Provocações atlânticas
Serge Halimi

Serge Halimi
O processo de substituição de Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral das Nações Unidas está aberto. O novo nome será divulgado até o fim deste ano. Shashi Tharoor, autor deste artigo, foi secretário-geral adjunto antes de apresentar sua candidatura nas eleições de 2006Shashi Tharoor
A crise social pode ofuscar o sucesso diplomático da Rússia? Neste outono, as manifestações de caminhoneiros contra um novo imposto trouxeram a questão à tona. O governo logo apagou o incêndio e tratou o movimento de pequenos empreendedores oriundos da economia informal de um modo que ele se recusa a tratar outras cateHélène Richard
O Brasil conta com o apoio da França e do Reino Unido e, em menor medida, da Rússia; China e EUA costumam expressar, apenas, que deveríamos ter mais peso nas decisões internacionais. O país poderia beneficiar-se da permanência mesmo sem direito a veto, pois se manteria como voz ativa e ganharia horizonte de longo prazoEduardo Mello
Entre agosto de 2014 e meados de 2016, o preço do barril de petróleo caiu 65%. Mais de 250 mil empregos foram suprimidos, com o setor sendo obrigado a renunciar a grandes investimentos ou a adiá-los. Esse abalo planetário enfraqueceu os gigantes da indústria petrolífera e desestabilizou os países exportadoresMichael Klare
A simpatia que esses dois homens de pulso têm um pelo outro é confortada por seu desprezo comum pelo atual locatário da Casa Branca. “Ele [Putin] não gosta nada do Obama”, alegra-se Trump; “não o respeita”Serge Halimi
Duplo golpe do presidente russo, que acaba de fazer sua entrada no campo de batalha sírio. Putin deixou escapar que recebeu no Kremlin o presidente Bashar Al-Assad; na sequência, ele organizou uma reunião quadripartite (Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Turquia) para interromper os conflitos militaresOlivier Zajec
Penetrando no teatro de operações sírio, o Exército russo pretende mostrar que tem capacidade para honrar suas alianças regionais e defender seus interesses estratégicos. Reafirmando uma cooperação antiga com o regime Al-Assad, Putin espera influir mais na reconfiguração do Oriente Médio.Alexei Malachenko
Privada de carvão pelos combates no Donbass e em conflito com a Gazprom, a Ucrânia aposta cada vez mais na energia nuclear para atender às suas necessidades. Mas o fornecimento de combustível das centrais atômicas herdadas da União Soviética também depende de boas relações com a Rússia.Sébastien Gobert e Laurent Geslin
A derrota em Debaltsevo arruína as tentativas de reconquista militar contra os rebeldes do Donbass. Após um ano de fracassos, os dirigentes ucranianos tiveram de aceitar os novos acordos em Minsk. No entanto, a perspectiva de uma solução política durável, baseada no respeito às minorias e no diálogo com Moscou, pareceIgor Delanoë
A cada estação, um choque. Após a anexação da Crimeia na primavera, as sanções no verão e a queda dos preços dos combustíveis no outono, a economia russa sofre com a desvalorização repentina do rublo desde novembro. Reabrindo as cicatrizes dos anos 1990, essa crise deixará vestígios ao expor fraquezas estruturaisJulien Vercueil
Considerado estratégico, o controle das ex-repúblicas soviéticas da Ásia sustentou a rivalidade entre grandes potências. No entanto, o avanço norte-americano foi passageiro, ao passo que a expansão econômica chinesa não atrapalha mais os interesses russosRégis Genté