O humor criminoso e seus destinos
Se aceitarmos que as palavras têm efeitos performativos, que agem no mundo, Léo Lins deixa de ser apenas um comediante. É um agente da barbárie, da violência e do ódio, ainda que o semblante se pretenda cômico

Se aceitarmos que as palavras têm efeitos performativos, que agem no mundo, Léo Lins deixa de ser apenas um comediante. É um agente da barbárie, da violência e do ódio, ainda que o semblante se pretenda cômico
Garantir a liberdade de expressão, por vezes, implica restringi-la? O canal de televisão francês Arte aceitou em 2017 a produção de um documentário sobre a vida no Tibete feudal, pré-revolução chinesa. Anos depois, diante da obra realizada, a qual põe em dúvida a visão ocidental sobre a região, a emissora decidiu rever sua exibição
Em países ocidentais que rapidamente proclamam seu compromisso com a democracia e o debate, as medidas que reduzem o direito de expressão dos partidários da causa palestina se multiplicam desde outubro. Uma vez que aceitaram a censura de opiniões que desaprovavam, alguns defensores das liberdades públicas permanecem em silêncio
John Shipton é protagonista em “Ithaka: A Luta de Assange”, novo documentário sobre o jornalista e sua família pela liberdade da imprensa
Como o episódio envolvendo a jornalista Miriam Leitão sinaliza para uma crise mais profunda
A defesa da criação de um partido nazista, supostamente justificada na ideologia liberal, deve dizer muito sobre seus proponentes
É importante a reflexão sobre o papel da mídia na seleção da divulgação tanto de notícias quanto de artigos de opinião. Opiniões razoáveis são aquelas que reconhecem e explicitam as premissas de um debate, de uma situação, de uma hipótese. Opiniões não razoáveis omitem ou manipulam estas premissas
Neste episódio especial falamos sobre os resultados do Relatório Direito à Comunicação 2020, produzido pelo Intervozes. Ouça no seu tocador de podcast favorito ou nesta postagem
Os ataques sistemáticos e graves proferidos aos trabalhadores e trabalhadoras dos diversos veículos da EBC, em vez de silenciar os profissionais de comunicação da empresa – como pretendia o governo –, teve como resposta mobilizações e a resistência permanente nas redações. Leia o segundo artigo da série especial Mídia e pandemia: a democracia sob ataque
No entanto, quando os direitistas norte-americanos se indignam com isso, sentimo-nos quase tentados a perguntar-lhes: não foram vocês e seus pensadores de Chicago os responsáveis pela ideia de que o poder público não deve reprimir o poderio das empresas nem a fortuna de seus proprietários, legitimados a seu ver pela livre escolha dos consumidores? Pois bem, hoje vocês próprios se tornaram vítimas desse “populismo de mercado”.
Parecem longínquas as capas de revistas que prometiam ao Brasil um futuro radiante. Abalado por uma onda de violências, como o assassinato da vereadora socialista Marielle Franco, o maior país da América do Sul multiplica rupturas com a ordem constitucional, a ponto de certos direitos adquiridos após o fim da ditadura, em 1984, parecerem ameaçados. A começar pela liberdade de expressão e de escolher seus dirigentes
Existem sim limitações a estas liberdades, seja como um Direito Humano internacional ou como um Direito Fundamental positivado no país. Mas enquanto a liberdade de imprensa demanda regulação mais rigorosa devido às responsabilidades da prática jornalística, não dá para discutir a fundo a liberdade de expressão se não for caso a caso. Com isso não fica “liberada” a barbárie discursiva, só não se “adianta o carro na frente dos bois” ao se estabelecer censuras prévias.