A prova de fogo da ética no Kosovo
Comportando-se como a polícia dos Bálcãs, a Otan falava em “libertar” o Kosovo com uma “guerra de valores”. Mas não sem manipulação e mentira, aproveitando a docilidade dos enviados especiais da mídia ocidental…

Comportando-se como a polícia dos Bálcãs, a Otan falava em “libertar” o Kosovo com uma “guerra de valores”. Mas não sem manipulação e mentira, aproveitando a docilidade dos enviados especiais da mídia ocidental…
O exame dos dados referentes às vítimas da guerra em 1991 mostra que as “leis da guerra” não levaram em conta as mudanças na tecnologia militar. A regra da “proporcionalidade” exige que, para proteger os civis, as operações militares tenham o cuidado de poupar a população e os alvos civis
Denunciando em 1109 os ensinamentos do profeta Maomé, Guibert de Nogent definia o princípio da propaganda de guerra. Nada mudou desde então, exceto a época. De Saddam Hussein a Mahmoud Ahmadinejad, um “novo Hitler” substitui o outro
No início de 2011, a ONU autorizou duas vezes o recurso à força: na Líbia e na Costa do Marfim. Essas decisões excepcionais baseiam-se no reconhecimento recente do “dever dos Estados de proteger as populações civis”. Seriam sintomas da validação de um “direito de ingerência” de geometria variável?
Desafiados em seu próprio território, os Estados Unidos do presidente George W. Bush, concentrados em sua luta contra o “Eixo do Mal”, renunciam ao direito internacional. Com todas as consequências implícitas…
O “genocídio” dos albaneses no Kosovo, que se fingiu tentar impedir a qualquer custo, seria um genocídio de fato ou a tentativa dos Estados Unidos, via Otan, de impor sua dominação sobre os Bálcãs? Daí a recusa obstinada dos aliados de qualquer solução diplomática
Mais da metade dos 600 mil habitantes de Suez se concentram no bairro mais pobre: Arbaeen. Foi ali que a revolução teve início, lançou raízes e encontrou seu viveiro de combatentes. Nessa zona, o desemprego atinge cerca de 1/3 da população e a corrupção é onipresente. Mas a revolta nasceu das perseguições policiaisFrançois Pradal
No mais recente genocídio africano, “conflito étnico” é, de novo, um mito que mascara a realidade. Na raiz dos massacres está a disputa por petróleo, e a omissão calculada dos EUA, China e FrançaGérard Prunier
Devastado pela guerra que causou a morte de 3 milhões de pessoas, o país adotou uma Constituição de transição e entra num momento perigoso de sua história, já que aMwayila Tshiyembe
Para os militares israelenses, existem apenas duas categorias de inimigos: o soldado e o terrorista. No caso da Palestina, como nenhum exército regular está envolvido, o seu oponente só pode ser um fanático. E sob essa justificativa nega-se ao outro o direito à resistência e à legitimidade mínima de sua causa
Após sua aparição, nos anos 1990, as sociedades militares privadas experimentaram um desenvolvimento rápido, e hoje elas encarnam um papel essencial nos conflitos, tanto na esfera militar quanto no âmbito econômico: o desempenho mundial nesse setor gira em torno dos 70 bilhões de euros anuais
De um lado, o Talibã. De outro, o governo. Entre eles, a população paquistanesa, que atualmente não sabe a quem temer: se o exército insurgente ou as tropas oficiais. A onda de dúvidas e o sentimento de insegurança no Paquistão geram disputas e tensões cada vez mais acirradas