Tradução de “O vazio de poder na Itália”, de Pasolini
Texto clássico de Pier Paolo Pasolini analisa as transformações do poder na Itália do pós-guerra e segue atual ao iluminar crises políticas, culturais e morais do presente

Texto clássico de Pier Paolo Pasolini analisa as transformações do poder na Itália do pós-guerra e segue atual ao iluminar crises políticas, culturais e morais do presente
Apoiando-se numa popularidade que não diminui e no fracasso de dois referendos promovidos pela oposição sobre naturalização e direitos trabalhistas, a presidenta do Conselho dos Ministros italiano, Giorgia Meloni, continua a levar adiante seu programa, inclusive no âmbito da União Europeia. Manter-se numa posição intermediária entre a Europa e os Estados Unidos será, sem dúvida, um desafio ainda maior
Giorgia Meloni e seus aliados querem acabar com a suposta hegemonia cultural da esquerda, um projeto sempre querido pelo populismo reacionário. Mudar os dirigentes políticos e reduzir os (já escassos) orçamentos não é suficiente. É necessário impor uma “nova narrativa”, celebrando os valores nacionalistas e neofascistas – uma empreitada a longo prazo, que passa pela reescrita da história
Entender a gênese do movimento desvela que não é de um dia para o outro que uma ideologia totalitária nasce
A erudição de Umberto Eco não afastava seus leitores, muito pelo contrário, o autor mantinha uma linguagem que aproximava o público. Conheça um pouco sobre a obra e a história do autor italiano
Até o início do século XX, a Ístria era austríaca, antes de se tornar italiana e, posteriormente, iugoslava, sendo finalmente dividida entre a Eslovênia e a Croácia. É uma região de fronteiras intricadas, facilmente cruzadas pelos migrantes que acabam em Trieste. Para justificar a expulsão deles, o governo italiano instrumentaliza as vítimas da Segunda Guerra Mundial, esquecendo que a minoria eslovena (comunista ou cristã) foi amplamente perseguida
O tema da histórica rivalidade entre os clubes retornou aos noticiários quando um sobrenome conhecido figurou entre os contratos assinados na Lazio: Romano Floriani Mussolini, bisneto do ex-ditador fascista Benito Mussolini
Contraditoriamente, o berço que acolheu Garibaldi hoje se encontra imerso no obscurantismo político e no radicalismo. Será que a Itália um dia voltará às raízes revolucionárias e anti-imperialistas?
Em visita a Bruxelas, Giorgia Meloni apresentou suas credenciais: a primeira-ministra italiana promete respeitar os tratados europeus, cumprir o dogmatismo com rigor, apoiar a Ucrânia a todo custo… Posições que ela combina com o ultraconservadorismo autoritário em questões sociais. Porém, isso interessa menos às autoridades da União Europeia
Pela primeira vez, uma mulher assina a curadoria do evento, que assumiu um importante papel de evidenciar questões socioculturais nos últimos anos
Quando se tornou a segunda principal formação política da Itália, há três anos, faltava à Liga (extrema direita) palavras duras o bastante contra Bruxelas e as políticas de austeridade. O partido, contudo, ingressou, em fevereiro, no governo de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu. Como explicar essa reviravolta?
Na Itália, o centro europeu da diáspora chinesa registrou poucos óbitos pelo coronavírus. Artesãos desse sucesso sanitário, os chineses de Prato, engajados na indústria local do prêt-à-porter, gozam de um reconhecimento tardio, após vinte anos de desamor