Como as leis de incentivo transformam a infância brasileira
O investimento social não apenas transforma a vida de quem participa, mas também movimenta a economia local, cria empregos, dinamiza cadeias culturais e forma novos agentes sociais

O investimento social não apenas transforma a vida de quem participa, mas também movimenta a economia local, cria empregos, dinamiza cadeias culturais e forma novos agentes sociais
A regulamentação das redes sociais para proteger infâncias e adolescências ganhou força. Mas, é urgente pensar em espaços de acolhimento e formação para agentes municipais, referências comunitárias e famílias que atuam com juventudes às margens dessa discussão
Assim como práticas antirracistas que, por serem improvisadas, informais e realizadas em espaços de convívio doméstico — muitas vezes em resposta às vivências cotidianas das crianças — costumam não ser registradas pelas análises sociológicas dos movimentos sociais, seria possível pensar que também existam, no Brasil, atitudes semelhantes voltadas à prevenção da violência sexual contra crianças e adolescentes? Seriam essas práticas, transmitidas entre gerações, portadoras de uma resistência invisível — de uma potência silenciosa?
Fundadas no entendimento de que a crise climática é também uma crise aos seus direitos infanto-juvenis, crianças e adolescentes cada vez mais reclamam atenção para o fato de que a degradação ambiental produz problemas de contornos específicos sobre seus direitos
Lei de Garantias, promulgada no Chile em 2022, reconhece e protege crianças e adolescentes como sujeitos de direitos. No entanto, o reconhecimento normativo é o primeiro passo. Agora, os processos de implementação e alocação de recursos requerem atenção e urgência
Uma cultura que coloca a felicidade como imperativo pode ser angustiante demais, principalmente para crianças e adolescentes que estão em fase de desenvolvimento emocional
Buscando fomentar um diálogo crítico sobre as pedagogias descolonizadoras, a infância se torna o momento da possibilidade de construção da resistência às imposições hegemônicas, principalmente euro-estadunidenses.
Não reconhecer a criança como um ser sexual ou até impedir que o assunto da sua sexualidade seja debatido contribui para que o tema se torne um grande tabu. Perdemos com isso a possibilidade de pensar em propostas educacionais que considerem esse aspecto tão fundamental para a constituição da subjetividade da criança. Ademais, isso me parece imprescindível em um país que registrou, em 2020, 14.000 acusações de abuso sexual infantil e que contabiliza cerca de 100 estupros de crianças e adolescentes por dia
A sociedade precisa priorizar as necessidades das crianças, investindo em esforços de (re)formulação política e promovendo um futuro de resiliência
Para crianças, adolescentes e mulheres, o ambiente doméstico é o mais propenso a violar os seus direitos e suas integridades físicas, emocionais e sexuais
Problemas contemporâneos na discussão hegemônica sobre o ensino de literatura e a formação de leitores literários pela via escolar
Diante da complexidade inerente à infância e aos diferentes contextos que essa noção perpassa, como podemos pensar as relações entre infância, literatura e democracia?