Malabarismo semântico
O argumento da

O argumento da
Em 17 de março de 2011, o Conselho de Segurança da ONU deu o aval para uma ação militar contra o regime de Muamar Kadafi. Esse cheque em branco jurídico, que não tinha sido obtido nem na guerra do Kosovo nem na do Iraque, não levantou todas as questões relativas à incoerência moral do jogo das potências
Mais da metade dos 600 mil habitantes de Suez se concentram no bairro mais pobre: Arbaeen. Foi ali que a revolução teve início, lançou raízes e encontrou seu viveiro de combatentes. Nessa zona, o desemprego atinge cerca de 1/3 da população e a corrupção é onipresente. Mas a revolta nasceu das perseguições policiaisFrançois Pradal
No mais recente genocídio africano, “conflito étnico” é, de novo, um mito que mascara a realidade. Na raiz dos massacres está a disputa por petróleo, e a omissão calculada dos EUA, China e FrançaGérard Prunier
Devastado pela guerra que causou a morte de 3 milhões de pessoas, o país adotou uma Constituição de transição e entra num momento perigoso de sua história, já que aMwayila Tshiyembe
Para os militares israelenses, existem apenas duas categorias de inimigos: o soldado e o terrorista. No caso da Palestina, como nenhum exército regular está envolvido, o seu oponente só pode ser um fanático. E sob essa justificativa nega-se ao outro o direito à resistência e à legitimidade mínima de sua causa
Após sua aparição, nos anos 1990, as sociedades militares privadas experimentaram um desenvolvimento rápido, e hoje elas encarnam um papel essencial nos conflitos, tanto na esfera militar quanto no âmbito econômico: o desempenho mundial nesse setor gira em torno dos 70 bilhões de euros anuais
De um lado, o Talibã. De outro, o governo. Entre eles, a população paquistanesa, que atualmente não sabe a quem temer: se o exército insurgente ou as tropas oficiais. A onda de dúvidas e o sentimento de insegurança no Paquistão geram disputas e tensões cada vez mais acirradas
Nos últimos meses, os ataques feitos por aviões americanos não-tripulados se intensificaram nas zonas tribais do Paquistão. Quer os seus alvos sejam militantes da Al-Qaeda, quer talibãs afegãos ou paquistaneses, os robôs vêm travando a custos reduzidos uma guerra permanente contra todos os insurgentes
Sob a orientação dos Estados Unidos, o mundo militar-intelectual europeu está totalmente influenciado por uma ontologia atlântica, incapaz de pensar na globalização como algo diferente de uma projeção de sua própria imagem, um centro americano e uma periferia mais ou menos remota
Se há um lugar considerado pelos estrangeiros como um ninho de inimigos exóticos e símbolo de estagnação cultural é a região que engloba o Paquistão e o Afeganistão. Nada poderia estar mais errado: de gravações de rap a vídeos com a Al-Qaeda, os talibãs estão utilizando as tecnologias mais atuais para a sua propaganda
Ainda que cerca de 35 mil soldados britânicos, alemães, franceses e italianos estejam combatendo os insurgentes em parceria com militares americanos, todas essas questões parecem não dizer respeito aos dirigentes europeus. Mais que nunca, as decisões da Otan são tomadas em Washington