a legitimação do imaginário de cidadania e direitos que lhe é inerente. Dessa forma, violência e democracia expandiram-se de maneira interligada, complexa e paradoxalPablo Lira
Em entrevista exclusiva, o geógrafo David Harvey comenta o impacto que a crise global terá nas cidades e aponta soluções voltadas para o bem-estar comum. “Este é um momento em que podemos realmente parar e dizer: ‘devemos remodelar a cidade de forma diferente, para o conjunto da população’”